Reta final: CNT/MDA, Bolsonaro 56,8% X 43,2%; Ibope: 54% X 46%; Datafolha: 55% X 45%

Publicado em 27/10/2018 20:43 e atualizado em 28/10/2018 09:10
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Reuters: Bolsonaro é favorito para ser eleito presidente no domingo, apontam pesquisas

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato Jair Bolsonaro (PSL) chega ao segundo turno da eleição para presidente da República como favorito, apontaram pesquisas de intenção de voto divulgadas neste sábado, véspera da votação, quando o capitão da reserva do Exército enfrentará o petista Fernando Haddad.

De acordo com levantamento do Ibope, Bolsonaro aparece com 54 por cento dos votos válidos na véspera do pleito, contra 46 por cento de Haddad. Já para o Datafolha, o candidato do PSL tem 55 por cento dos votos válidos, contra 45 por cento do petista.

O Ibope, cuja pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, apontou queda de Bolsonaro e alta de Haddad fora da margem de erro que é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira, Bolsonaro aparecia com 57 por cento, enquanto Haddad somava 43 por cento.

Já o Datafolha, feito a pedido da TV Globo e do jornal Folha de S.Paulo, indicou oscilações dentro da margem de erro, também de 2 pontos percentuais, em relação à pesquisa divulgada pelo instituto na quinta-feira, quando Bolsonaro aparecia com 56 por cento e Haddad registrava 44 por cento.

Uma terceira pesquisa divulgada neste sábado, feita pelo instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), também trouxe Bolsonaro na dianteira, com 56,8 por cento dos votos válidos, contra 43,2 por cento de Haddad. A margem de erro desta pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Nos votos válidos, o Ibope mostrou queda de Bolsonaro e crescimento de Haddad fora da margem de erro. Bolsonaro soma 47 por cento, era 50 por cento na terça-feira, e Haddad soma 41 por cento, ante 37 por cento na terça. Brancos e nulos somam 10 por cento, mesmo patamar da pesquisa anterior, enquanto o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 2 por cento, era de 3 por cento na terça.

Já o Datafolha mostrou variações dentro da margem de erro. Bolsonaro tem 47 por cento, ante 48 por cento na quinta, e Haddad soma 39 por cento, era 38 por cento na quinta. Brancos e nulos se mantiveram em 8 por cento e o percentual de indecisos é de 5 por cento, ante 6 por cento.

Embora a curva de intenções de votos indicada pelos dois institutos aponte para uma redução da diferença entre Bolsonaro e Haddad em comparação com o início da campanha no segundo turno, os levantamentos indicam que o movimento poderá não ser suficiente para uma virada do petista sobre o capitão da reserva.

REJEIÇÃO

Ibope e Datafolha também indagaram os eleitores sobre o nível de rejeição dos dois postulantes ao Palácio do Planalto, na véspera de uma das campanhas eleitorais mais polarizadas da história, marcada por ofensas pessoais frequentes entre o capitão da reserva e o petista.

De acordo com o Ibope, 39 por cento afirmou que não votará de jeito nenhum em Bolsonaro, ante 40 por cento na pesquisa divulgada na terça-feira. No caso de Haddad, esse grupo corresponde a 44 por cento, ante 41 por cento na sondagem anterior.

O Datafolha, por sua vez, indicou rejeição de Bolsonaro em 45 por cento, ante 44 por cento na pesquisa de quinta-feira. Já o percentual dos que rejeitam Haddad é de 52 por cento, mesmo patamar da pesquisa anterior.

O Ibope ouviu 3.010 pessoas, já o Datafolha entrevistou 18.371 eleitores. As duas pesquisas foram realizadas entre sexta-feira e este sábado, véspera do segundo turno da eleição.

Bolsonaro tem 54% dos votos válidos contra 46% de Haddad e deve vencer eleição, diz Ibope

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 54 por cento dos votos válidos contra 46 por cento do petista Fernando Haddad e deverá ser eleito presidente da República no domingo, apontou pesquisa Ibope divulgada neste sábado.

O levantamento anterior do instituto, divulgado na última terça-feira, mostrou Bolsonaro com 57 por cento dos votos válidos, contra 43 por cento de Haddad. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Pelo critério dos votos totais, que inclui brancos, nulos e aqueles que não souberam ou não responderam, Bolsonaro soma 47 por cento, era 50 por cento na terça-feira, e Haddad soma 41 por cento, ante 37 por cento na terça.

Brancos e nulos somam 10 por cento, mesmo patamar da pesquisa anterior, enquanto o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 2 por cento, era de 3 por cento na terça.

O Ibope ouviu 3.010 pessoas entre sexta-feira e este sábado. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

(Por Eduardo Simões)

Presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad
Presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad 07/10/2018, 05/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes/Washington Alves

Em São Paulo, Bolsonaro tem ampla vantagem: 62% a 38%

Além da pesquisa nacional, o Ibope divulgou levantamento feito apenas com eleitores paulistas, que mostra Bolsonaro com ampla vantagem: 62% a 38%. Em relação à pesquisa anterior, o candidato do PSL oscilou dois pontos para baixo, e o petista, dois para cima.

Na pesquisa nacional, o Ibope entrevistou 3.010 pessoas nos dias 26 e 27 de outubro. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

Pesquisa Datafolha mostra Bolsonaro com 55% e Haddad com 45% na véspera da eleição

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, aparece com 55 por cento dos votos válidos, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, o que deve lhe dar a vitória na eleição de domingo contra o petista Fernando Haddad, que soma 45 por cento.

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada na quinta-feira, Bolsonaro aparecia com 56 por cento dos votos válidos, contra 44 por cento de Haddad. A margem de erro da pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, é de 2 pontos percentuais.

Pelos votos válidos, quando são colocados na conta o percentual de brancos e indecisos, Bolsonaro aparece com 47 por cento, contra 39 por cento de Haddad. Brancos e nulos somam 8 por cento e o percentual de indecisos é de 5 por cento.

Na pesquisa anterior, Bolsonaro aparecia com 48 por cento, Haddad somava 38 por cento, brancos e nulos eram 8 por cento e o percentual de indecisos era de 6 por cento.

O Datafolha ouviu 18.371 pessoas entre sexta-feira e este sábado.

O Datafolha também pesquisou a rejeição dos dois candidatos ao segundo turno presidencial.

Dos entrevistados, 52% não votariam de jeito nenhum em Fernando Haddad, e 45% não votariam em Jair Bolsonaro.

Haddad chegou ao fim da campanha despertando maior antipatia no eleitorado do que Bolsonaro.

IBOPE: HADDAD É REJEITADO POR 44%

A nova pesquisa do Ibope aponta aumento da rejeição a Jair Bolsonaro e queda na rejeição a Fernando Haddad.

No caso do candidato do PSL, 39% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. 

Do lado do petista, 44% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. 

Pesquisa da CNT/MDA mostra Bolsonaro virtualmente eleito

SÃO PAULO (Reuters) - Pesquisa do instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada neste sábado, aponta vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no segundo turno da eleição presidencial marcado para o domingo com 56,8 por cento dos votos válidos, contra 43,2 por cento do petista Fernando Haddad.

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada no dia 22, Bolsonaro tinha 57 por cento dos votos válidos, contra 43 por cento de Haddad. As oscilações de ambos os postulantes ao Planalto aconteceram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.

Pelo critério de votos totais, quando são considerados as intenções de voto em branco, nulos e os indecisos, Bolsonaro aparece com 48,5 por cento, ante 48,8 por cento na pesquisa anterior, enquanto Haddad soma 37 por cento, ante 36,7 por cento na sondagem de cinco dias atrás.

Brancos e nulos somam 10,3 por cento, ante 11 por cento, e o percentual de indecisos é de 4,2 por cento, eram 3,5 por cento na pesquisa anterior.

Pelo mesmo levantamento, a rejeição ao candidato do PSL é de 42,7%, contra 51,2% que dizem que não votariam no petista de jeito nenhum.

O MDA ouviu 2.002 pessoas entre sexta-feira e este sábado.

‘Eleição não está ganha’, diz Bolsonaro (no ESTADÃO)

Na live que fez nas redes sociais, Jair Bolsonaro repetiu que a eleição “não está ganha”, e apelou a seus apoiadores que atuem como “fiscais” das eleições. Apesar da cautela, ele afirmou em seguida que é “quase impossível” que Haddad consiga virar “quase 20 milhões de votos” para vencer a eleição.

Ele criticou o fato de Haddad e Manuela D’Ávila terem divulgado “fake news”, ao compartilhar um apoio falso de uma jornalista ao petista. “Este é o PT”, afirmou, citando ainda a acusação de Haddad de que o general Hamilton Mourão teria torturado o cantor Geraldo Azevedo. “Esta mentira foi propagada pelo Haddad.” / V.M.

'O que está em jogo não é a democracia, é a corrupção'

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, fez neste sábado, 27, sua última transmissão ao vivo antes da eleição. Insistindo no discurso antipetista, o deputado federal disse que “o que está em jogo não é a democracia”, em referência ao que tem dito a campanha adversária, mas sim “a corrupção”.

“O que está em jogo não é democracia, é a perpetuação dessa máquina podre que temos aí que vive da corrupção, para tirar de vocês atendimento médico, educação, segurança”, disse o candidato, mantendo o tom do seu último programa eleitoral, divulgado ontem. “O que está em jogo é a corrupção. São os grupos que não querem sair de lá, vivem disso, vivem mamando nas tetas do Estado.”

Jair BolsonaroComo exemplos de "mentiras do PT", Bolsonaro citou as informações sobre o programa de governo para a área da educação. Foto: REUTERS/Diego Vara

Eleitores petistas e a própria campanha de seu adversário, Fernando Haddad (PT), que adotou um caráter de frente democrática no segundo turno, vêm dizendo que o que está em jogo nesta eleição é a democracia.

Com a queda na diferença de votos válidos entre ele e Haddad, segundo as pesquisas, o candidato do PSL disse na transmissão ao vivo que a eleição não está ganha e pediu que seus eleitores conversem com outros e consigam votos. A estratégia “vira voto” tem sido amplamente utilizada na campanha de Haddad e, nesta semana, a diferença caiu de 14 pontos para 8 entre os dois.

'Sou escravo da Constituição'

Nos cerca de 20 minutos de vídeo, Bolsonaro também rebateu às críticas de que um eventual governo do PSL teria dificuldades com governabilidade. Seu partido conseguiu eleger 52 deputados neste ano, mas o presidenciável deve negociar com outras siglas para conseguir governar com o Legislativo.

“A imprensa vem dizendo por aí que não terei governabilidade se não trocar ministérios com parlamentares”, diz o deputado federal, citando o artigo da Constituição que estipula como crime de responsabilidade o presidente que atentar contra o livre exercício do Congresso.

O presidenciável diz que, se trocar um ministério com um partido com o objetivo de comprar voto, qualquer um pode questioná-lo com base na Constituição. “Por isso que eu sou escravo da Constituição. A Constituição é a maior defesa que posso ter para o meu mandato”, disse o parlamentar, levantando a Carta. Ele aproveitou o momento para dizer que “jamais” vai querer uma nova Assembleia Constituinte, como defendeu o seu vice, general Hamilton Mourão, em determinado momento da campanha.

Ciro Gomes diz que não vai se posicionar no segundo turno (ESTADÃO)

Apesar dos enfáticos apelos do PT a Ciro Gomes por um apoio neste segundo turno, o candidato derrotado do PDT decidiu não se posicionar na disputa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado, 27, Ciro disse que não vai se posicionar neste momento “por uma razão muito prática”, que não revelou, mas que quer “preservar um caminho” para que a população possa ter "uma referência".

“Minha consciência me aponta a necessidade de preservar um caminho em que a população brasileira possa ter amanhã uma referência para enfrentar os dias terríveis que, imagino, estão se aproximando”, continuou o pedetista no vídeo de dois minutos, gravado em um apartamento. Na sexta-feira, o presidente do PDT, Carlos Luppi, disse ao Estado que Ciro gravaria um vídeo em apoio ao petista.

Ciro GomesCiro Gomes (PDT) terminou a eleição presidencial em 3º lugar Foto: Thiago Gadelha/AFP

Terceiro colocado no primeiro turno, Ciro Gomes viajou para a Europa logo após a votação e vinha sendo cortejado pela campanha do petista Fernando Haddad para integrar uma frente democrática contra Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Na sexta-feira, o ex-prefeito de São Paulo disse esperar uma "declaração dura" de Ciro em apoio à sua campanha.

“Claro que todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha. Mas eu não quero fazer isso por uma razão muito prática, que eu não quero dizer agora, porque se eu não posso ajudar, atrapalhar é o que eu não quero”, disse Ciro no vídeo.

O partido do ex-ministro declarou apoio crítico a Haddad no começo do segundo turno. O irmão de Ciro, senador eleito Cid Gomes, fez críticas ao PT quando participava de um ato em apoio a Haddad e o vídeo chegou a ser utilizado na campanha do PSL na televisão.

Na gravação, o pedetista disse ainda que entende a “necessidade de votar com a democracia, contra a intolerância, pelo pluralismo. Mas também ninguém está obrigado a votar contra convicções e ideologias”. Ciro não mencionou os nomes nem de Haddad, nem de Bolsonaro durante a transmissão.

Ciro se apresenta como líder da oposição (POR VERA MAGALHÃES)

Escrevi na minha coluna na quarta-feira que o PDT já organizava uma oposição que não seja comandada pelo PT, e que o faria lançando Ciro Gomes desde já como o anti-Bolsonaro, aquele que capitanearia a oposição ao novo governo. A decisão do ex-candidato pedetista à Presidência de não declarar apoio a Fernando Haddad no segundo turno já descortina esse caminho –além de completar com luva de pelica o soco dado pelo irmão, Cid, em resposta à sabotagem promovida por Lula à aliança em torno de sua candidatura no primeiro turno.

Os irmãos Ferreira Gomes lembram, cada um a seu modo, que “o Lula tá preso, babaca”, e que agora o comando da esquerda pode mudar de mãos. Para isso, não interessa ao grupo levar água ao moinho de Haddad nem de nenhum petista que venha a ser eleito pelo partido como alternativa para 2022. / por Vera Magalhães.

Petista diz que Ciro sairá menor

O primeiro petista a se posicionar publicamente após o vídeo de Ciro foi João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação nacional do MST. No Twitter, disse que o pedetista "sairá menor do que entrou" da eleição. Compartilhou ainda um vídeo de Leonel Brizola com o comentário: "Saudade dos tempos de liderança aguerrida do PDT".

-- "Que pena @cirogomes querer ser terceira via em plena reta final do segundo turno. Agora só há duas vias: a da ditadura e a da democracia! Ciro sairá menor do que entrou nessa eleição. (João Paulo Rodrigues).

Bolsonaro com a Constituição em mãos

Jair Bolsonaro faz sua última transmissão ao vivo antes do segundo turno. Brandiu a Constituição e disse que será um escravo de seu cumprimento. Afirmou que ela será sua aliada na governabilidade.

Ele comentou o apoio de Joaquim Barbosa a Fernando Haddad e apareceu ao lado de Helio Negão, deputado federal eleito pelo PSL do Rio. Bolsonaro condenou agressões contra apoiadores seus em universidades. “Quem combate o fascismo sou eu, não o PT”, afirmou. 

Em “live” transmitida nas redes sociais, Jair Bolsonaro disse na noite deste sábado que é “grato” à Constituição e que não vai ceder ao “toma lá, dá cá” de cargos.

“Qualquer presidente que, por ventura, distribua ministérios, estatais ou diretoria de banco para conseguir apoio no Parlamento está infringindo o artigo 85 inciso 2 da Constituição.”

Bolsonaro voltou a afirmar que “jamais” disse que queria uma nova Constituinte e que é o PT que voltou atrás na proposta de uma nova Assembleia Constituinte.

“Para tentar ganhar, o PT muda todo dia seu plano de governo, chamo de plano-camaleão.”

Fonte: Reuters/Estadão/Folha

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