DEM, PR e PRB liberam correligionários para apoios no 2º turno da disputa presidencial

Publicado em 10/10/2018 14:09
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BRASÍLIA (Reuters) - O DEM, o PR e o PRB, partidos que integram o chamado centrão, decidiram liberar seus líderes e militantes para definirem se apoiam Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Diante da previsão de polarização no Congresso eleito no último domingo --PT e PSL conquistaram as maiores bancadas na Câmara-- e ainda em meio a uma fragmentação partidária, com ainda mais siglas compondo o Parlamento, o centrão deve ser peça fundamental para a governabilidade de qualquer um dos eleitos.

“Qualquer presidente eleito vai ter de dialogar com o Congresso, isso é um fato”, disse à Reuters o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA).

“Terá que apresentar propostas que tenham apoio da sociedade, a sociedade vai estar muito mais exigente no próximo governo do que agora”, avaliou o deputado.

O DEM, o PR e o PRB participavam da coligação da candidatura tucana de Geraldo Alckmin à Presidência da República. O PP, outro partido que compõe o centrão e que apoiou Alckmin no primeiro turno, também liberou seus filiados no segundo turno.

Rocha afirmou que o PR, que elegeu 33 deputados e 2 senadores, decidiu “liberar todas as comissões provisórias estaduais e os deputados a tomar a decisão que for a melhor em cada Estado”.

Em nota, o presidente nacional do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, afirmou que o partido está “conectado com a vontade de mudança do povo brasileiro”.

“Neste novo tempo que se anuncia, não cabem invasão e destruição de propriedades, e muito menos mensalão ou petrolão. É o momento de substituir a prática do ‘toma lá dá cá’ da velha política pelos verdadeiros interesses públicos. Governar com os mais qualificados e ter responsabilidade fiscal. Encontrar uma solução para os mais de 13 milhões de brasileiros que estão desempregados. É hora de enfrentar, com coragem e determinação, o desafio de soerguer o nosso país”, disse o presidente na nota.

“Ficam, assim, os nossos líderes e militantes de todo Brasil liberados para, seguindo as suas convicções, apresentarem a sua manifestação de voto neste segundo turno”, defendeu o presidente do DEM, partido que tradicionalmente já fazia oposição aos governos do PT. 

Na disputa pelo primeiro turno, o DEM chegou a investir na candidatura do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), mas depois se aliou ao chamado centrão e decidiu, em bloco, apoiar Alckmin na corrida presidencial. 

No domingo, o DEM elegeu 29 deputados federais e quatro senadores. 

Também em nota, o PRB informou que sua Executiva Nacional  decidiu “liberar os seus membros para apoio no segundo turno da eleição para presidente da República”.

O PRB elegeu 30 deputados e dois senadores.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Fonte: Reuters

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