Irônico, Moro diz que tornozeleira em Dirceu seguiu autorização da própria 2ª Turma do Supremo

Publicado em 03/07/2018 07:58 e atualizado em 04/07/2018 18:31
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no ESTADÃO

O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, revogou nesta terça-feira, 3, sua decisão de 29 de junho por meio da qual havia mandado instalar tornozeleira no ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula). A decisão acolhe determinação do ministro Dias Toffoli, da 2.ª Turma do Supremo, que, nesta segunda, 2, vetou o monitoramento eletrônico do petista, alegando que Moro havia descumprido decisão da Corte de conceder ‘liberdade plena’ a Dirceu, condenado na Lava Jato.

Documento

Em seu despacho, Moro foi irônico. “Lamenta-se que o restabelecimento das medidas cautelares autorizadas previamente pela própria 2.ª Turma do STF tenha sido interpretada como ‘claro descumprimento’ da decisão na Reclamação 30.245, quando ao contrário buscava-se cumpri-la.”

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“De todo modo, ficam prejudicadas as medidas cautelares restabelecidas na decisão anterior, por decisão do Relator da Reclamação 30.245. Comunique-se a autoridade policial da decisão do Relator da Reclamação 30.245 para as providências necessárias.”

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Moro destacou que a própria 2.ª Turma do Supremo havia considerado adequadas as cautelares, inclusive a proibição de Dirceu sair do País. “Não se imaginava que a própria maioria da Colenda 2.ª Turma do STF que havia entendido antes, na pendência da apelação, apropriadas as medidas cautelares, entre elas a proibição de que o condenado deixasse o país, teria passado a entender que elas, após a confirmação na apelação da condenação a cerca de vinte e sete anos de reclusão, teriam se tornado desnecessárias.”

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Ao fim de seu despacho, o magistrado observou. “Entretanto, este Juízo estava aparentemente equivocado pois recebida agora decisão de revogação das cautelares exarada pelo Relator da Reclamação 30.245 e esclarecendo que a suspensão da execução provisória não significou o retorno à situação anterior, mas, sim, a concessão de ‘liberdade plena’ ao condenado na pendência do recurso especial.”

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O magistrado anotou que, pela decisão do dia 29 de junho, restabeleceu as medidas cautelares que vigoravam contra Dirceu antes do início da execução provisória da condenação.

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“As medidas cautelares haviam sido impostas com base em autorização expressa anterior da própria 2.ª Turma do STF no HC 137.728 quando revogada a prisão preventiva de José Dirceu de Oliveira e Silva na pendência do julgamento da apelação na ação penal 5045241-84.2015.4.04.7000. Por outro lado, tal autorização foi dirigida pela própria 2.ª Turma do STF diretamente a este Juízo na ocasião, mesmo estando a ação penal em grau de recurso”, assinalou Moro.

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O juiz observou que tendo sido concedido, na sessão de 26 de junho, habeas corpus de ofício na Reclamação 30.245 pelo voto da maioria da 2.ª Turma do Supremo para suspender a execução provisória, ‘a consequência natural seria o retorno da situação anterior’.

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Moro destacou trecho do voto de Toffoli na Reclamação 30.245. “Em face de tudo quanto exposto, julgo improcedente a reclamação. Concedo, todavia, ordem de habeas corpus de ofício, para excepcionalmente, suspender a execução provisória da pena imposta ao reclamante, até que, nos moldes da compreensão que firmei no HC 152.752, o Superior Tribunal de Justiça decida seu recurso. É como voto.”

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“Como consequência natural da decisão de suspensão da execução provisória da pena, entendeu este Juízo que retornava-se ao status quo ante, daí o restabelecimento das cautelares”, registrou Moro. (ESTADÃO)

Toffoli impede Moro de colocar tornozeleira em José Dirceu (O Antagonista)

Dias Toffoli derrubou a decisão de Sergio Moro que impôs ao ex-ministro José Dirceu o uso de tornozeleira eletrônica, após ser libertado pela Segunda Turma.

Na sexta-feira, Moro determinou que Dirceu fosse a Curitiba para a colocação do mecanismo.

Mas Toffoli, ex-assessor do próprio condenado, disse que a decisão da Segundona “em nenhum momento restabeleceu a prisão provisória, tratando-se de prisão-pena, a qual foi suspensa para assegurar a liberdade plena”.

O ministro do Supremo também cassou outras medidas cautelares impostas pelo juiz da 13a Vara Federal, como a proibição de deixar o país e de se comunicar com outros acusados ou testemunhas.

Toffoli cassa decisão de Moro que mandou Dirceu colocar tornozeleira (PODER360)

Liberdade plena restabelecida; Petista condenado na Lava Jato

  

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli cassou nesta 2ª feira (2.jul.2018) decisão do juiz Sérgio Moro que mandou colocar tornozeleira eletrônica no ex-ministro José Dirceu. Leia a íntegra da decisão.

2ª Turma do STF concedeu liberdade ao petista na semana passada e não impôs medidas cautelares, como proibição de deixar o país e monitoramento eletrônico. Mas, em decisão tomada pelo magistrado da 13ª da Justiça Federal em Curitiba, Dirceu teria que apresentar-se até esta 3ª feira (3.jul) à Justiça e colocar a tornozeleira eletrônica.

Para Toffoli, Moro agiu de ofício (sem provocação). O ministro afirmou que o colegiado restabeleceu a plena liberdade de Dirceu. O juiz Sergio Moro não comentou a decisão de Toffoli.

“Com efeito, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, em decisão com extravasamento de suas competências, restabeleceu medidas cautelares diversas da prisão, outrora determinadas em desfavor do paciente, à míngua de qualquer autorização deste Supremo Tribunal Federal, que, em decisão colegiada da Segunda Turma, deferiu medida cautelar em habeas corpus de ofício, para assegurar a liberdade plena ao ora reclamante até a conclusão de julgamento da ação”, diz Toffoli na decisão.

O ministro ainda afirmou que questões relacionadas à execução provisória da pena imposta ao ex-ministro são de competência da Justiça Federal em Brasília e não do Paraná.

“Portanto, questões atinentes à execução provisória e/ou medidas cautelares diversas da prisão, eventualmente impostas pelo STF, o que não ocorreu, deveriam ser apreciadas pelo Juízo da Vara de Execução Penal do Distrito Federal, que detém a jurisdição sobre o processo de execução do paciente”. 

“Casso, até posterior deliberação da Segunda Turma, a decisão do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR que, agindo de ofício, impôs ao reclamante medidas cautelares diversas da prisão, em claro descumprimento de decisão desta Suprema Corte e usurpação da competência do Juízo da Vara de Execução Penal do Distrito Federal”, diz a decisão.

Dirceu já havia sido solto pela 2ª Turma em maio do ano passado. Na ocasião, o ex-ministro teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Depois de o colegiado conceder liberdade novamente a Dirceu na semana passada, Moro determinou o monitoramento eletrônico como forma de restabelecer a antiga condição do ex-ministro, o que foi rechaçado por Toffoli.

O ministro ressalta na decisão que o petista já foi condenado em 2ª Instância e que sua prisão “não mais se reveste de natureza cautelar, mas sim das características de prisão-pena”.

“Logo, a fase de cautelaridade do processo de conhecimento já se encerrou. E sendo assim, a suspensão da execução provisória da pena imposta ao paciente, não conduz automaticamente ao status quo ante, com quis fazer crer o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, salvo por ordem expressa do Supremo Tribunal Federal, o que, como visto do julgado da Segunda Turma, não ocorreu, pois se restabeleceu a liberdade plena do paciente”, afirmou Toffoli.

‘Candidato’, Lula deixa de comentar Copa na TV

O site oficial do presidiário de Curitiba avisa que, “por ser candidato”, Lula vai deixar de comentar a Copa na TVT –o canal do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, uma espécie de TV Bactéria (está no ar, mas ninguém vê).

“Para cumprir a legislação eleitoral, que proíbe a participação de pré-candidatos em programas de rádio e TV a partir de 30 de junho, o comentário do Lula deixa de ser divulgado no programa do José Trajano”, informa o site.

Lula, que continua achando que a Lei da Ficha Limpa não se aplica a ele, continuará divulgando suas pílulas de sabedoria futebolística –do tipo “o Uruguai merece respeito”– pela internet.

Os computadores secretos de Palocci

Antonio Palocci vai abrir seus HDs para a Lava Jato.

Segundo O Globo, “o material reúne contratos, planilhas e outras evidências mantidos até hoje em segredo nos computadores da consultoria de Palocci que abrirão uma nova frente de investigação dentro da maior operação de combate de corrupção do Brasil com foco em empresas privadas.

Quando a PF fez buscas no escritório da Projeto, em São Paulo, em setembro de 2016, os investigadores encontraram apenas teclados, mouses e monitores, mas não acharam nenhum gabinete de computador…

Os dados dos computadores da Projeto ainda não foram entregues à PF porque estão passando por uma análise de peritos contratados por Palocci, que estão organizando o material de maior relevância para facilitar o trabalho dos investigadores de filtrar os conteúdos que envolvem crimes. A previsão é que a perícia termine nesta semana e que o material seja remetido à PF. Apesar dessa triagem, o conteúdo integral dos HDs da consultoria será compartilhado.”

O que, afinal, Dilma Rousseff tem a defender na campanha ao Senado pelo PT em Minas? (por ELIANE CANTANHÊDE, no ESTADÃO)

O anúncio da candidatura de Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais é duplamente, digamos, curioso. Ela, como Lula, é tecnicamente inelegível. E como vai defender o seu legado na Presidência da República durante a campanha?

Quem esqueceu de como Dilma manteve a possibilidade de disputar eleições, apesar do impeachment? No último segundo do segundo tempo, os então presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do Supremo, Ricardo Lewandowski, fizeram um acordão e inventaram a novidade.

Pela letra fria das leis e da Constituição, presidente da República que sofre impeachment se torna automaticamente inelegível durante oito anos, como ocorreu com Fernando Collor de Mello, e ninguém jamais questionou. Ele cumpriu pacientemente sua quarentena, antes voltar à política com mandato de senador.

Collor era Collor, o inimigo número um da Nação, que na reta final não tinha mais aliados, só adversários. Já Dilma tinha por trás o padrinho Lula e o PT, um dos maiores partidos do País, então com 13 anos de Presidência. Por causa de Lula e do partido, Renan e Lewandowski deram um jeitinho e Dilma manteve o direito de se candidatar.

Dilma nasceu em Minas, mas fez carreira política no Rio Grande do Sul e praticamente estabeleceu residência no Rio de Janeiro. Como vai fazer campanha em Minas, um dos três Estados mais importantes e mais politizados? Vai defender o seu próprio legado, desastroso? Ou o do governador Fernando Pimentel, seu amigão, que enfrenta problemas na Justiça e encerra o mandato com uma baita crise econômica, até atraso de salários de funcionários?

Apesar da tese de “golpe”, Dilma caiu por inapetência política, inaptidão administrativa e erros crassos na economia. Afundou o Brasil em dois dolorosos anos de recessão econômica; inflação acima da meta; juros estratosféricos; fundos de pensão depenados; agências desarticuladas; estatais sem prumo; setor elétrico de pernas para o ar; pré-sal condenado a ficar para sempre nas profundezas do oceano.

Foi assim que o País mergulhou no desemprego. Hoje, são 13 milhões de desempregados e precisa-se reconhecer que Michel Temer não conseguiu controlá-lo, mas a culpada número um foi Dilma, sua autossuficiência, suas noções antiquadas de economia, sua incapacidade de entender a importância dos pilares macroeconômicos. “Coisa da direita...”, diria ela.

A eleição em Minas, portanto, parece ir de mal a pior. Dilma disputando o Senado como revanche pelo impeachment e seu contendor no segundo turno de 2014, Aécio Neves, do PSDB, pior ainda: sem ter para onde correr. Presidência de novo? Governo de novo? Senado de novo? Nem perto. Se der sorte, pode até encontrar uma vaga de deputado federal, mas sem ilusões: mandato não é mais garantia de foro privilegiado. Nem de impunidade.

Já confuso desde 2016, o politizado eleitor mineiro acabou levando à prefeitura de Belo Horizonte o verdadeiro outsider daquela eleição, Alexandre Kalil, do inexpressivo PHS. E esse é o maior risco da eleição presidencial no Estado este ano.

Para o governo, o PT aposta na reeleição de Pimentel e o PSDB foi buscar o ex-governador Antonio Anastasia, que encerrou a primeira gestão bem avaliado e passa ao largo das infindáveis descobertas da Lava Jato. Por fora, corre o ex-prefeito de BH Marcio Lacerda (PSB), que aguarda articulações de seu partido com o PDT de Ciro Gomes.

O pior em Minas é a eleição para a Presidência. Com o Norte e o Nordeste petistas e o Sul e o Centro-Oeste antipetistas, Minas é um Estado-chave para definir o sucessor de Temer. Se mantiver o “espírito do contra” que levou Kalil para a prefeitura, vocês sabem quem vai se dar bem, não é? Ou já está se dando...

A questão central da inelegibilidade de Lula (editorial de O GLOBO)

Preso Lula, por força da jurisprudência restabelecida pelo Supremo do cumprimento de pena a partir da condenação em segunda instância — como vigorou de 1941 a 2009, voltando em 2016 —, aproxima-se o momento da deliberação sobre a inelegibilidade do ex-presidente.

Pelo texto da Lei da Ficha Limpa, não há dúvida: condenado em segunda instância fica inelegível por oito anos. Mas nada é simples com Lula, devido às forças políticas, partidárias e ideológicas que se movem com ele. E, como no Brasil há infinitas possibilidades de recursos, temos o festival de idas e vindas na forma de habeas corpus e todo tipo de questionamento, principalmente depois de decretada a prisão do ex-presidente.

Como é da natureza petista, tudo é usado com fins políticos, visando a tentar furar a Lei da Ficha Limpa abaixo da linha d'água, para que Lula, líder nas pesquisas eleitorais, possa se candidatar novamente à Presidência, a fim de se livrar do cumprimento da pena por corrupção e lavagem de dinheiro e ainda resgatar o PT. Há muita gente e interesses na dependência desta operação. Daí existirem reflexos até no plenário do Supremo.

Deve-se registrar o desentendimento havido na defesa do ex-presidente, em que o advogado Cristiano Zanin, o defensor, digamos, mais orgânico de Lula — é genro de Roberto Teixeira, dono da banca de advocacia que o representa, compadre histórico do ex-presidente — discordou da ideia de Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, agregado à defesa, de propor à Corte a alternativa da prisão domiciliar, para retirar Lula da cadeia de Curitiba.

Foi explicado que esta alternativa é inaceitável, porque pressupõe o reconhecimento de que Lula é mesmo culpado e por isso foi condenado. Desmontaria a versão farsesca de que o julgamento de Curitiba, no TRF-4, os tantos recursos rejeitados na primeira e segunda instâncias, no STJ e no STF, denunciariam uma perseguição política. Por mais fantasiosa que seja, esta visão é comprada por seguidores lulistas sectários. Parece que esqueceram de explicar a Sepúlveda que o trabalho advocatício tem outros objetivos que não só tirar Lula da carceragem. 

A proposta de Pertence poderia, também, reduzir a tensão em torno da prisão, combustível da pressão política sobre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde deverá ser jogada a última carta da claramente ilegal candidatura de Lula. Não passa despercebido que a defesa procura retirar da mais recente petição em favor de Lula, enviada ao Supremo, a questão da inelegibilidade. O Ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, quer saber o porquê deste pedido de exclusão.

Seria razoável que o STF decidisse logo também acerca da inelegibilidade. Acabaria o suspense, e o processo eleitoral evoluiria sem percalços. Mas não parece ser esta a intenção de Lula e do comando do PT: querem manter a tensão, até como forma de facilitar a transferência de votos de Lula para seu plano B, a ser feita muito próximo das urnas.

A questão-chave é a preservação da Ficha Limpa, lei de origem popular estratégica para barrar candidatos de reputação nada ilibada, como estabelece a Constituição, e servir de filtro para despoluir a vida pública, ao lado de instrumentos como a delação premiada e o cumprimento de sentença na segunda instância.

Lula reafirma candidatura e diz que não tem mais motivos para acreditar na Justiça

Gleisi Hoffmann leu carta do ex-presidente, que está preso em Curitiba, em GLOBO

BRASÍLIA — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril, ordenou nesta terça-feira que a Executiva Nacional do PT divulgasse uma carta na qual ele diz que "já não há razões" para acreditar na Justiça e em que reafirma sua condição de pré-candidato à Presidência.

ENTENDAComo a decisão de soltar Dirceu afeta o caso de Lula

Em Brasília, acompanhada pelos dirigentes do PT, a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), leu a carta de Lula. A ideia do partido é evitar especulações sobre uma possível alternativa ao nome do ex-presidente disputar a corrida eleitoral — já que ele deve ser barrado pela Lei da Ficha Limpa — e preparar o terreno para uma mobilização de petistas no dia 15 de agosto, quando dizem que vão registrar Lula como candidato.

Ao ler a carta de Lula, a presidente do PT disse, em nome do ex-presidente:

— Não cometi nenhum crime. Repito: não cometi nenhum crime. Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a presidente da República. Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral.

Lula também reclamou do trâmite do habeas corpus apresentado por seus advogados ao Supremo Tribunal Federal (STF), negado em abril pelo plenário da Corte.

— O ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o plenário. Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus. Isso ficou demonstrado no julgamento do plenário, em que quatro dos cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem — diz a carta.

LEIAPresidência busca, mas não acha 74 objetos de Lula e 6 de Dilma

Durante a leitura do documento, estavam os principais nomes do partido, como o ex-prefeito Fernando Haddad, o ex-ministro Gilberto Carvalho, o senador Lindbergh Farias (RJ), o ex-deputado Paulo Pimenta e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, entre outros. Haddad, inclusive, é um dos nomes cotados para substituir Lula com o provável indeferimento do registro pela Justiça Eleitoral da candidatura de Lula.

 

Fonte: O Antagonista/Estadão/Poder360

5 comentários

  • Jefferson Francisco Gibellato Londrina - PR

    Só um lembrete a todos, José Dirceu é um dos mais hábeis articuladores da política nacional, conhecedor como pouco da estrutura moral que sustenta nosso país,,,, se ele continuar livre, leve e solto, a Esquerda brasileira voltará ao Palácio do Planalto. Detalhe, eu torço por isso!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      No comentário acima. usei mal a palavra "marginal". Isso porque, não conheço a pessoa a que me referi, peço desculpas pela má colocação.

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    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      Quem defende a conduta de um corrupto e ladrão e elogia sua ética e moral, certamente tem os mesmos valores...

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    A Folha de São Paulo, um jornal de grande circulação e, segundo dizem, de grande credibilidade, editou uma matéria, onde o entrevistado era o Ministro do STF, Marco Aurélio Melo e, pasmem, a entrevista foi realizada nesta terça (3) em Portugal, onde o mesmo fez o encerramento do Seminário de Verão da tradicional Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

    Mas o que me causa urticária são as palavras proferidas. Preste atenção. São ditas pelo "ministro": ..."Paga-se um preço por se viver em um Estado democrático de Direito e é módico: o respeito restrito à ordem jurídica e à lei das leis, que é a Constituição. Com todas as letras nós temos nela que ninguém será considerado culpado antes da preclusão maior. Mil vezes ter-se culpados soltos do que um inocente preso".

    Vamos a essa pequena frase: "o respeito restrito à ordem jurídica e à lei das leis, que é a Constituição". ... Ponto!

    Agora vamos ao Art. 52, Parágrafo único da "Constituição" de 1988:... Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

    Para quem não se lembra esse artigo refere-se as duas penas do Impeachment. A primeira é a perda do cargo e, a segunda é a inabilitação por oito anos, para o exercício da função pública. Essas duas penas são conjuntas, são inseparáveis, como o próprio texto diz.

    Mas, o "presidente" do STF, esse Lewandowski, durante o Impeachment da Dilma, esqueceu o que diz a lei das leis..."à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos"...

    Ah! Esqueci, eles, os "ministros" podem interpretar do "seu" jeito o que leem, pois são o último recurso dos recursos possíveis.

    As "merdas" das excelências não têm cheiro!

    Até quando vamos suportar ser o esgoto desses crápulas?

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  • Eder Oliveira -

    A SOFRÍVEL FALA DE SÉRGIO MORO
    Fernanda Mambrini Rudolfo - Defensora Pública do Estado de Santa Catarina. Doutoranda e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela EPAMPSC. Diretora-Presidente da Escola Superior da Defensoria Pública de Santa Catarina.

    Ao escrever sobre isso, sei que estou me submetendo à possibilidade de ser achincalhada ou mesmo alvo das piores agressões verbais, coisas que vemos com frequência na internet. Em tempos de críticas sem qualquer fundamento e discursos de ódio, não é fácil fugir da repetição irrefletida de frases de efeito como "o problema do Brasil é a impunidade". No entanto, vejo-me na obrigação de mostrar um outro lado, que alguns querem esconder, seja por má-fé, seja por ignorância.
    No último dia 25 de junho, o juiz Sérgio Moro esteve em Florianópolis para palestrar em um evento sobre a atuação do sistema de justiça no combate ao crime organizado. Na oportunidade, valeu-se de cerca de uma hora para proferir uma série de informações deturpadas, utilizando um português sofrível.
    Comecemos pelo fim. O magistrado não sabe sequer conjugar o verbo "haver", que, no sentido de existir, é impessoal e não deve ser flexionado. Esse é apenas um exemplo dos diversos erros cometidos durante sua fala. E isso é digno de críticas por se tratar de alguém que teve todas as condições imagináveis de estudar; que fez graduação, mestrado e doutorado em algumas das melhores instituições de ensino do país. Quando se tratava de Lula, por exemplo, pessoa que cresceu sem qualquer oportunidade, não apenas se criticava como se debochava, como se fosse sua obrigação ser autodidata ou aprender por osmose. Quando vemos pessoas de origem simples falar, sem acesso ao ensino formal, é frequente serem alvo de piadas por parte daqueles que se julgam "finos", "educados", "polidos". Enquanto isso, o juiz Sérgio Moro massacra a língua portuguesa e é ovacionado pela "nobreza".
    Além disso, deturpou deliberadamente informações para arrancar risadas e aplausos da sua plateia. Por exemplo, ao afirmar que vivemos tempos "curiosos" por haver críticas ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região em virtude de ser muito célere. Ora, tenho certeza de que o juiz não é ingênuo a ponto de acreditar nessa assertiva, mostrando-se tal colocação de absoluta má-fé. Todos sabem que a crítica não se dá em razão de uma celeridade do Tribunal, mas em virtude da seletividade de tal celeridade, que passou o julgamento de Lula na frente de tantos outros apenas para que pudesse iniciar o cumprimento de sua pena, na medida em que o Supremo Tribunal Federal vem ? absurdamente, diga-se ? relativizando a presunção de inocência. Fosse de Lula, fosse de Aécio, a Justiça é vendada para não ver quem julga e, portanto, também para que todos sejam processados no mesmo ritmo, sem que um seja mais rápido ou mais lento que outro. Curiosamente, alguém viu o processo do Aécio por aí? Nisso, acho que Moro está correto, vivemos mesmo tempos "curiosos"...
    Desejando tornar-se (ou manter-se) um ídolo nacional, entoa mantras de combate à impunidade, de que ninguém está acima da lei (aparentemente, só o próprio magistrado), de uso da prisão preventiva para salvação da humanidade. Enquanto isso, um auditório lotado de membros e servidores do Judiciário e do Ministério Público (o acesso ao evento era restrito) regozijava-se e entrava quase em estado de êxtase. A ideia de punir, de aplicar a força do direito penal ? seletivo por natureza ? e de afastar o respeito ao devido processo legal confere a muitos um gozo que não são capazes de obter por outros meios. Uma cegueira (moral e deliberada) toma conta de uma plateia elitista e alienada, preocupada unicamente em postar elogios ao palestrante nas redes sociais.
    Enquanto isso, Moro brada o combate à corrupção, recebendo mensalmente seu auxílio moradia que corresponde a mais do que o salário dos professores. Professores cujas greves são criticadas e magistrados que são colocados em pedestais. Reitero: Moro tem mesmo razão, vivemos tempos "curiosos"...

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Eder e Fernanda Rudolfo... coisa do MPF... preocupada com erros de português... igual chefe em Brasília... Só Balela que não resolve nada...em vez de ajudar a resolver os problemas do povo brasileiro...pergunto entenderam o que o moro falou??? Se entenderam ótimo...pois so o judiciário e que as letras do alfabeto são diferentes..o a vira x..o b vira z..de acordo com o interesse... Coisa da categoria a que pertencem... a lei esta escrita... a lei esta escrita em português... Como que membros do judiciário interpretam diferente.. me expliquem.. A única categoria que pode omiTIR a verdade em nome do contraditório... Já viram um médico mudar o tratamento ou a doença em nome do contraditório???um agrônomo onde o produtor pede adubação pra soja e ele fornece pra alface...em nome do contraditório... Então diproma siooo não encurta oreia de ninguém...outra coisa já viram que belo exemplo da o judiciário...MPF etc..o cara mata ...rouba..e como prêmio e aposentado com salario integral..recebem borsa aluguel...borda iskola pros fio...7000 pau mês ate 24 anos..borda auxílio compra de livros...etc..uma vergonha...sem contar férias...pouco trabalho diário...etc...tem tempo pra ficar corrigindo erro de verbo....coisa de quem não tem nada pra fazer..

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      VEJAM MAIS UMA VEZ A COVARDIA DESSE COMENTARISTA, COMO SEMPRE NAO MENCIONA O PARADEIRO DE SUA RESIDENCIA, COLOCA COMO NOME **EDER** MAS NA REDAÇAO SE DESCUIDA E ESCREVE COMO SE FOSSE MULHER -----VERME É COVARDE---

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    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      Li atentamente o artigo, e não extrai nenhum conteúdo útil..., são comentários rancorosos de uma petista revoltada..., não a conheço mas isto ficou nítido..., estranho que, tendo formação jurídica, não saiba que o juiz sergio moro não pode julgar senador da república. Vá reclamar com os vassalos do lula -- das turmas... estes sim deveriam ter julgado não só Aécio como os renans e outros que estão parados no stf.

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  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    Absurdo, primeiro de terem libertado José Dirceu, depois de todas as provas e sua condenação por um Juiz Federal, concursado para tal cargo.. Decisão de um juiz concursado para que cumpra então sua liberdade com uma tornozeleira para, no mínimo, ser monitorado seus passos.
    E o que nos surpreende é ver um Ministro que foi conduzido o cargo pelo Lula ,Dilma e PT , revogar decisão do Juíz Sérgio Moro .
    Aqui a pouco vamos ver estes Ministros do STF coordenando a campanha do Lula , Marina e demais Vermelhos .
    Que país é esse .
    Nós não temos que trancar rodovias , nós precisamos nos mobilizar e fechar o STF antes que estes vendam ou doam o Brasil para Maduro .
    Urgente " Bolsonaro no comando "

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sinceramente, quando leio notícias com essa não fico com raiva da pessoa, como no caso, o ministro Dias Tofoli. Ele está cumprindo o seu papel... Eh! Qual é o papel? ... Esse que estamos assistindo!
    Fico louco de raiva comigo, pois é através da minha ignorância política que situações como essa é possível de se realizar.
    A corporação que manda no Estado é o judiciário... DESDE SEMPRE... Os sabidos sempre estão entre aqueles que escrevem as letras, virgulas, ponto e virgulas e, sorrateiramente colam palavras que têm sentido ambíguo, nas entrelinhas das leis que são decretadas pela "excelências" do Executivo.
    Veja se "um" Lula, "uma" Dilma tem condição de sentir alguma "anormalidade" em um texto com duas frases... Agora imagine numa lei com vários artigos e parágrafos.
    É "essa" a parte que nos toca ... O "FUMO" ENGANADO PELA LEI...

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Rensi...parabéns ...o que está errado é a forma de escolha dos membros do supremo e do judiciário..deveríamos eleger juízes..promotores.. STJ..STF...e validar os nomes a cada 4 anos..via eleição junto com legislativo...não atingiu maioria..vai trabalhar em outro lugar...e fazer acontecer as leis de controle do judiciário que iriam penalizar os maracutaias...os que usam ideologia...e acabar com férias que nunca acabam..aposentadoria pra quem mata e rouba ..44 horas semanais...

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Borsa aluguel...7000 pau por mês ate os filhos atingirem 24 anos...borsa escola..e o borsa compra de livro de quase 2 pau mês...e o moro acha justo????

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