Dólar cai ante real com exterior e otimismo renovado do mercado com Bolsonaro

Publicado em 15/10/2018 10:33 e atualizado em 15/10/2018 19:36
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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a segunda-feira com queda de mais de 1 por cento e abaixo de 3,75 reais, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com o otimismo renovado do mercado com a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência.

O dólar recuou 1,18 por cento, a 3,7342 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,7132 reais. O dólar futuro caía cerca de 1,40 por cento.

"Abrimos a semana com expectativas otimistas para os ativos nacionais, tendo como pano de fundo...a continuidade da leitura de que Fernando Haddad (PT) dificilmente conseguirá 'virar o jogo' contra Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial", escreveu a H.Commcor em relatório.

Esse cenário era corroborado por pesquisa encomendada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira, segundo a qual Bolsonaro tem 18 pontos de vantagem em relação ao candidato do PT Fernando Haddad entre os votos válidos para o segundo turno da eleição.

O mercado aguardava os números de pesquisa Ibope, cuja divulgação estava prevista para esta noite. A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

Um pequeno fluxo de ingresso de recursos também favoreceu o recuo da moeda, já que ocorreu em ambiente de menor volume, inflando a trajetória do dólar, segundo profissionais.

No exterior, o dólar caía ante a cesta de moedas em meio a tensões geopolítica e ainda com dados de vendas no varejo nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado em setembro.

A moeda norte-americana também perdia valor ante as divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, que subia pelo segundo dia após a após a libertação e o retorno do pastor norte-americano detido Andrew Brunson, o que elevava a esperança de alívio nas relações entre Estados Unidos e Ancara.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 3,85 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Ações de tecnologia derrubam Wall Street e crescem preocupações sobre resultados

Por April Joyner

NOVA YORK (Reuters) - Os índices acionários dos Estados Unidos fecharam em queda após uma sessão volátil nesta segunda-feira, pressionados por ações de tecnologia em meio a persistentes preocupações sobre taxas de juros e resultados corporativos.

O índice Dow Jones caiu 0,35 por cento, a 25.251 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,590504 por cento, a 2.751 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,88 por cento, a 7.431 pontos.

O S&P 500 oscilou entre território positivo e negativo durante a maior parte do dia, mas se moveu definitivamente para baixo na última meia hora da sessão. O Dow, que ficou positivo durante a maior parte da sessão, mudou de direção.

O índice de tecnologia caiu 1,6 por cento, exercendo a maior pressão sobre o S&P 500, enquanto setores defensivos como imobiliário, bens de consumo e serviços lideraram os principais setores do S&P 500 em ganhos percentuais.

Os principais índices acionários caíram acentuadamente na última semana, o que levou aos seus mais fortes declínios percentuais em sete meses. Preocupações de investidores cresceram sobre como tarifas e crescentes custos de empréstimos vão impactar os resultados corporativos, à medida que a temporada de resultados do terceiro trimestre ganha força nesta semana.

As companhias do S&P 500, em média, deverão divulgar crescimento anual de 21,6 por cento nos lucros, um declínio dos dois trimestres anteriores, segundo dados da Refinitiv.

Além disso, o Departamento do Tesouro divulgou dados nesta segunda-feira mostrando que o governo federal dos EUA fechou o ano fiscal de 2018 com o maior déficit desde 2012. Ele encerrou os 12 meses concluídos em setembro em déficit de 779 bilhões de dólares, à medida que cortes tributários abalam receitas e o governo pagou mais em juros sobre a crescente dívida nacional.

Os rendimentos dos Treasuries com vencimento em 10 anos estavam em 3,1557 por cento, ficando acima dos níveis de setembro, mas ficou abaixo do patamar que desencadeou a liquidação da última semana.

"O mercado está em modo de esperar para ver", disse Keith Lerner, estrategista chefe de mercado da SunTrust Advisory Services.

"Está esperando por resultados, esperando pelo Fed, e esperando por dados econômicos da China para ver se as coisas estão se estabilizando."

Fonte: Reuters

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