Foto de incisão no abdome de Jair Bolsonaro é verdadeira, diz Poder360

Publicado em 14/09/2018 08:49 e atualizado em 16/09/2018 08:40
10326 exibições
Fotografia viralizou nas redes sociais; Imagem foi verificada pelo Comprova

A veracidade de uma imagem que mostra a extensão do dano causado pelo atentado a faca sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em 6 de setembro está sendo questionada por diversos usuários nas redes sociais e no WhatsApp. A foto, divulgada em perfis como o do senador Magno Malta (PR-ES), é verdadeira.

A versão completa da foto, que mostra o rosto de Bolsonaro, também está sendo espalhada pelas redes. As informações foram verificadas pelo Comprova, do site Poder360.

De forma objetiva, elementos da foto combinam com outras imagens feitas de Bolsonaro na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Israelita Albert Einstein, para onde o candidato foi transferido na manhã do dia 7 de setembro. O padrão da estampa do avental, bem como a roupa de cama e a disposição dos eletrodos de monitoramento são condizentes com fotos e vídeos feitos de Bolsonaro no hospital. O próprio avental também possui o mesmo desenho dos usados no Albert Einstein.

Acompanhe notícias sobre o estado de saúde de Bolsonaro

Sobre a cicatriz resultante da operação, mostrada na foto, o Comprova consultou Francisco Duarte, cirurgião-geral do IJF (Instituto José Frota), maior hospital de urgência e emergência do Ceará e 1 dos maiores do Nordeste, que confirmou que esse é o procedimento praticado levando em consideração o ferimento sofrido por Bolsonaro:

“É mandatório que se abra todo o abdome para expor todas as vísceras que devem ser minuciosamente examinadas, porque não se sabe exatamente o trajeto do objeto [perfurante]. O nome dessa incisão é laparotomia mediana xifo-pubiana. Essa operação permite que as lesões sejam reparadas, identificadas, e que o abdome fique totalmente limpo de todo o conteúdo que possa causar infecção pós-operatória”, afirma Duarte.

O médico também explicou a presença da bolsa plástica presente na barriga do paciente. “No caso dele [Bolsonaro], a colostomia é essencial porque como o intestino foi lesionado e suturado o trânsito de fezes tem que ser desviado para não ocorrer o risco da sutura se romper. Depois da cicatrização, se faz uma nova cirurgia para se reconstruir o trânsito intestinal”, disse.

Consultada pelo Poder360, a assessoria de Magno Malta – 1 dos primeiros perfis a compartilhar a imagem – informou que a foto não foi tirada pelo congressista, mas recebida “de fonte fidedigna e com autorização da família”. Em uma matéria do MSN, com informações da Folhapress, 1 dos filhos do candidato, Eduardo Bolsonaro, confirmou se tratar de uma imagem de seu pai, mas disse que cada 1 que tem que avaliar se a atitude de compartilhar a foto seria apelativa.

“Cada 1 que faça seu julgamento. O pessoal do Einstein manifestou uma preocupação. Vale para dizer também que não foi coisa pouca. Ele está todo arrebentado lá. Está evoluindo bem, mas não se trata de fake news ou de algo leve que nós estejamos aumento e encenando para gerar comoção pública. Ele quase morreu. Enquanto familiar, não me incomodo, não [com a publicação da foto]. Nossa vida é 1 livro aberto”, disse Eduardo Bolsonaro.

Alguns usuários tentaram desacreditar a foto postada por Magno Malta, usando como contra-argumento principalmente 1 print de uma busca reversa de imagem no Google que ligava a imagem a uma postagem no imageboard 4Chan datada de 5 de maio de 2017. Essa impressão, entretanto, vem de uma má compreensão de como funcionam as buscas do Google.

A imagem encontrada aparece relacionada à data anterior, pois ela aparecia como thumbnail (termo que designa uma imagem em miniatura) da página principal da board (1i tipo de fórum) “Politically Incorrect” do 4Chan. E nesta página, a thread (como são chamadas as discussões dentro desse tipo de fórum) que está fixada como a primeira é do dia 5 de maio de 2017 – por isso o Google indexou a thumbnail com a data do post. Todavia, a thread onde a imagem de Bolsonaro foi efetivamente postada foi criada às 16:44 do dia 9 de setembro de 2018 – posterior ao post feito por Magno Malta, e, portanto, não pode ser a origem do mesmo.

O senador Magno Malta (PR) divulgou uma foto no Twitter de Jair Bolsonaro (PSL) após a cirurgia

Até a manhã do dia 11 de setembro, o tweet de Magno Malta com a foto já tinha ultrapassado 4,1 mil retweets e 15,6 mil curtidas. A foto também foi publicada pelo senador em sua fanpage no Facebook, e já tinha mais de 59,5 mil curtidas e 14,1 mil comentários. Um dos posts no Twitter que tenta desacreditar a imagem atingiu 15,9 mil retweets e 30 mil curtidas.

Eis a foto original:

Incisão no abdome de Jair Bolsonaro após procedimento cirúrgicoReprodução__

O Poder360 integra o projeto Comprova. A iniciativa é uma coalizão de 24 veículos de imprensa que visa combater a desinformação durante as eleições presidenciais. Leia sobre essa checagem também no site do Comprova. Para ler todos os posts publicados pelo Poder360, clique aqui. __

Esse texto foi produzido por Jornal do Commercio, O Povo, Band News FM e Poder360. Nenhum desmentido é publicado antes de ao menos 3 veículos diferentes entrarem em acordo sobre a veracidade da informação. Este post foi verificado por: Nexo. __

Recebeu algum conteúdo duvidoso sobre as eleições presidenciais e quer sugerir uma verificação? Mande uma mensagem para o WhatsApp do Comprova (11) 97795-0022.

Bolsonaro caminha pelo quarto e não sente dor, diz boletim

O Albert Einstein acaba de divulgar novo boletim sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro, informa o G1.

Segundo o hospital –onde o candidato do PSL está internado desde sábado, um dia depois de ser esfaqueado em Juiz de Fora–, Bolsonaro fez fisioterapia hoje e caminhou pelo quarto sem apresentar dor.

O candidato, prossegue o boletim, permanece na UTI, “mantendo estabilidade clínica e sem complicações”.

No Twitter, Jair Bolsonaro disse que “hoje foi possível dar uma caminha sem problemas. Espero estar apto a fazer flexões em breve kkk.”

Bolsonaro só sai do hospital daqui a 10 ou 15 dias

O cirurgião de Jair Bolsonaro disse para o Estadão que “o presidenciável ficará internado por um período de 10 a 15 dias, caso não ocorra nenhuma outra complicação (…).

O quadro delicado indica que, mesmo após as eleições, Bolsonaro ainda poderá ter restrições alimentares, dificuldades para andar, náuseas e outros desconfortos digestivos. Isso deve atrapalhar agendas públicas, viagens e corpo a corpo com simpatizantes.”

O aceno de Bolsonaro

No domingo, registra o Estadão, está previsto um ato de apoio a Jair Bolsonaro nos arredores do Albert Einstein, em São Paulo.

Chamada de “vigília silenciosa”, a ideia é que o ato seja um marco simbólico da nova fase da campanha do candidato do PSL, diz a reportagem.

“Aliados nutrem esperança de, até lá, o deputado já ter retornado ao quarto e, assim, conseguir acenar da janela aos seus eleitores.”

Só 2% afirmam que atentado contra Bolsonaro mudou voto, diz Datafolha

atentado que sofreu o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira (6), em Juiz de Fora, não tem influência na escolha de candidato para 98% dos eleitores, de acordo com a nova pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.

Segundo o levantamento, a facada em Bolsonaro fez com que apenas 2% das pessoas tenham decidido trocar de candidato. O capitão reformado do Exército encontra-se internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em recuperação dos efeitos do ataque. Nesta quarta-feira (12) ele passou por uma cirurgia de emergência e encontra-se na UTI, com quadro de saúde estável.

O levantamento também mostrou que 96% dos eleitores tomaram conhecimento do atentado. Desses, 43% declararam estar bem informados sobre o assunto, 40% mais ou menos informados e 13% mal informados. Uma parcela de 4% não tomou conhecimento do atentado —o índice sobe entre os moradores de municípios com até 50 mil habitantes (8%) e entre os menos instruídos (10%).

Ainda que, segundo os eleitores, o atentado não tenha participação na decisão do voto, ele comoveu a maior parte deles (72%). Do total dos entrevistados, 39% disseram ter se sentido muito comovidos com o ataque e 33% ficaram um pouco comovidos, ao passo que 26% afirmaram que não foram tocados pelo episódio e 2% não souberam responder. 

A comoção alcança índices mais altos entre os mais velhos (80%) e entre os eleitores de Bolsonaro (88%).obo solitário ou fera treinada? Quem é o autor do atentado a Jair Bolsonaro?

Lobo solitário?

Enquanto a imprensa e as autoridades tentam minimizar os acontecimentos em torno do crime, os repórteres da Crusoé foram atrás de informações exclusivas sobre Adélio Bispo, o militante de esquerda que tentou matar o candidato de direita.

Leia aqui.

São Paulo chuta o poste (em O Antagonista)

João Amoêdo tem 6% dos votos na cidade de São Paulo, segundo uma pesquisa divulgada por Fernando Rodrigues.

Fernando Haddad, que governou a capital por quatro anos, tem apenas 9%.

Jair Bolsonaro, é claro, ganha de lavada de todos os outros candidatos, com 23% – praticamente o dobro de Geraldo Alckmin, empacado com 12%.

PT diz que primeiro gesto de Haddad será indulto de Lula

Um dos principais dirigentes do PT disse à Folha de S. Paulo que “um dos primeiros gestos de Fernando Haddad, caso ele seja eleito”, será o indulto de Lula.

Dias Toffoli festeja o fim da Lava Jato

O plantonista que tentou tirar Lula da cadeia, Rogério Favreto, também participou da festa em homenagem a Dias Toffoli.

O que se comemorou ali não foi apenas a posse do novo presidente do STF, e sim o fim da Lava Jato.

A festança de Dias Toffoli

Depois engavetar o processo de Guido Mantega, Dias Toffoli foi festejar num clube brasiliense.

“O coquetel”, diz o Valor, “reuniu cerca de 1,3 mil pessoas, quantidade nunca antes vista em eventos anteriores”.

O novo presidente do STF ganhou uma camisa do Palmeiras, cantou Legião Urbana e assistiu a um espetáculo de Léo Jaime.

A imprensa também está em festa.

Toffoli cá, Haddad lá, por ELIANE CANTANHÊDE, no ESTADÃO

Campanha ganha novo ingrediente: o movimento para soltar Lula em 2019

Nenhum candidato diz isso claramente, mas a posse do ministro Antonio Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal reforça um discurso crescente na campanha eleitoral: o de que a eleição do petista Fernando Haddad seria a porta aberta para a volta ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois movimentos, Toffoli no STF e o crescimento de Haddad nas pesquisas (8% pelo Ibope), convergem na mesma direção: a desconfiança de que Lula será solto de alguma forma em 2019.

A intenção de Toffoli é pôr em pauta no plenário, logo no início do ano, a prisão após condenação em segunda instância. A antecessora Cármen Lúcia encerrou seu mandato cumprindo a promessa de não fazê-lo. Toffoli o fará. Como a última decisão sobre a questão foi por um único voto, não é impossível mudar.

E Haddad presidente seria não apenas Lula dando as cartas, como a possibilidade real de soltar Lula por indulto. Aliás, ele ou Ciro Gomes (PDT), que já admitiu publicamente a hipótese durante a campanha.

Há, porém, outros aspectos a serem considerados nos dois casos. Um deles é que, não raro, as pessoas se superam ao assumir imensos desafios e prezam, antes de seus compromissos políticos ou partidários, o seu próprio nome e a sua imagem para a história.

Toffoli, 50 anos, é o mais novo presidente da história do Supremo. Sua nomeação por Lula como ministro da Corte causou surpresa, perplexidade e crítica, não só pela idade, mas porque ele fora reprovado em duas provas para juiz, não era um nome brilhante no meio jurídico e tinha como credenciais ter sido advogado do PT, assessor da Casa Civil de José Dirceu e advogado-geral da União de Lula.

Toffoli, porém, de bobo não tem nada. Ao assumir a cadeira, informou-se, aproximou-se dos colegas, ganhou passe livre no gabinete de Gilmar Mendes, nomeado por FHC, identificado com o PSDB e considerado, goste-se ou não dele, um dos mais preparados e técnicos ministros do Supremo.

Foi assim também, na busca de reconhecimento e de negociação com os extremos, que Toffoli saiu do seu gabinete no STF, cruzou o Eixo Monumental e foi até o Quartel General do Exército conversar com o comandante, general Eduardo Villas Bôas.

Saiu dali com o nome do respeitado general Fernando de Azevedo e Silva para sua assessoria especial na presidência.

Gesto inteligente, sobretudo num momento em que o comandante do Exército alerta para a legitimidade do próximo presidente da República, o candidato líder nas pesquisas é um capitão reformado e seu vice é um general de quatro-estrelas que acaba de deixar a ativa. Sem maldade, apenas como constatação, Toffoli atraiu o “inimigo” para bem perto dele. E tem um canal direto com as Forças Armadas.

Quanto a Haddad: ele assumiu simultaneamente a candidatura pelo PT e uma vaga no “segundo pelotão”, aquele que disputa chegar ao segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL). E, assim, passa a ser alvo natural de todos os demais concorrentes, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva.

A diferença é que Ciro disputa o espaço de esquerda diretamente com Haddad e não pode bater em Lula, para não afugentar votos principalmente do Nordeste, onde já lidera com 18%. Marina bate na polaridade PT x PSDB e Alckmin não tem restrições, está livre para bater. No seu discurso, Bolsonaro é “passaporte para a volta do PT” e Haddad, para a volta de Lula.

Logo, os três procuram uma brecha ao centro para furar o embate Bolsonaro-Haddad, que caracteriza a chegada da direita radical ou a volta do PT, Lula e Dilma. Em suma, Ciro, Alckmin e Marina são os candidatos do mesmo partido, o “voto útil”.

Internação de Bolsonaro fragiliza sua campanha (ESTADÃO)

Segunda cirurgia tornou a recuperação do candidato do PSL mais demorada; receio é de que longa permanência no hospital consolide imagem de debilidade

Uma segunda cirurgia no intestino tornou a recuperação de Jair Bolsonaro mais demorada e deixou em suspense a campanha do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018. A cúpula da campanha bolsonarista está virtualmente paralisada e às cegas, sem a orientação do presidenciável, que lidera as pesquisas de intenção de voto. O maior receio é de que uma internação mais longa consolide uma imagem de fragilidade do deputado.

JAIR BOLSONAROJair Bolsonaro em Juiz de Fora em 6 de setembro, dia do atentado Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

operação de emergência, realizada na noite de quarta-feira, 12, pode impor limitações que se estenderão até mesmo ao período pós-eleitoral. Segundo médicos especialistas ouvidos pelo Estado, se não houver complicações, ele só estaria plenamente recuperado em um prazo de 4 a 6 meses. Isso porque Bolsonaro terá de passar por uma terceira cirurgia.

Aliados próximos do candidato admitem que as decisões finais na campanha quase sempre cabiam ao candidato. Sua internação no Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, contudo, deverá se estender por no mínimo dez dias. Bolsonaro foi esfaqueado no abdome há oito dias durante uma agenda em Juiz de Fora (MG).

Após duas cirurgias, o candidato precisou voltar para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mal consegue falar. Praticamente só os parentes têm acesso ao presidenciável.

Ao Estado, Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião-chefe da equipe médica de Bolsonaro, afirmou que o presidenciável ficará internado por um período de 10 a 15 dias, caso não ocorra nenhuma outra complicação. A estimativa, portanto, foi ampliada em relação à previsão inicial dos especialistas, que, na data do atentado, afirmaram que o tempo médio de internação em casos do tipo é de uma semana a dez dias.

Uma das dificuldades enfrentadas pela campanha é a falta de dinheiro. Ela impossibilita a contratação de pesquisas de opinião pública. Assim, a cúpula da candidatura não sabe qual será o efeito no eleitorado do ataque – e não tem segurança para agir.

Um dos pontos em discussão é a imagem de um Bolsonaro frágil, por causa da internação. Geralmente, o deputado é associado a posições de força e à defesa de bandeiras polêmicas, como a liberação do porte de armas para todos os cidadãos.

Filhos de Bolsonaro dividem agenda

A campanha se ressente da falta de Bolsonaro nas ruas. Ele tinha para estes dias vasta agenda no Nordeste, cancelada. Os filhos do presidenciável dividiram tarefas. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e seu irmão, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), foram para Brasília no início da semana.

Reuniram-se com policiais federais para saber das investigações do ataque. Depois, voltaram para seus Estados – Eduardo faz campanha por São Paulo e Flávio tenta o Senado pelo Rio. Vereador na capital fluminense, o outro filho do presidenciável, Carlos Bolsonaro, ficou com o pai, no hospital.

O acesso ao deputado no hospital foi restringido. O candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Hamilton Mourão, já tinha se posicionado contra a entrada de aliados no quarto do candidato para fazer vídeos. O general da reserva passou a semana pedindo “cautela”.

Mourão também deixou claro que a campanha de “vitimização” tinha saturado e era preciso focar no debate de propostas. Com presença nas entrevistas e sabatinas bem avaliada por aliados, Mourão é a aposta do grupo de generais da reserva do Exército para minimizar a ausência do candidato ao Planalto no período de internação.

Médicos especialistas apontam restrições

As lesões causadas pela facada e a necessidade de duas operações fazem com que haja riscos de novas obstruções intestinais e infecções. O quadro delicado indica que, mesmo após as eleições, Bolsonaro ainda poderá ter restrições alimentares, dificuldades para andar, náuseas e outros desconfortos digestivos. Isso deve atrapalhar agendas públicas, viagens e corpo a corpo com simpatizantes.

A cicatrização interna (das lesões do intestino) dura, em média, 10 dias, mas a externa (da pele) só é considerada completa depois de três meses. “Pode haver rigidez na região da cicatrização. Mesmo que esteja andando, será mais devagar”, disse o professor de cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Sergio Mies.

“Com um mês, o paciente já é liberado para as atividades corriqueiras, mas existem restrições da convalescença. Não dá para ser carregado, subir em carro de som”, afirmou o professor de gastroenterologia cirúrgica Alberto Goldenberg, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Bolsonaro ainda terá de se acostumar a conviver com a bolsa coletora de fezes, colocada após a realização da colostomia. “É preciso esvaziá-la várias vezes ao dia. Muitos evitam viagem de avião, por exemplo”, disse Mies. Mas, segundo os especialistas, há produtos mais modernos que facilitam a vida do paciente na troca da bolsa. “A presença da bolsa em si não impede o paciente de fazer atividade física, trabalhar, namorar”, afirmou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atuí.

De acordo com os médicos, a retirada da bolsa, em média, ocorre de dois a três meses após a primeira cirurgia, o que seria próximo de uma eventual posse como presidente. Quando há infecções na recuperação, esse prazo é ampliado. (por Constança Rezende, Fabiana Cambricoli, Renata Cafardo, Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo).

Fonte: Poder360/O Antagonista/ESTADÃO

1 comentário

  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR

    Bom dia, companheiros do campo! Vou apresentar minha opinião 17 vezes, acho muito invasivo tamanha exposição do Capitão, enquanto segue em recuperação no hospital. acho desnecessário e apelativo!!!

    0