Ibope/Governo de SP: França sobe e empata com Doria; Datafolha dá leve vantagem para França

Publicado em 27/10/2018 20:01 e atualizado em 28/10/2018 22:55
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Na última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo antes da eleição, os candidatos ao governo de São Paulo Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) aparecem empatados numericamente pela primeira vez desde o início do segundo turno. Cada um está com 50% dos votos válidos — em relação ao levantamento anterior, do dia 23 de outubro, França subiu três pontos, enquanto Doria caiu três. 

João Doria e Márcio FrançaJoão Doria (PSDB) e Márcia França (PSB) disputam o segundo turno em São Paulo Foto: Felipe Rau e Hélvio Romer / Estadão

Nos votos totais, quando os brancos e nulos são considerados, França pontua 43%, contra 42% do tucano. Os números representam aumento de quatro pontos do candidato do PSB em relação à pesquisa anterior. Doria oscilou um para baixo dentro da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Brancos e nulos somam 10%; os que não sabem ou não quiseram responder, 5%. 

O instituto também mediu a rejeição aos dois candidatos. Doria é rejeitado por 36% dos entrevistados, enquanto 25% disseram que não votariam em França “de jeito nenhum”. Os números representam oscilação de dois pontos, dentro da margem de erro: para cima no caso do tucano e para baixo do lado do candidato do PSB. 

A pesquisa revela diferença significativa entre capital e interior. Ex-prefeito que deixou o cargo para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, Doria perde de 63% a 37% na cidade de São Paulo  — a vantagem do França subiu quatro pontos em relação ao levantamento anterior. Na Região Metropolitana, França também ganha: 56% a 44%. No interior do Estado, Doria vence com 58% dos votos válidos, ante 42% do adversário. Na capital, a rejeição a Doria é de 52%, contra apenas 22% de França. 

Ibope entrevistou 2.002 pessoas nos dias 26 e 27 de outubro de 2018. A margem de erro estimada é de dois pontos para mais ou para menos.

Datafolha em SP: França 51% x 49% Doria

O Datafolha acabou de divulgar suas novas pesquisas sobre os segundos turnos estaduais.

Em São Paulo, a disputa entre João Doria e Márcio França segue acirrada: o pessebista está agora com 51% e o tucano, com 49%, o que configura empate técnico no limite da margem de erro.

Doria: “Bolsonaro que dará o tom de um país pacificado”

Em entrevista à rádio Jovem Pan neste sábado, João Doria repetiu várias vezes que Jair Bolsonaro é o seu candidato.

“Nós vamos apoiar o governo de Bolsonaro para garantir a estabilidade política no país. Será ele [Bolsonaro] que dará o tom de um país pacificado”.

“A eleição nacional contaminou a de São Paulo”

Em ato de campanha em São Vicente, litoral paulista, Márcio França disse que a polarização da eleição nacional favoreceu o adversário João Doria.

“Há uma divisão nacional e a eleição nacional contaminou a de São Paulo. Se não fosse a eleição nacional ele ia apanhar feio aqui em São Paulo. Ele tomava paulada de 80 a 20, por causa do despreparo dele.”

Datafolha em MG: Zema lidera com 70%

Na disputa pelo governo de Minas Gerais, o Datafolha indica enorme vantagem de Romeu Zema sobre Antonio Anastasia.

O empresário do Partido Novo tem 70% dos votos válidos; o senador e ex-governador tucano, 30%.

NO DF Ibaneis 40 pontos à frente de Rollemberg, segundo Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que Ibaneis Rocha está com 40 pontos à frente do governador Rodrigo Rollemberg nas intenções de voto.

Ibaneis caiu de 74% para 70% dos votos válidos. Rollemberg aparece com 30%.

Eduardo Leite tem 57% dos votos válidos contra 43% de Sartori no RS, segundo Ibope

Pesquisa do Ibope divulgada na noite deste sábado (27) mostra o tucano Eduardo Leite na liderança na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul.

Ele tem 57% dos votos válidos ante 43% do governador José Ivo Sartori (MDB), que tenta a reeleição. É a terceira pesquisa divulgada pelo instituto no segundo turno no estado. Não houve grande oscilação nos números desde o primeiro turno. No início da semana, os índices estavam em 60% a 40%.

Leite foi o mais votado no primeiro turno, com 35,9% dos votos válidos –o emedebista fez 31,1%. Em desvantagem, a coligação do atual governador tentou barrar a divulgação do levantamento argumentando falhas nos critérios de pesquisa, mas a Justiça Eleitoral negou o pedido.

Ibope-PA: Hélder 57% x 43% Márcio

O ex-ministro da Integração Nacional Hélder Barbalho (MDB) manteve sua vantagem na corrida pelo governo do Pará, com 57% contra 43% de Márcio Miranda (DEM), segundo pesquisa do Ibope, levando em conta os votos válidos.

Na pesquisa anterior, Hélder tinha 58% contra 42% de Márcio Miranda. /M.M.

Datafolha no RJ: Witzel 53% x 47% Paes

No Rio, o Datafolha continua mostrando vantagem de Wilson Witzel sobre Eduardo Paes, mas a diferença entre os dois caiu.

O ex-juiz permanece na liderança, com 53% dos votos válidos –eram 56% na semana passada. O ex-prefeito do Rio subiu e registra agora 47%, ante os 44% do levantamento anterior.

A distância entre as intenções de voto do ex-juiz Wilson Witzel (PSC) e do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) atingiu seu menor nível na véspera da eleição e está em seis pontos percentuais, de acordo com pesquisa divulgada neste sábado (27) pelo Datafolha.

O candidato do PSC permanece na liderança, com 53% das intenções de votos válidos, ante 47% do adversário. A diferença entre os dois era de 22 pontos percentuais há nove dias, tendo recuado para 12 há dois dias, chegado agora a seis.

O movimento indica, para o Datafolha, uma indefinição da disputa, já que a tendência de Witzel vem sendo de queda, enquanto Paes avança.

As intenções de votos válidos desconsideram os eleitores que declararam voto branco, nulo ou indecisão. Em relação aos votos totais, o levantamento mostra que 44% opta por Witzel (eram 47% da pesquisa anterior), 40%, Paes (contra 37% há dois dias), 9%, branco ou nulo, e 7% afirmam estar indecisos.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que deixa Paes e Witzel no limite de um empate técnico. O ex-juiz, contudo, tem maior probabilidade de estar na frente.

  Folhapress  
O candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel (PSC)
O candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel (PSC)

O Datafolha entrevistou 3.008 eleitores entre sexta-feira (26) e sábado. A pesquisa foi registrada sob o número RJ-08582/2018 no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

Os dados mostram que Paes ampliou seu eleitorado na capital que governou por oito anos. Se há nove dias ele tinha 41% na cidade contra 46% do adversário, ele agora aparece com 52% contra 37%. No interior, Witzel permanece com vantagem semelhante à do levantamento anterior (49% a 31%).

O ex-juiz também mostra resiliência entre os eleitores fluminenses de Bolsonaro. Ele tem a preferência de 68% desse grupo, mesmo nível apresentado nas duas pesquisas anteriores. Paes aparece agora com 21% entre os adeptos do capitão reformado, um avanço tímido comparado aos 18% registrados há nove dias.

Witzel chegou ao segundo turno ao se associar na reta final da campanha do primeiro turno ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). O presidenciável declarou neutralidade na disputa fluminense, e Paes tem tentado fazer acenos ao capitão reformado, embora não declare apoio como faz o candidato do PSC.

A estratégia de Paes voltada para o eleitorado do presidenciável do PSL ainda não funcionou, segundo mostram os dados do Datafolha.

Por outro lado, o ex-prefeito ampliou sua votação entre os eleitores de Fernando Haddad (PT) nos últimos dois dias. Enquanto na quinta-feira (25) 65% dos que optam pelo petistas escolhiam Paes, esse percentual chegou a 74% neste último levantamento.

Efeito Bolsonaro pode eleger até 11 governadores (no ESTADÃO)

e as pesquisas de intenção de voto se confirmarem, o presidenciávelJair Bolsonaro(PSL) pode ajudar a eleger hoje até 11 governadores alinhados a seu discurso. Levantamento feito com base nas mais recentes sondagens divulgadas pelo Ibope mostra que das 14 unidades da federação onde a disputa se estendeu ao segundo turno apenas em três os candidatos que lideram não receberam apoio ou declararam voto no deputado.

Diferentemente do esperado pelo próprio PSL, o partido deve sair vitorioso em três disputas: Santa Catarina, Roraima e Rondônia, onde o coronel Marcos Rocha, candidato da sigla, tem 26 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o tucano Expedito Júnior. A maior vantagem registrada por um apoiador de Bolsonaro, no entanto, se dá no Distrito Federal. Lá, Ibaneis Rocha (MDB) alcançou 75% da preferência.

ctv-8uc-ibaneisIbaneis Rocha (MDB), vai disputar o segundo turno com Rodrigo Rollemberg (PSB) no Distrito Federal Foto: Charles Sholl/Raw Images

Em alguns casos, o apoio ao presidenciável foi essencial para que se chegasse ao segundo turno. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Romeu Zema (Novo), que hoje lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais. O candidato chegou a pedir votos para Bolsonaro quando seu correligionário João Amoêdo ainda participava da disputa presidencial – ele ficou em quinto lugar, somando 2,5% dos votos válidos.

“Romeu Zema foi oportunista. E fez isso baseado num cálculo eleitoral, o de que o eleitor poderia alinhar o seu voto, o que realmente aconteceu. Bolsonaro conseguiu alavancar seus aliados nos Estados e no parlamento, como nunca ocorreu antes”, afirmou o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV-SP. 

O candidato cita o antipetismo para justificar seu voto em Bolsonaro. “Ele tem alguns posicionamentos que vêm ao encontro do Novo. Com Bolsonaro na Presidência e Romeu Zema no governo, Minas Gerais terá uma atenção especial para sair dessa situação crítica em que se encontra”, disse Zema, em nota. Ele lidera as pesquisas com 67% das intenções de voto, segundo o Ibope. Seu adversário, o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), tem 33%.

ZemaRomeu Zema, que lidera as intenções de voto em Minas Foto: Jonathas Cotrim/Estadão

‘Ressalvas’

 Já o candidato tucano ao governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, resistiu mais à onda Bolsonaro. Só declarou voto no deputado após o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, sair da disputa ao Planalto e ainda hoje diz que esse apoio não é “incondicional”. Mas colhe os frutos da decisão ao liderar as pesquisas com 60% das intenções de voto, ante 40% do atual governador, José Ivo Sartori (MDB), que também tenta se aproximar do presidenciável do PSL.

“Eu declarei o voto no Bolsonaro e não deixei de fazer as ressalvas e as críticas aos pontos que eu acho que merecem ressalva, especialmente no que diz respeito à convivência pacífica entre as pessoas. O PT não pode voltar ao poder, dados os problemas que enfrentou, não só de ordem moral, mas de uma política econômica que gerou problemas para o País. Mas isso não significa adesão incondicional às ideias do candidato Bolsonaro”, disse Leite ao Estado

No Rio e em São Paulo, a eleição ainda está aberta, mas em ambos os casos os líderes das pesquisas têm priorizado discursos favoráveis a Bolsonaro e contrários ao PT, apesar de o partido não disputar o segundo turno em nenhum dos dois Estados.

Considerado uma espécie de azarão, o ex-juiz Wilson Witzel (PSC) até mudou o “vestuário” no segundo turno: de um lado da camisa usa adesivo com seu nome e número; do outro, estampa a foto e o número do presidenciável do PSL.

Candidato ao governo paulista, João Doria (PSDB) não fica atrás. Abusa de adesivos com o logo “Bolsodoria” para pregar voto no deputado, apesar de a recíproca não ser verdadeira. Procurado pessoalmente pelo tucano no Rio, o presidenciável se negou a gravar com Doria e, assim como no Rio, segue neutro na disputa.

Placar partidário.

Com a definição da eleição nos 14 Estados em que a disputa avançou ao segundo turno, a divisão de poder entre os partidos será oficialmente alterada em relação ao mapa de 2014. E, antes mesmo da abertura das urnas, pelo menos três siglas já saem derrotadas: MDB, PSDB e PT. 

A maior queda é do partido do atual presidente da República, Michel Temer. Os emedebistas, que elegeram sete governadores há quatro anos, têm a chance agora de vencer em, no máximo, três. O partido foi vitorioso em Alagoas, no primeiro turno, e deve repetir o feito no Distrito Federal e Pará.

O PSDB, que fez cinco governadores em 2014, lidera em três Estados neste segundo turno e não venceu em nenhum no primeiro. Já o PT, que garantiu a vitória em três Estados (Bahia, Piauí e Ceará) no primeiro turno deste ano, pode ganhar também o Rio Grande do Norte, amenizando a queda – a sigla elegeu cinco na eleição passada. 

Em compensação, o PSL e o DEM, que estavam fora desse mapa, podem entrar, respectivamente, com três e dois Estados.

Fonte: Folha/Estadão/OAntagonista

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