Bolsonaro encerra campanha atípica como amplo favorito ao Planalto, Haddad espera virada difícil

Publicado em 28/10/2018 09:12
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Por Eduardo Simões, REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, chega à eleição deste domingo como favorito para subir a rampa do Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019, enquanto o petista Fernando Haddad tenta uma virada difícil, que seria feito inédito em eleições presidenciais no Brasil.

Desde a primeira eleição direta para presidente após a redemocratização, o candidato que terminou o primeiro turno com a primeira posição jamais sofreu uma virada no segundo turno.

Fernando Collor, em 1989, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, e Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, terminaram a primeira rodada na frente e confirmaram o favoritismo no segundo turno. Em 1994 e 1998 Fernando Henrique Cardoso elegeu-se no primeiro turno.

Bolsonaro foi o mais votado no último dia 7, com 46 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad somou 29 por cento. De acordo com pesquisas Ibope e Datafolha, divulgadas no sábado, o capitão da reserva do Exército deverá confirmar neste domingo a liderança mostrada nas urnas três semanas atrás.

Segundo o Ibope, Bolsonaro chega ao dia da eleição com 54 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 46 por cento. No levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira, Bolsonaro aparecia com 57 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad tinha 43 por cento.

Já pelo Datafolha divulgado na véspera do pleito, Bolsonaro tem 55 por cento dos votos válidos, contra 45 por cento de Haddad. Pesquisa anterior do instituto, divulgada na quinta-feira, mostrava o capitão da reserva com 56 por cento dos válidos, enquanto o ex-prefeito de São Paulo somava 44 por cento.

"No Brasil não se consegue afirmar que as coisas serão como elas parecem que serão... (Mas) aparentemente, sim, o Bolsonaro deve ser eleito presidente da República no domingo", disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

Além do futuro presidente da República, este domingo também definirá os governadores de 14 Estados que terão segundo turno e colocará fim a uma campanha atípica, seja pela mudança nas regras eleitorais, seja pelos vários percalços que a marcaram e pela retórica extremamente dura, incluindo troca de ofensas pessoais, entre os dois postulantes ao Planalto no segundo turno.

Não foram poucas as vezes que Bolsonaro se referiu a Haddad como "canalha", "fantoche", "poste" e "marmita de corrupto preso", batendo principalmente na influência que Lula, preso desde abril por corrupção e lavagem de dinheiro, exerce sobre o afilhado político.

O petista, por sua vez, classificou o capitão da reserva de "soldadinho de araque" e também o chamou de "covarde", "fujão", "frouxo" e "arregão", por conta da recusa do presidenciável do PSL em enfrentá-lo cara a cara em debates.

Alvo de uma facada no dia 6 de setembro durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por duas cirurgias de urgência, ficou 23 dias hospitalizado e ainda carrega consigo uma bolsa de colostomia, que deverá ser retirada em nova cirurgia até o final deste ano.

Haddad foi oficializado candidato do PT ao Palácio do Planalto no dia 11 de setembro. Assim, não participou dos dois debates em que o capitão da reserva compareceu antes da facada. Mesmo após receber alta, Bolsonaro não foi ao debate da TV Globo, o último do primeiro turno, alegando recomendações médicas.

Embora tenha feito eventos de campanha, como visitas à Polícia Federal e ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no segundo turno, Bolsonaro voltou a alegar restrições de saúde para não ir a debates no segundo turno. Antes do duelo que aconteceria na Globo na sexta, aliados argumentaram questões de segurança para que ele não comparecesse.

Com isso, esta campanha terá um fato inédito: será a primeira vez que um segundo turno na eleição presidencial não terá um debate sequer entre os dois candidatos.

DESAFIOS FUTUROS

Diante de uma campanha tão acirrada e de elevado patamar de polarização, apontada por analistas como um plebiscito entre o antipetismo, encarnado por Bolsonaro, e o petismo, que teve Haddad escalado para representá-lo por ordem de Lula, o maior desafio do vencedor deverá ser buscar um discurso de união.

E com a vitória de Bolsonaro desenhada pelas pesquisas de opinião, fica a dúvida se o capitão da reserva, conhecido por sua retórica dura e por suas declarações polêmicas, terá capacidade e disposição de fazer esses gestos e de unir forças em torno de si para governar.

"Do que vem pela frente o que eu mais destacaria são os sinais do Bolsonaro e da turma de aproximação com a velha política e também com a administração Temer. Estão dando sinais de que a transição para um novo governo não será tão abrupta como se anunciava há algum tempo", disse o analista político da MCM Consultores Associados Ricardo Ribeiro, que acredita que Bolsonaro deverá, mesmo sentado na cadeira presidencial, gerar antagonismos.

"Esse clima mais acirrado de antagonismo vai durar toda a administração Bolsonaro. O Bolsonaro vai ser um presidente que vai gerar muita rejeição, não digo da maioria da população, mas de uma parte expressiva da população", previu.

Para Melo, do Insper, o discurso que Bolsonaro fará após sua provável vitória na noite de domingo deverá ser analisado de perto, até mesmo para aplacar temores dos que veem num eventual governo do capitão da reserva uma ameaça à democracia, por conta de declarações passadas e recentes dele e de aliados próximos.

"O discurso da vitória do Bolsonaro tem que ser um discurso agregador. Não pode ser um discurso com o tom que ele vem exercendo durante a campanha", disse Melo.

"A nenhum presidente da República interessa governar um país dividido. Impor a unidade na porrada não é possível. Espero que ele nem pense nisso. Você tem que construir a unidade por meio da persuasão."

ESTADÃO: Bolsonaro uniu agenda liberal ao conservadorismo

Autodenominado ‘patinho feio’ da eleição, candidato do PSL tomou para si os discursos antipetista e patriota, driblou polêmicas de aliados e recuou de radicalismos

Agosto ainda não havia chegado quando o nanico Partido Social Liberal (PSL) oficializou, numa manhã de domingo, a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da República. No evento, realizado em um espaço de convenções da região central do Rio, Bolsonaro foi tratado como já costumava ser recebido nos aeroportos em suas constantes viagens pelo País: sob gritos de “mito”. Respondeu aos apoiadores com uma autoavaliação: “Sou o patinho feio desta história”.

Tentando se descolar dos pares da política tradicional, mesmo após 27 anos exercendo mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, Bolsonaro enfrentou nos últimos 73 dias sua mais contundente campanha eleitoral. Se enfatizou o discurso antipetista, que lhe garantiu lugar em um dos polos da disputa, o candidato do PSL não abandonou o estilo conservador nos costumes. Seu maior ponto de inflexão foi vestir o figurino de liberal na economia, sustentado na parceria com o economista Paulo Guedes, seu “Posto Ipiranga”.

A combinação conservador/liberal de Bolsonaro desbotou ao longo da campanha em meio ao cabo de guerra dos interesses que envolvem uma batalha presidencial. Resiliente na liderança da disputa, ele venceu o primeiro turno com 49.276.990 votos. O candidato do PSL oscilou e recuou sobre temas como privatizações de estatais e fusões de ministérios, além de ser obrigado a desautorizar ideias lançadas pelo vice em sua chapa, o general Hamilton Mourão (PRTB), como uma nova Constituição feita sem representantes eleitos, por “notáveis”, ou mudanças no 13.º salário.

Imutável, porém, foi o discurso agressivo contra o PT, simulando armas de fogo com as mãos em palanques e atacando políticos. Bolsonaro, de 63 anos, só mudou o ritmo de sua cruzada após sofrer um atentado a faca na cidade de Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

O ataque mudou o tom de sua campanha, que se deslocou dos encontros com multidões nas ruas para um quarto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nos 23 dias neste ambiente sua candidatura cresceu nas intenções de voto. Após receber alta, mas ainda em recuperação, Bolsonaro se entrincheirou em sua residência no Rio, intensificando a campanha via redes sociais. 

A onda que elevou seu apoio no primeiro turno impulsionou uma bancada parlamentar do PSL que sugere provável maioria no Congresso. Dez dias depois do primeiro turno, embalado pelo desempenho nas urnas e pelas primeiras pesquisas, Bolsonaro chegou a esboçar um discurso de tolerância e moderação ao contabilizar “18 milhões de votos” de vantagem sobre o petista Fernando Haddad. Sentindo-se “com a mão na faixa presidencial”, Bolsonaro disse à época que considerava “difícil” que o adversário tirasse a diferença na urna. 

Neste clima, passou a receber em casa delegações de apoiadores, como empresários, religiosos e bancadas setoriais do Congresso, como a BBB (boi, bala e Bíblia) – todos de olho na formação de um eventual governo. Entraram em pauta nas reuniões temas como a folha de pagamento das empresas, a reforma da Previdência e até o projeto de liberação da venda de armas de fogo para civis.

Na reta final, porém, com as pesquisas apontando uma redução na vantagem sobre Haddad, o candidato do PSL voltou a centrar fogo no campo político do adversário. “Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa Pátria”, atacou Bolsonaro, retomando a retórica do combate à “petralhada” dos primeiros dias da campanha. Em discurso transmitido por celular desde sua casa para manifestantes que se encontravam na Avenida Paulista, em São Paulo, ele bateu pesado. 

A retomada desse tom levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – de quem o deputado, na década de 1990, já defendeu seu fuzilamento – a se manifestar classificando a posição do presidenciável de “inacreditável”. “Um candidato à Presidência pedir às pessoas que se ajustem ao que ele pensa ou pagarão o preço: cadeia ou exílio. Lembra outros tempos”, escreveu FHC.

Em uma “live”, na quarta-feira, Bolsonaro apertou os argumentos também com seu pessoal. Pediu a ajuda dos 52 deputados federais eleitos pelo PSL para uma mobilização nesta reta final da eleição. Ele chegou a criticar o engajamento do grupo que, em sua opinião, estava sendo “muito fraco” e aproveitou para insinuar uma dívida com ele pelas suas votações. “Parece que vocês se elegeram por mérito próprio”, ironizou.

A poucos dias da eleição, Bolsonaro anunciou três ministros: Paulo Guedes para a Economia, o general Augusto Heleno para Defesa e o deputado federal Onyx Lorenzoni(DEM-RS) para Casa Civil. O astronauta Marcos Pontes também é cotado, para a Ciência e Tecnologia. 

Bolsonaro teve de recuar. Pressionado por apoiadores que se movimentam pela formação do governo, ele afirmava que pretendia unir os ministérios de Agricultura e Meio Ambiente. A proposta, no entanto, provocou reações internacionais de países-membros do Acordo de Paris. E, na última quarta-feira, cerca de 40 empresários, de 17 Estados, foram à casa do candidato e saíram de lá carregando a mudança de posição: pelo menos por enquanto, Bolsonaro não lhes garantiu a união dos ministérios. No dia seguinte, ele negou também que vá defender a saída do Brasil do Acordo de Paris.

‘Fake news’. Formado oficial do Exército em 1977 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), ex-paraquedista e ex-vereador do Rio, com a carreira marcada pelo ataque às posições políticas da esquerda, Bolsonaro teve de enfrentar nos últimos dias da campanha repercussões negativas provocadas por pronunciamentos de seu grupo político. 

Após a divulgação do vídeo no qual o filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, fala que bastariam “um cabo e um soldado para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF)” em caso de a Corte tomar decisões contrárias aos interesses de um eventual governo Bolsonaro, o capitão reformado teve de ir a público declarar que discordava dos argumentos e que já tinha “advertido o garoto”. 

Houve ainda o baque sofrido pelo debate sobre notícias falsas (fake news) com um cerco a um dos pilares de sua estratégia eleitoral, o uso das redes sociais, colocado em xeque por denúncias de abusos de WhatsApp e pela suspensão de páginas do Facebook, conforme mostrou o Estado no dia 22.

O remédio adotado por Bolsonaro foi voltar a fincar pé na plataforma conservadora que sustenta restrição ao atual modelo de sociedade e costumes, segundo conceitos religiosos contrários ao aborto e a liberdade de gênero, além de manter o culto com elogios, repetidos há anos por ele e seus aliados mais próximos, a personagens polêmicos dos tempos da ditadura.

Bolsonaro não alterou a decisão de evitar debates da campanha, alegando motivos de saúde, apostando na internet como principal ferramenta. Mas também neste quesito, fez ajustes. Aproveitou os últimos dias de propaganda na TV para trabalhar a imagem pessoal nas inserções no programa eleitoral. Buscando um discurso voltado à família, apresentou sua mulher, Michelle, mãe de sua caçula, Laura – a mesma que ele disse ter “fraquejado” quando nasceu uma menina depois de quatro filhos homens. “Jair tem um brilho no olhar diferenciado. Ele é um ser humano maravilhoso”, disse Michelle, no programa da quinta-feira, na tentativa de reduzir a imagem de “patinho feio” do candidato.

AS PROPOSTAS

1. Economia. Privatização de estatais e corte de gastos do governo estão na base da plataforma de Bolsonaro para reativar a economia. Ele propõe que recursos obtidos com privatizações e concessões sejam, obrigatoriamente, utilizados no pagamento da dívida pública. Em declarações públicas, no entanto, o candidato chegou a contrariar o plano e indicar que a privatização da Eletrobrás não está garantida.

2. Impostos. A reforma tributária defendida pelo PSL prevê simplificação e unificação de tributos federais, sem entrar em detalhes, e a descentralização e municipalização de impostos. O plano de governo de Bolsonaro dá ênfase à revisão do pacto federativo, para que Estados e municípios tenham mais recursos. Sobre o Imposto de Renda, a equipe da campanha promete isenção de cobrança para quem ganha até cinco salários mínimos.

3. Educação. A principal proposta é a construção de colégios militares, para que em dois anos todas as capitais do País tenham ao menos uma dessas escolas. Bolsonaro diz que não é necessário aumentar o orçamento destinado a essa área, e que mais pode ser feito com os valores que já são repassados atualmente. Outro foco é a alteração do conteúdo e o método de ensino, segundo ele marcado atualmente pela “doutrinação ideológica e sexualização precoce”.

4. Saúde. Prevê a criação de um Prontuário Eletrônico Nacional, cujo objetivo é criar uma base informatizada de pacientes e facilitar o atendimento na rede pública. Também seria criado um credenciamento universal de médicos para que “toda força de trabalho da saúde possa ser utilizada pelo SUS”. O Mais Médicos, segundo ele, passará a possibilitar que médicos cubanos tragam suas famílias para o Brasil, e a verba destinada ao governo cubano pelo projeto pode ser paga diretamente aos profissionais.

5. Homicídios. Não há intenção de mudanças estruturais na organização das polícias. Defende proteção jurídica para policiais em exercício, para que não sejam eventualmente punidos por excessos ou crimes cometidos em combate. A flexibilização do Estatuto do Desarmamento, para facilitar o acesso da população a armas de fogo, é apresentada como medida para reduzir homicídios.

6. Crime organizado. A única menção ao tema é na proposta de ampliar o uso das Forças Armadas no combate a facções e no policiamento de fronteiras, sem entrar em detalhes. Há também a intenção de melhorar a integração entre órgãos estaduais e federais de combate ao crime, sem explicar como isso seria feito.

7. Segurança. A mudança na lei penal para acabar com indultos, saídas em datas festivas e progressão de pena (quando o preso sai do regime fechado para o semiaberto, por exemplo) é uma das principais propostas do presidenciável do PSL para a área de segurança pública.

8. Meio ambiente. Tema não é tratado individualmente e é mencionado apenas no item que propõe a junção de instituições relacionadas à agricultura em uma pasta só. O presidenciável chegou a recuar da proposta em declarações ao longo da última semana.

'O que está em jogo não é a democracia, é a corrupção', diz Bolsonaro

Em sua última transmissão nas redes sociais antes da eleição, candidato do PSL insistiu no antipetismo; Presidenciável disse ainda que é 'escravo da Constituição'

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, fez neste sábado, 27, sua última transmissão ao vivo antes da eleição. Insistindo no discurso antipetista, o deputado federal disse que “o que está em jogo não é a democracia”, em referência ao que tem dito a campanha adversária, mas sim “a corrupção”.

“O que está em jogo não é democracia, é a perpetuação dessa máquina podre que temos aí que vive da corrupção, para tirar de vocês atendimento médico, educação, segurança”, disse o candidato, mantendo o tom do seu último programa eleitoral, divulgado ontem. “O que está em jogo é a corrupção. São os grupos que não querem sair de lá, vivem disso, vivem mamando nas tetas do Estado.”

Jair BolsonaroComo exemplos de "mentiras do PT", Bolsonaro citou as informações sobre o programa de governo para a área da educação. Foto: REUTERS/Diego Vara

Eleitores petistas e a própria campanha de seu adversário, Fernando Haddad (PT), que adotou um caráter de frente democrática no segundo turno, vêm dizendo que o que está em jogo nesta eleição é a democracia.

Com a queda na diferença de votos válidos entre ele e Haddad, segundo as pesquisas, o candidato do PSL disse na transmissão ao vivo que a eleição não está ganha e pediu que seus eleitores conversem com outros e consigam votos. A estratégia “vira voto” tem sido amplamente utilizada na campanha de Haddad e, nesta semana, a diferença caiu de 14 pontos para 8 entre os dois.

'Sou escravo da Constituição'

Nos cerca de 20 minutos de vídeo, Bolsonaro também rebateu às críticas de que um eventual governo do PSL teria dificuldades com governabilidade. Seu partido conseguiu eleger 52 deputados neste ano, mas o presidenciável deve negociar com outras siglas para conseguir governar com o Legislativo.

“A imprensa vem dizendo por aí que não terei governabilidade se não trocar ministérios com parlamentares”, diz o deputado federal, citando o artigo da Constituição que estipula como crime de responsabilidade o presidente que atentar contra o livre exercício do Congresso.

O presidenciável diz que, se trocar um ministério com um partido com o objetivo de comprar voto, qualquer um pode questioná-lo com base na Constituição. “Por isso que eu sou escravo da Constituição. A Constituição é a maior defesa que posso ter para o meu mandato”, disse o parlamentar, levantando a Carta. Ele aproveitou o momento para dizer que “jamais” vai querer uma nova Assembleia Constituinte, como defendeu o seu vice, general Hamilton Mourão, em determinado momento da campanha.

Fonte: Reuters

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