Brasil abre 137.336 vagas formais de trabalho e tem melhor setembro desde 2013

Publicado em 22/10/2018 20:16 e atualizado em 23/10/2018 03:45
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BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou criação líquida de 137.336 vagas formais de emprego em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, no desempenho mais forte para o mês desde 2013. O resultado também veio bem acima da pesquisa Reuters com analistas, que indicava abertura de 86 mil postos no mês.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, houve criação líquida de 719.089 vagas, informou o Caged. A um trimestre do fim de 2018, o retrato se distancia do observado nos últimos três anos, quando o governo contabilizou mais demissões que contratações, sob os efeitos da dura recessão econômica que atingiu o país.

Em 2015, houve o fechamento de 1,535 milhão de vagas, número que caiu a 1,327 milhão em 2016. No ano passado, a melhora foi significativa, mas o saldo final seguiu negativo, com fechamento de 13.329 postos.

Dos oito setores pesquisados em setembro, sete tiveram performance positiva, com destaque para o de serviços, que abriu 60.961 postos. Em seguida vieram indústria da transformação (+37.449), comércio (+26.685) e construção civil (+12.481).

A agropecuária foi o único setor no vermelho, com fechamento de 2.688 postos de trabalho no mês.

Em relação às possibilidades abertas pelas novas leis trabalhistas, o Brasil criou 4.281 postos de trabalho intermitente e 1.974 empregos em regime de tempo parcial em setembro, sempre considerando o saldo líquido.

No mesmo período, foram registradas 13.019 demissões mediante acordo entre empregador e empregado.

A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto, a 12,1 por cento, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contudo, o fraco ritmo da economia continuava a criar apreensão, com a marca das pessoas que desistiram de procurar uma recolocação chegando a 4,754 milhões no período.

Comércio eletrônico no Brasil deve faturar 16% mais na Black Friday deste ano, diz Abcomm

SÃO PAULO (Reuters) - O comércio eletrônico brasileiro deve faturar 2,87 bilhões de reais na Black Friday deste ano, marcando crescimento de 16 por cento em relação a 2017, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).

A expectativa da Abcomm, que leva em conta os dias 22 e 23 de novembro, é de que os sites de varejo online recebam mais de 8,8 milhões de pedidos, com tíquete médio de 326 reais, durante a Black Friday, que é a data mais importante para o setor depois do Natal.

Segundo o levantamento, cerca de 33 por cento dos pedidos devem ser feitos em antecipação às compras de Natal. "Com esse cenário, muitas lojas virtuais já preparam seus estoques esperando um ritmo agressivo nas vendas”, afirmou o presidente da associação, Mauricio Salvador, em nota.

Ainda de acordo com a Abcomm, as categorias de produtos mais buscadas devem ser informática, celulares, eletrônicos, moda e acessórios e casa e decoração.

No início de outubro, Salvador havia dito em entrevista à Reuters que as vendas online seriam maiores na Black Friday deste ano, possivelmente superando o crescimento de 15 por cento projetado pela Ebit|Nielsen.

Brasil cria 137 mil vagas de emprego em setembro, melhor resultado em cinco anos para o mês (no ESTADÃO)

BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro criou 137.336 empregos com carteira assinada em setembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho. 

O número havia sido publicado inadvertidamente no site do Ministério durante a tarde desta segunda-feira. Esse é o melhor resultado para o mês desde setembro de 2013, quando foram gerados 211.068 empregos formais.

O mês de setembro é o nono seguido com criação de empregos formais, de acordo com a série histórica com ajuste sazonal. O mês registrou o melhor desempenho do ano e ficou a frente de abril, quando a economia gerou 127.134 empregos formais - até então, o melhor resultado de 2018.

O resultado do mês passado veio melhor que o previsto pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam expansão do mercado de trabalho com criação entre 47.819 a 127.000 vagas, sem ajuste sazonal. Com base no intervalo de 13 estimativas, a mediana indicava a criação de 100.000 empregos formais em setembro.

No acumulado de janeiro a setembro, o Caged registra criação de 719.089 empregos formais na série com ajuste sazonal. Nos 12 meses até setembro, o Ministério do Trabalho registra a criação de 459.217 empregos com carteira assinada.

Serviços

O crescimento do emprego em ritmo superior ao esperado pelos economistas foi liderado pelo setor de serviços em setembro. Dados do Ministério do Trabalho indicam que os serviços registraram a criação de 60.961 empregos, seguido pela indústria de transformação, que elevou o número de trabalhadores com carteira assinada em 37.449 vagas. O comércio foi o terceiro setor que mais gerou empregos, com 26.685 postos no mês passado.

Entre os demais setores, a construção civil criou 12.481 empregos, os serviços industriais de utilidade pública ganharam 1.091 postos, a administração pública registrou 954 novos empregos e o segmento de extração mineral teve 403 novas vagas. Por outro lado, o agronegócio registrou fechamento de 2.688 empregos formais no mês passado. Esse foi o único setor econômico com fechamento de empregos em setembro.

Intermitente

Em setembro, o Caged apontou a a criação líquida de 4.281 empregos com contrato intermitente e abertura de outras 1.974 vagas pelo sistema de jornada parcial. Somados, os dois novos contratos criaram 6.255 empregos no mês passado. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista.

De acordo com os dados do Ministério do Trabalho, o emprego intermitente registrou criação total de 6.072 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 1.791 vagas no mês. 

Por setor, os serviços lideraram com folga no mês e registraram saldo positivo de 2.078 empregos intermitentes - praticamente a metade do total do mês. 

Por ocupação, os cargos de vigilante (saldo de 199 novos empregos), servente de obras (168) e soldador (167) lideraram. Entre os Estados com o maior número de contratações na modalidade intermitente, estão São Paulo (saldo positivo de 1.214), Rio de Janeiro (750) e Paraná (474).

Já as contratações de trabalhadores em regime de tempo parcial tiveram saldo positivo de 1.974 gerado pelas 5.451 contratações totais e 3.477 desligamentos. Os maiores saldos foram registrados no Ceará (317 vagas), São Paulo (306) e Paraná (200).

O Caged informou ainda que houve 13.019 desligamentos por acordo no mês de setembro. 

Fonte: Reuters/Estadão

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