Bolsonaro demonstra confiaça em vitória no 1º turno e diz ter apoio de 350 parlamentares

Publicado em 07/10/2018 06:51 e atualizado em 07/10/2018 16:43
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"Tudo indica que vai dar Jair", diz Rodrigo Maia, agora a pouco

jair bolsonaro - votação 2018 jair bolsonaro - votação 2018

Jair Bolsonaro votou na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro.

Sob forte esquema de segurança, o candidato do PSL entrou na seção eleitoral acompanhado de seu filho, Flávio Bolsonaro e de um enfermeiro.

“Gosto de andar pelo Rio, mas o enfermeiro deu recomendação para eu ficar em casa. Estou bem, acho que estou 60% curado. Foram duas cirurgias para que eu voltasse e, graças a Deus, por um milagre de Deus, estou vivo. Recebemos apoio de setores importantes da sociedade, de empresários, comerciantes, pecuaristas, lideranças evangélicas, pessoas de bem do Brasil que querem afastar o socialismo e não querem flertar com o regime da Venezuela”.

Após votar, Bolsonaro deixa local de votação na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Após votar, Bolsonaro deixa local de votação na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Bolsonaro demonstra confiaça em vitória no 1º turno e diz ter apoio de 350 parlamentares

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência e líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, mostrou confiança de que pode vencer a disputa pelo Palácio do Planalto ainda no primeiro turno deste domingo, e disse que já tem o apoio de 350 parlamentares que querem estar ao seu lado em um eventual governo.

Bolsonaro votou na manhã deste domingo em uma escola pública na vila militar de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, sob forte esquema de segurança, em sua primeira aparição em público desde que recebeu alta do hospital no dia 29 de setembro após ter levado uma facada em um ato de campanha em Minas Gerais no início do mês passado.

"Se Deus quiser a gente liquida hoje“, disse o candidato do PSL ao chegar à seção eleitoral, cercado por apoiadores que gritavam seu nome.

“Estamos numa crescente e confiante que pessoas de bem do Brasil querem se afastar do socialismo... querem economia liberal e defender valores familiares. Não queremos amanhã ser o que a Venezuela é hoje“, acrescentou.

Bolsonaro votou acompanhado de um enfermeiro e disse estar 70 por cento curado, após ter sido esfaqueado em 6 de setembro e ter passado 23 dias hospitalizado, período em que passou por duas cirurgias de emergência.

O candidato do PSL afirmou que se houver segundo turno pretende participar dos debates, mas mostrou um certo receio com a possibilidade de fazer corpo a corpo por conta da facada que levou na barriga em Juiz de Fora.

“Pretendo sim rodar o Brasil, apesar do risco, ainda estou com bolsa (de colostomia)... mas enfrentar o público daquela maneira não posso fazer, foi uma cirurgia delicada“, disse.

O presidenciável declarou ainda que já tem apoio de cerca de 350 parlamentares para um eventual governo.

“Não haverá negociação partidária. Recebi o apoio de mais de 260 deputados ruralista, grande parte da bancada evangélica e da segurança, então no varejo nós temos aproximadamente 350 parlamentares que querem estar conosco, e grande parte é de deputados honestos que não querem conversar com Sérgio Moro em Curitiba“, disse o candidato do PSL.

Bolsonaro acrescentou que o futuro presidente terá dificuldades para resolver os problemas do país, e que por isso os eleitores precisam pensar bastante no voto neste domingo.

“Vamos fazer uma política diferente, e vocês viram que sem um grande partido e sem o fundo partidário e sem TV, mas tendo a verdade e a sinceridade para desbancar os figurões que achavam que fazendo acordos e parcerias ganhariam a eleição“, afirmou.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na véspera da eleição, Bolsonaro tem 40 por cento dos votos válidos, seguido por Fernando Haddad (PT) com 25 por cento. Sondagem do Ibope, também divulgada no sábado, colocou o candidato do PSL com 41 por cento dos votos válidos, enquanto o petista somou os mesmos 25 por cento apontados pelo Datafolha.

Onda Bolsonaro perto de virar tsunami

Cada vez mais consolidado na liderança das pesquisas, Jair Bolsonaro tenta ampliar o entusiasmo entre seus eleitores para liquidar a eleição já neste domingo, no primeiro turno. Não falta muito para isso. Com 41% dos votos válidos pelo Ibope, abriu 16 pontos porcentuais sobre o petista Fernando Haddad, seu adversário mais próximo.

Com a disparada de Bolsonaro, o voto antipetista parece estar cada vez mais concentrado na sua candidatura e vai abandonando outros políticos, como o tucano Geraldo Alckmin. O candidato do PSL fez tudo certo na reta final da campanha e soube faturar muito bem, até agora, o apoio do eleitor cansado dos políticos tradicionais, das denúncias de corrupção e que deseja mudança. Bolsonaro surfou muito bem nessa onda. Agora, está perto de transformá-la num tsunami eleitoral. (por Marcelo de Moraes, no ESTADÃO/BR18).

Chance de Bolsonaro levar no 1º turno segue aberta

As últimas pesquisas Ibope/Estadão/TV Globo e Datafolha, divulgadas na noite deste sábado, 6, não alteraram de forma significativa o quadro apresentado nas sondagens anteriores. Bolsonaro cresceu mais um pouco e chegou a 41% e 40% dos votos válidos, respectivamente, enquanto Haddad ficou com 25% nas duas pesquisas.

Para liquidar a fatura no primeiro turno, Bolsonaro ainda precisa de mais 9 a 10 pontos. Pode parecer algo improvável, mas essa possibilidade não pode ser descartada, levando em conta o crescimento consistente que ele tem apresentado a cada pesquisa, apesar das críticas que recebeu e das denúncias de que foi alvo nas últimas semanas. Tudo vai depender da força do “voto útil” em Bolsonaro nas urnas, contra Haddad e o PT, além das abstenções e dos votos brancos e nulos. Isso é que vai definir o universo dos votos válidos e selar o resultado da eleição. Vai ser emoção até o final. (por José Fucs, no ESTADÃO/BR18).

À véspera da eleição, 22% dizem que ainda podem mudar de voto, aponta Datafolha

Às vésperas da eleição, mais de um quinto dos eleitores dizem que podem mudar de voto para presidente, aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6). A resposta foi dada por 22% dos 19.552 entrevistados em 382 municípios entre esta sexta (5) e sábado.

Entre os eleitores que mais cogitam a troca de candidato, 27% dizem que a chance é grande e 45% afirmam que é média. Outros 28% estão mais convictos e afirmam ser pequena de a chance troca de candidato. 

Desses 22% que podem mudar, as maiores porcentagens dos que dizem ser grande essa chance são dos que votam em concorrentes que não têm pontuado bem nas pesquisas, como Cabo Daciolo (para 40% é grande a possibilidade de mudança), Alvaro Dias (39%), Marina Silva (38%) e Guilherme Boulos (36%).

A exceção nesse caso é do candidato do Novo, João Amoêdo (18%). Amoêdo tem 3% dos votos válidos.

Entre os eleitores do candidato do PSL que cogitam mudar, Jair Bolsonaro,  20% dizem que a possibilidade é grande. 

No entanto, é dele uma das parcelas mais fiéis de eleitores mesmo entre os que pensam em troca de candidato, com 35% afirmando ser pequena —percentual que é menor apenas que a do nanico João Goulart Filho, do PPL, com 42%.

Já em relação aos que podem mudar de Fernando Haddad (PT), 21% dizem ser grande a chance de mudança, contra 30% que afirmam ser pequena. 

Bolsonaro melhor que Collor em 1989

Independentemente de haver ou não 2º turno, os resultados das últimas pesquisas, nas quais Jair Bolsonaro aparece com até 41% dos votos válidos contra 25% do petista Fernando Haddad, derrubaram as “profecias” de muitos analistas, que previram a “evaporação” do presidenciável do PSL ao longo da campanha. Bolsonaro chega às vésperas do pleito não só com os dois pés no segundo turno, mas em condições concretas de vencer já no primeiro, com quase uma a cada duas declarações de voto, em média, em todo o País, de acordo com as pesquisas.

O desempenho de Bolsonaro lembra o do ex-presidente Fernando Collor, em 1989, a primeira eleição direta após a redemocratização. Como Collor, Bolsonaro se candidatou por um pequeno partido, o PRN, à margem do establishment, e conseguiu superar velhos caciques da política na corrida eleitoral. Agora, porém, segundo as pesquisas, Bolsonaro poderá ter um desempenho ainda melhor que o de Collor no primeiro turno, quando ele alcançou 30,5% dos votos válidos. Espera-se também que, ao contrário de Collor, Bolsonaro não se isole politicamente nem seja alvo de um impeachment, se ele vencer a eleição. / José Fucs.

‘Onda Ciro’ só nas redes

A “onda” de defesa do voto em Ciro Gomes (PDT) como opção à polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) não extrapolou das redes sociais para as pesquisas da véspera do primeiro turno. O pedetista cresceu tanto no Ibope quanto no Datafolha, mas não de forma vigorosa a ponto de ameaçar o segundo lugar de Fernando Haddad, que caiu no Ibope e se manteve estável no Datafolha e aparece com 25% nos dois institutos.

O fato de os votos de Haddad fruto da transferência maciça de Lula virem do Nordeste explica por que eles são menos passíveis de ondas de voto útil vindas principalmente das redes sociais. / Vera Magalhães.

As zebras vão dando as caras

Políticos tradicionais vão sendo surpreendidos com o crescimento de adversários pouco conhecidos, mostrando que ainda existe espaço para os chamados “não políticos” ocuparem terreno.

No Distrito Federal, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) estreia em eleições liderando as pesquisas. Em Minas, Romeu Zema, do Novo, ameaça tirar o governador Fernando Pimentel (PT) do segundo turno. No Rio, o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC) vai ganhando espaço e também pode chegar ao segundo turno. /M.M.

Zema avança e pode tirar Pimentel do 2º turno em Minas

Romeu Zema, candidato do Partido Novo, cresceu novamente na pesquisa feita pelo Datafolha para o governo de Minas e já ameaça a presença do governador Fernando Pimentel no segundo turno.

Segundo a pesquisa, o tucano Antonio Anastasia segue na frente com 40% dos votos válidos. O petista Pimentel soma 29% e Zema já aparece com 24%. /M.M.

Doria provoca PT e fecha campanha em São Bernardo

Depois de reforçar seu discurso antipetista nos últimos dias, João Doria encerrou sua campanha para o governo de São Paulo com evento em São Bernardo. A cidade é o berço político do PT, mas hoje é comandada pelo tucano Orlando Morando. Doria disse ao BR18que “foi de propósito”.

“Finalizei minha campanha no berço do PT, em São Bernardo, para demonstrar meu repúdio à quadrilha petista e ao mal que já fizeram ao Brasil”, afirmou. /Marcelo de Moraes.

Pior do que a Venezuela, editorial do ESTADÃO

O programa explica como será essa tomada de poder. Não querem moderação - lá está o pior ranço petista

Aos que têm dúvida a respeito das intenções do candidato Fernando Haddad - se faria um governo mais moderado em comparação às administrações petistas anteriores ou se haveria uma radicalização antidemocrática -, o programa de governo do PT é esclarecedor. O documento contém todos os pontos nefastos do lulopetismo, além de expor a vocação autoritária de seus praticantes. Dá a impressão de que o partido vê nessa eleição a oportunidade para fazer o que sempre quis fazer, mas que não havia conseguido, ou seja, assenhorear-se do poder e dele não mais se afastar.

Sem cerimônias, o programa de Haddad diz que é preciso “refundar e aprofundar a democracia no Brasil”. Querem outra democracia. O PT afirma que o “Brasil precisa de um novo processo constituinte: a soberania popular em grau máximo para a refundação democrática e o desenvolvimento do País”. Não se pode dizer que o PT não avisou - está insatisfeito com o regime vigente e pretende instaurar um sistema diverso, o da “soberania popular em grau máximo”. Quer, portanto, a aplicação do modelo bolivariano ao Brasil.

Em 2014, a presidente Dilma Rousseff tentou subverter a democracia representativa, com os famosos conselhos populares. Felizmente, o Congresso tolheu a medida autoritária. Agora, os petistas prometem “promover uma ampla reforma política com participação popular”, com a instalação da “Política Nacional de Participação Social do governo Haddad”. O PT não aprende.

“Todos os mecanismos criados pelos governos Lula e Dilma de participação como Conselhos, Conferências, Consultas Públicas, audiências públicas, mesas de negociação ou de diálogo serão valorizados em busca de uma maior efetividade da participação social”, apregoa o programa, assegurando que vão buscar “expandir para o presidente da República e para a iniciativa popular a prerrogativa de propor a convocação de plebiscitos e referendos”. É a trajetória que empreendeu Hugo Chávez na Venezuela: sob o pretexto de “ampliar os mecanismos de democracia participativa”, apossou-se do Judiciário e do Legislativo.

O programa do PT diz que “é preciso instituir medidas para estimular a participação e o controle social em todos os Poderes da União e no Ministério Público”. Bem se sabe qual é o controle social pretendido pelo PT. Nos últimos anos, os petistas se opuseram a um Judiciário livre. Não se conformaram com a possibilidade de que um tribunal pudesse condenar seu grande líder. Não por outra razão, sonham com um “controle social na administração da Justiça”. Como se sabe, o “controle social” só existe quando o grupelho que prega essa fórmula se investe desse poder.

Não há autocrítica. Além de não ter aprendido a respeitar as instituições, o partido assegura que repetirá erros já cometidos na política comercial e econômica. Almejam revogar medidas do governo de Michel Temer e reinstaurar a administração de Dilma Rousseff. “O Brasil deve retomar e aprofundar a política externa de integração latino-americana e a cooperação sul-sul, especialmente com a África”, diz o programa, mostrando que a ideologia prevalecerá sobre a razão.

O partido de Lula mostra-se também insatisfeito com a liberdade de expressão e de imprensa. “O governo Haddad irá apresentar, nos seis primeiros meses de governo, uma proposta de novo marco regulatório da comunicação social eletrônica”, lê-se no documento. Querem tutelar tudo e todos.

O programa está em plena sintonia com a recente declaração de José Dirceu ao jornal El País, de que “é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nos vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. O programa explica como será essa tomada de poder. Não querem moderação - lá está o pior ranço petista, amargurado com o funcionamento livre das instituições.

“Esse é o programa da vitória, do #LulaLivre”, diz Fernando Haddad. Que as urnas deem a devida reprovação ao programa petista, que troça do brasileiro e das instituições democráticas. Há um país a ser respeitado. Há liberdades a serem preservadas.

O perigo do aparelhamento

Na administração federal, há 24,6 mil cargos que são preenchidos por nomeação, informa reportagem do Estado. Trata-se de um imenso poder de indicação política, desproporcional em relação ao que ocorre em países com características semelhantes às do Brasil. Além de diminuir a eficácia da atuação estatal, essa quantidade de cargos por nomeação deixa a máquina pública vulnerável ao aparelhamento político-partidário, numa perversa inversão da finalidade do poder público. Em vez de servir ao interesse público, o Estado fica à mercê de fins particulares.

Não resta dúvida de que o presidente da República deve ter o poder de preencher, por nomeação, determinados cargos. O poder discricionário do chefe do Executivo de escolher pessoas de sua confiança para o exercício de algumas funções públicas faz parte da natureza do cargo para o qual foi eleito. A Constituição assegura que a primeira competência privativa do presidente da República é nomear e exonerar os ministros de Estado. De outra forma, seria impossível realizar qualquer programa de governo. Governar não é um ato solitário, é uma tarefa que exige o trabalho e a participação de muitas pessoas, devidamente alinhadas com o chefe do Executivo.

No entanto, o preenchimento de funções públicas por indicação, que devia ser uma exceção restrita a poucos cargos, tornou-se regra geral no País. O próximo presidente eleito terá à disposição 24,6 mil cargos a serem preenchidos por nomeação. Para piorar, menos da metade desses cargos é de ocupação exclusiva de funcionários públicos. Para 12.478 cargos, poderão ser indicadas pessoas que não integram o funcionalismo público. Ou seja, a máquina pública está sujeita a ser preenchida massivamente por pessoas que nem sequer foram aprovadas em concurso público.

Essa imensa quantidade de cargos preenchidos por indicação afronta a Constituição de 1988. Além de prever como regra geral que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos”, o art. 37 da Carta Magna estabelece que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Um sistema tão amplo de preenchimento de cargos públicos por indicação torna vulneráveis todos esses valores constitucionais. Como dizer que há eficiência e impessoalidade na administração federal se 25 mil de seus cargos são definidos por indicação?

Os anos do PT no governo federal mostraram a que ponto pode chegar o aparelhamento ideológico-partidário do Estado, por meio de indicações político-partidárias. De 2003 a 2016 o mérito profissional pouco importava - o que garantia acesso aos cargos de livre nomeação era a obediência à cartilha ideológica. Em pouco tempo, a máquina pública foi dominada por um projeto excludente de poder, como se a vitória na eleição presidencial permitisse usar o Estado em benefício pessoal.

Além disso, o PT criou na administração federal mais vagas para seus amigos. Durante os governos de Lula e Dilma, houve um expressivo aumento de cargos preenchidos por nomeação. Entre 2002 e 2014, foram criados mais de 4,5 mil cargos de confiança ou comissionados de responsabilidade direta da Presidência da República. Só esse aumento já é maior do que o número de cargos de confiança existentes nos EUA, em torno de 4 mil.

Ao orientar a máquina pública em favor de alguns poucos, o PT relegou a ideia de que todos são iguais perante a lei. Era mais um fruto da lógica do “nós” contra “eles”. 

Há necessidade de uma profunda reforma administrativa. Além de o Estado precisar ser mais eficiente - fazendo render mais os parcos recursos públicos -, é preciso resgatar na administração pública os princípios da legalidade e da impessoalidade. A amizade com quem está no poder não pode representar regalias, privilégios ou uma boquinha a mais.

Fonte: Estadão

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