Atento aos desdobramentos da eleição, dólar opera em baixa; Ibovespa volta a subir

Publicado em 09/10/2018 10:40 e atualizado em 09/10/2018 13:26
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no Estadão + Reuters

O mercado local segue atento aos desdobramentos da eleição presidencial, mas volta a olhar nesta terça-feira, 9, também para o dólar forte no exterior, depois da queda firme da moeda ante o real nesta segunda-feira, 8, em reação ao desfecho do primeiro turno.

Em meio à espera por pesquisas e também a realização do primeiro debate entre os presidenciais nesta quinta-feira, na tevê Bandeirantes, a moeda americana abriu em alta, mas já perdeu força e recuava. Às 10h, o dólar era negociado a R$ 3,7371, em queda de 0,70%.

Nos primeiros negócios, o dólar subiu influenciado pelo avanço da moeda dos EUA no exterior frente a seus pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities em meio a expectativas de aceleração do ritmo do aperto monetário nos EUA. 

Mais cedo, o IBGE informou que a produção industrial no País cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados em agosto de 2018 ante agosto de 2017, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional. Os avanços mais expressivos ocorreram no Rio Grande do Sul (12,3%), Pernambuco (11,7%) e Pará (11,0%).

Também a FGV anunciou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) avançou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de outubro na comparação com o fechamento de setembro. Na primeira leitura deste mês, o IPC-S atingiu 0,53% depois de 0,45% no fim de setembro. Além disso, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 3,3 pontos em setembro ante agosto, para 91,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Após sete meses consecutivos de quedas, o indicador atingiu o menor nível desde dezembro de 2016, quando estava em 90,0 pontos.

Reuters: No começo da manhã Ibovespa zerou posição, com exterior negativo mas mantendo euforia com Bolsonaro; dólar cai

SÃO PAULO - Após a euforia no mercado doméstico no pregão anterior, o otimismo é limitado pelo cenário externo negativo com a constante preocupação da União Europeia com as contas do governo italiano e dos Estados Unidos com a possível elevação das taxas de juros no futuro. Por aqui, a sinalização liberal de Jair Bolsonaro (PSL) e a busca por nomes do mercado para compor seu eventual governo estão no radar dos investidores e anima timidamente o pregão.

Às 10h14 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,20%, a 86.253 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em novembro tinha queda de1%, cotado a R$ 3,744, e o dólar comercial recuava 0,74%, para R$ 3,737.

Bolsas mundiais

As bolsas chinesas se recuperam parcialmente das fortes quedas do pregão anterior em reflexo do corte dos compulsórios pelo banco central chinês. Na Europa, as bolsas seguem no vermelho em meio às tensões da Itália com a União Europeia devido às preocupações com o orçamento italiano e o déficit de 2019. Os índices futuros de Wall Street caem diante da possibilidade de taxas de juros mais altas do que as sinalizadas até aqui pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). 

Leia a notícia na íntegra no site do Infomoney

Dólar recua e vai abaixo de R$3,75 ainda com otimismo eleitoral

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava nesta terça-feira e operava abaixo de 3,75 reais, com os investidores ainda ecoando os resultados do primeiro turno das eleições, no domingo, que deram força às apostas de um presidente mais comprometido com as reformas.

Às 10:38, o dólar recuava 0,50 por cento, a 3,7475 reais na venda, depois de chegar a abrir em alta. O dólar futuro tinha baixa nesta sessão de 0,75 por cento.

Na véspera, a moeda terminou em baixa de 2,35 por cento, a 3,7662 reais, acumulando no mês até a segunda-feira queda de 6,71 por cento.

"O otimismo doméstico está se sobrepondo ao exterior. É muito recente o resultado de domingo", disse o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado, acrescentando que o fato de o dólar ter fechado longe das mínimas na véspera favorece o movimento nesta sessão.

No domingo, o primeiro turno das eleições terminou com Jair Bolsonaro (PSL) com cerca de 46 por cento dos votos e Fernando Haddad (PT), que vai disputar com ele o segundo turno, com pouco mais de 29 por cento. Além disso, o partido de Bolsonaro terminou com a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, entre elas a da Previdência, corte de gastos e ajuste fiscal.

"Embora Bolsonaro tenha uma realidade que o coloca muito próximo de ser o vitorioso no próximo dia 28, o mercado deve reagir a quaisquer sinalizações de um segundo turno 'dividido', o que acaba por alimentar expectativas com o Datafolha de amanhã", acrescentou Alessie Machado, citando a primeira pesquisa após o primeiro turno.

No exterior, o dólar sobe ante a cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes, como o peso chileno.

Os investidores estão preocupados com o orçamento italiano e ainda repercutem o corte das previsões de crescimento global feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive para o Brasil, em 2018 e 2019. [nE6N1UU04S][nL2N1WP07U]

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de 8,027 bilhões de dólares. [nEMN1CVOSH]

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Fonte: Infomoney/Reuters/Estadão

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