Bolsonaro mantém liderança de corrida presidencial com 26%, Haddad vai a 13%, diz Datafolha

Publicado em 14/09/2018 17:48 e atualizado em 16/09/2018 16:56
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Bolsonaro lidera com folga na espontânea -- Na pesquisa espontânea, Jair Bolsonaro lidera com 22% das intenções de voto. Nenhum outro chega a dois dígitos, segundo o Datafolha.

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, agora com 26 por cento, apontou pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, que também apontou o candidato do PT, Fernando Haddad, empatado na segunda posição com 13 por cento.

O levantamento do instituto divulgado na segunda-feira mostrou o candidato do PSL com 24 por cento da preferência do eleitorado.

O candidato do PDT, Ciro Gomes, aparece logo atrás de Bolsonaro, com 13 por cento, mesmo patamar da sondagem de segunda, e empatado com Haddad, que também soma 13 por cento, ante 9 por cento na pesquisa de segunda-feira.

Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 9 por cento, contra 10 por cento na pesquisa anterior, e Marina Silva (Rede) tem 8 por cento, ante 11 por cento.

Haddad foi anunciado na terça-feira como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa.

O Datafolha ouviu 2.820 pessoas entre quinta e esta sexta-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Na pesquisa espontânea, Jair Bolsonaro lidera com 22% das intenções de voto.

Nenhum outro chega a dois dígitos, segundo o Datafolha.

DATAFOLHA: REJEIÇÃO A HADDAD AUMENTA

A nova pesquisa Datafolha mostra que Jair Bolsonaro, líder nas intenções de voto, continua também líder em rejeição –oscilou de 43% para 44% entre o início da semana e agora.

A novidade é a rejeição a Fernando Haddad, que cresceu além da margem de erro da pesquisa, de dois pontos. Ela subiu de 22% para 26%.

A rejeição a Marina Silva oscilou de 29% para 30%, e a de Ciro, de 20% para 21%. A de Geraldo Alckmin está em 25%.

Lula empata Haddad até o momento

Como mostramos, Fernando Haddad subiu de 9% para 13% nas intenções de voto, segundo o Datafolha, depois do fim da farsa de Lula candidato.

Mas a rejeição ao poste do presidiário foi de 22% para 26%.

Lula empata Haddad até o momento.

Só 2% mudaram o voto depois de atentado, diz Datafolha

De acordo com o Datafolha, só 2% dos entrevistados disseram que o atentado a Jair Bolsonaro os fez mudar de voto.

Mas o fato é que o atentado reverteu a tendência de queda do candidato do PSL.

Os extremos vão se consolidando (BR18/ESTADÃO)

O resultado da pesquisa feita pelo DataFolha indica que os candidatos que representam os pólos mais extremados nesta eleição parecem estar se consolidando como os dominantes. Aparentemente, o eleitor não demonstrou interesse, até agora, no discurso do meio termo. Parece querer o radicalismo. Só não decidiu ainda de qual lado, embora o conservador Jair Bolsonaro esteja levando vantagem.

Pela direita, Bolsonaro se mantém sólido com 26%. Pela esquerda, Fernando Haddad vai herdando os votos de Lula e já empatou com Ciro Gomes no segundo lugar, ambos somando 13%. O próprio Ciro também representa esse lado menos moderado da esquerda, ao lado dos petistas. Para Geraldo Alckmin e Marina Silva, os dois candidatos de fala mansa e pregadores de equilíbrio, o eleitor não sorriu até agora. /Marcelo de Moraes

BOLSONARO EMPATA COM ALCKMIN E HADDAD NO SEGUNDO TURNO

Na pesquisa Datafolha, Jair Bolsonaro teve uma melhora no desempenho de segundo turno.

Ele empata com Geraldo Alckmin dentro da margem de erro (41% a a 37% para o tucano) e com Fernando Haddad (41% para ambos).

Continua a perder para Ciro Gomes –mas chegou mais perto: era 45% a 35% para o pedetista, agora é 45% a 38%.

E também empata com Marina Silva dentro da margem de erro: 43% x 39% para a candidata da Rede.

Bolsonaro avança acima da margem de erro contra Ciro no segundo turno

Na disputa de segundo turno entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o candidato do PSL avançou de 35% para 38%, acima da margem de erro (2%).

Ciro Gomes manteve os 45% da pesquisa Datafolha anterior, como publicamos.

Bolsonaro tem 29% no RS, segundo o Ibope

O Ibope divulgou hoje uma pesquisa presidencial feita apenas no Rio Grande do Sul, informa o Estadão.

No estado, Jair Bolsonaro lidera as preferências dos eleitores, com 29%.

Bem atrás, embolados, vêm Fernando Haddad, que passou de 9% para 11%, Ciro Gomes, que oscilou de 9% para 10%, Geraldo Alckmin, que cresceu de 6% para 10%, e Marina Silva, que manteve os 8% da pesquisa anterior.

Ciro ganharia de Haddad com larga vantagem no segundo turno

Ciro Gomes, segundo o Datafolha, ganha de todos os concorrentes nos cenários de segundo turno.

A sua vitória mais larga seria sobre Fernando Haddad: 45% a 27%.

Mas ele terá de destruir o petista para ultrapassar o primeiro turno.

Ciro precisa mirar em Haddad

Ciro Gomes precisa esquecer Jair Bolsonaro e atacar Fernando Haddad, se quiser ir para o segundo turno.

Vai começar a pancadaria sobre Haddad (no BR18/ESTADÃO)

Com Fernando Haddad em crescimento, sobrou aos seus adversários a estratégia de tentar desconstruí-lo. Como, até agora, se beneficiou da blindagem feita pela falsa candidatura de Lula, Haddad foi poupado de críticas e ataques. E ele vai ter que começar a falar sobre temas áridos, como os casos de corrupção envolvendo o PT, a quebradeira do País durante a gestão de Dilma Rousseff e o risco de funcionar na Presidência como uma espécie de boneco de ventríloquo de Lula.

Agora, se quiser sobreviver, resta ao chamado bloco intermediário, formado por Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva, partir para o ataque contra o petista. Alckmin tem muito tempo de propaganda eleitoral disponível e pode usar o espaço para isso. Mas a estratégia da desconstrução política é sempre arriscada porque não garante que o atacante pegará os votos de quem foi atacado. /M.M.

O desastre em números de Geraldo Alckmin

O desastre eleitoral de Geraldo Alckmin ficou ainda evidente na pesquisa Datafolha.

Além de oscilar de 10% para 9% nas intenções de votos, depois do início da propaganda eleitoral, a pesquisa mostra que os seus eleitores são os menos convictos: 61% afirmam que podem mudar de voto.

Coitado do Alckmin

Geraldo Alckmin está tão em baixa que assessores seus nem esperam o fim da campanha de primeiro turno para procurar serviço em outras freguesias.

É o caso do seu escudeiro Márcio Aith, que aceitou ser assessor de Dias Toffoli.

Coitado do Alckmin.

Haddad continuará pedindo a bênção de Lula

A Folha informa que, na segunda (17), Fernando Haddad voltará a Curitiba logo depois de uma sabatina –promovida pelo jornal em parceria com o UOL e o SBT– para conversar com Lula.

Antes de ser oficializado como o poste do presidiário, Haddad visitava Lula “religiosamente” –não somos nós que dizemos, é a Folha– todas as segundas, para tratar da estratégia de campanha.

Aliados do ex-prefeito defendem que as viagens semanais à capital do Paraná continuem até o primeiro turno, principalmente para mostrar ao eleitor petista que Haddad será um perfeito fantoche do chefe.

Bolsonaro ou Haddad? (BR18/ESTADÃO)

A pesquisa da XP Investimento incluiu uma pergunta que não consta em levantamentos de outros institutos. Questionou eleitores que rejeitam tanto Jair Bolsonaro quanto Fernando Haddad (que correspondem a 26% do total de eleitores) em quem votariam em caso de segundo turno entre os dois.

Nesse cenário e entre esse público, Haddad leva vantagem: é escolhido por 32% desses eleitores, enquanto Bolsonaro é a opção de 17% dos que rejeitam os dois. Outros 49% dizem que não escolheriam nenhum dos dois, votariam em branco ou anulariam o voto.

A obra mais duradoura de Dilma

A taxa de desemprego no Brasil em 2017 foi a segunda maior de toda a América Latina, atrás apenas do Haiti e acima da média de todos os continentes, informa o Valor.

Os dados são do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), com base em informações da Organização Internacional do Trabalho e compilados pelo jornal econômico.

O desemprego no ano passado atingiu 12,9% da população brasileira economicamente ativa que tentou buscar um trabalho. No Haiti, um dos países mais pobres do mundo –e que enfrenta até hoje as consequências do terremoto de 2010–, a taxa é de 14%.

Não custa lembrar que o desemprego brasileiro é, principalmente, obra de Dilma Rousseff. Talvez a mais duradoura.

No JN: ‘PT protagonizou os maiores escândalos de corrupção’

William Bonner e Renata Vasconcellos receberam Fernando Haddad, o boneco de ventríloquo de Lula, para entrevistá-lo no Jornal Nacional, como fizeram com os outros principais candidatos à Presidência.

Renata Vasconcellos já começou lembrando a Fernando Haddad que o PT protagonizou os maiores escândalos de corrupção da história recente do país: mensalão e petrolão.

“Nem Lula nem Dilma nem PT jamais fizeram uma autocrítica”, continuou a âncora do JN.

Haddad começou sua resposta dizendo “boa noite, presidente Lula” e falando em “fortalecer as instituições” –sem um pingo de autocrítica.

Haddad muda de assunto sobre encontro de Lula com Duque

No JN, Fernando Haddad  é confrontado com uma pergunta sobre o encontro entre Lula e Renato Duque, no qual o petista quis saber se o diretor da Petrobras tinha dinheiro no exterior e sugeriu que Duque ficasse de boca fechada.

Haddad mudou de assunto — e continuou a não fazer autocrítica.

Acuado no JN, Haddad ataca a Globo

William Bonner disse que Dilma Rousseff  é investigada.

Haddad respondeu que a Globo também é investigada. Afirmou que a emissora tem problemas na Receita Federal.

Será que a Globo vai responder oficialmente, como fez com Jair Bolsonaro, quando o candidato citou o apoio de Roberto Marinho ao regime de 1964?

William Bonner acaba de lembrar a Fernando Haddad que a prefeitura de São Paulo deu à UTC, sob sua gestão, outra obra –dois meses depois do contrato que Haddad diz ter cancelado.

O petista, como se sabe, foi denunciado sob a acusação de enriquecimento ilícitoe de ter recebido caixa dois da empreiteira de Ricardo Pessoa.

JN lembra o fiasco de Haddad na prefeitura

Renata Vasconcellos lembrou que Fernando Haddad, ungido por Lula, foi o único prefeito de São Paulo a ser derrotado logo no primeiro turno ao tentar se reeleger. E perguntou por que o eleitor deveria acreditar, de novo, no “ungido”.

Haddad se esquivou de responder sobre sua derrota em São Paulo citando os números de sua passagem pelo Ministério da Educação. E atribuiu o fiasco ao “clima de antipetismo” no país.

Para o novo poste, o eleitor paulistano foi “induzido a votar errado” quando optou por não reelegê-lo.

Dilma sofreu ‘sabotagem’, alega Haddad

William Bonner colocou Fernando Haddad na parede sobre a responsabilidade do PT pela crise durante o governo de Dilma Rousseff.

E lembrou o estelionato eleitoral de 2014, com Dilma acusando os adversários de pretender fazer o ajuste que ela mesma seria obrigada a fazer em 2015.

Haddad respondeu que a “sabotagem” que Dilma sofreu em 2015 e 2016 teve mais influência na crise do que eventuais “erros” que o PT tenha cometido.

Fonte: Reuters/O Antagonista

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    O espectro ideológico político brasileiro é como as telas OLED dos celulares de ponta. As telas dos celulares apresentam dezenas de milhões de cores e, na política brasileira não é diferente, quando se tenta falar em "ideologia".

    Como citei em outro comentário, vivo de momento em momento, desconfiando até da sombra.

    Vejam o que ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, diz em uma entrevista concedida ao estadão há dois dias: "O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia. O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d?água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder".

    Lendo o texto, muitos vão achar que é singelo, mas como "o diabo mora nos detalhes". Essa entrevista, foi concedida após o Haddad ser elevado na condição de cabeça de chapa e, muitos dizem que ele vai para o 2º turno, disputar a presidência com Bolsonaro.

    Nas entrevistas Haddad diz o mesmo que Tasso Jereissati falou na entrevista, ou seja, "fortalece" o discurso do petista. Mas, como? O PSDB e o PT não são partidos que sempre se digladiaram politicamente, criando uma polaridade política, separando os eleitores em "nós & eles". Porque agora seus discursos tendem a uma só linha de pensamento?

    Ouso afirmar que após a redemocratização do país, sempre fomos enganados por esses socialistas de plantão. Uns são socialistas que criam condições, tornando o Estado onipresente & onisciente. Outros são socialistas fabianos, que segundo uma definição "são lobos vestidos em peles de cordeiro" e, apoiam a socialização da economia, desde que não interfiram em suas empresas. Ou seja, seus lucros sempre são "imexíveis".

    Que venha o "Leão" Bolsonaro !!! ... Para "comer" esses lobos, disfarçados ou não de cordeiros.

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