Propina era repassada em ‘caixas de sabão’, diz Operação Capitu (ESTADÃO)

Publicado em 09/11/2018 08:15 e atualizado em 11/11/2018 21:46
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PF prende Joesley Batista e Neri Geller em desdobramento da Lava Jato

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira o empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, e os ex-ministros Antonio Andrade e Neri Geller em um desdobramento da operação Lava Jato que investiga uma suposta organização criminosa que atuava no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados com pagamento de propina a agentes públicos e políticos.

As propinas pagas aos agentes públicos e políticos no âmbito do esquema foram estimadas em mais de 22 milhões de reais, de acordo com a Receita Federal, que participa da investigação ao lado da PF.

A prisão de Joesley, que já havia sido detido em setembro do ano passado no âmbito da Lava Jato acusado de omitir informações de acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria-Geral da República, ocorreu na casa do executivo em São Paulo.

O advogado do empresárioo, André Callegari, disse em nota que "causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração". O advogado ressaltou que a prisão é temporária e que o empresário vai prestar todos os esclarecimentos.

Em comunicado sem citar os nomes dos alvos da operação, a Polícia Federal disse que a ação visa cumprir 63 mandados judiciais de busca e apreensão e 19 mandados de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Além de Joesley, também foi preso o executivo da holding J&F Ricardo Saud, que também fora preso no ano passado acusado de romper o acordo de delação premiada. Os dois estavam em liberdade desde março, quando tiveram a prisão revogada pelo Justiça.

"Durante as apurações, houve clara comprovação de que empresários e funcionários do grupo investigado --inicialmente atuando em colaboração premiada com a PF-- teriam praticado atos de obstrução de Justiça, prejudicando a instrução criminal, com o objetivo de desviar a PF da linha de apuração adequada ao correto esclarecimento dos fatos", disse a PF em nota oficial.

Os executivos foram responsáveis pelo mais polêmico acordo de colaboração na gestão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que envolveu diversos políticos e culminou em duas denúncias criminais contra o presidente Michel Temer.

EX-MINISTROS DA AGRICULTURA

Também foram presos na operação desta sexta-feira o vice-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Agricultura Antonio Andrade (MDB) e o deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), que também foi ministro da Agricultura, conforme lista de presos confirmada pela Reuters por uma fonte com acesso à decisão do TRF-1.

Procurados pela Reuters, representantes de Andrade e de Geller não estavam disponíveis de imediato para comentar.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado consistia no pagamento de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no Ministério da Agricultura (Mapa) em 2014 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

"A Polícia Federal apurou a atuação de uma organização criminosa na Câmara dos Deputados e no Mapa, integrada por empresários e executivos de um grande grupo empresarial do ramo de processamento de proteína animal", disse a PF em comunicado.

"Esse grupo dependia de normatizações e licenciamentos do Mapa e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado".

A chamada operação Capitu foi deflagrada com base na delação premiada do empresário Lúcio Bolonha Funaro, apontado pela PGR como operador do ex-presidente da Câmara do Deputados Eduardo Cunha, que se encontra preso também no âmbito da Lava Jato.

Segundo a PF, houve por parte do grupo empresarial investigado o financiamento ilegal de campanha de um deputado federal para a Presidência da Câmara em troca de atendimento dos interesses corporativos do grupo no Ministério da Agricultura.

Duas grandes redes varejistas de Minas Gerais que não foram identificadas também participaram diretamente do esquema, por meio de seus controladores e diretores, de acordo com a Receita Federal.

(Reportagem adicional de Ana Mano, em São Paulo)

Propina era repassada em ‘caixas de sabão’, diz Operação Capitu (ESTADÃO)

Uma das frentes da investigação que prendeu nesta sexta-feira, 9, o empresário Joesley Batista e o vice-governador de Minas Antônio Andrade (PMDB), mira rede de supermercados que teria integrado a engrenagem de lavagem de dinheiro do esquema que envolve o Grupo J&F e alcança setores da Câmara e do Ministério da Agricultura

O esquema alvo da Operação Capitu, que prendeu nesta sexta-feira, 9, os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud e o vice-governador de Minas Antônio Andrade (MDB), fez entregas de dinheiro ‘em caixas de sabão e malas’. A ação mira um suposto esquemaque atuava na Câmara no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo a força-tarefa da Polícia Federal, Receita e Procuradoria, uma das maiores redes de supermercados do país também teria integrado a engrenagem de lavagem de dinheiro oriundo do esquema, repassando aos destinatários finais os valores ilícitos em dinheiro vivo e em contribuições ‘oficiais’ de campanha.

O total de doações ‘oficiais’ feitas por empresas vinculadas e administradas por um empresário do ramo de supermercados nas eleições de 2014 totalizou quase R$ 8,5 milhões.

“(Entrega de dinheiro) em caixas, em mala, caixa de sabão. Os supermercadistas trabalham com muito dinheiro em espécie, isso facilita por demais esse tipo de operação, porque eles recebem naquele varejo que eles vendem e com isso, em tese, perder o rastro desse dinheiro se não fossem boas investigações”, afirmou um dos integrantes da operação.

“Era tipo uma propina a cabo. No supermercado, eles quitavam a dívida com o supermercado, o dinheiro não saía do supermercado, depois passava para o destinatário final. Dólar cabo como funciona? Doleiro no exterior liga para o doleiro aqui no Brasil e fala: ‘disponibiliza tal valor para meu cliente’. O doleiro aqui fica devendo para o doleiro lá de fora e depois repassa esse dinheiro. Não havia transmissão direta dos valores. Havia um acerto entre as partes.”

Segundo os investigadores, ‘há grandes indícios de que doações eleitorais que tinham aparência de legalidade eram feitos por via transversal por essas redes de supermercado’.

“Não estamos frente somente a possibilidade de corrupção ativa e passiva e crime de lavagem de dinheiro, estamos prestes a provar crime eleitoral também”, afirmou a força-tarefa da Capitu.

Além do dono do grupo J&F e colaborador premiado Joesley Batista, foram presos na Capitu outros dois delatores do grupo, Demilton Castro e Ricardo Saud. Entre os 19 presos na Operação Capitu está o deputado federal eleito Neri Geller (PP/MT), sob suspeita de ter recebido propinas do grupo J&F/JBS. Geller foi localizado em um hotel no município de Rondonópolis, a cerca de 220 quilômetros da capital Cuiabá.

A PF informou que o deputado eleito exercia o cargo de ministro da Agricultura, em 2014, quando teria recebido propinas em troca de decretos que beneficiaram o grupo. As investigações apontam pelo menos R$ 7 milhões destinados a Geller e aliados. A defesa do deputado eleito disse que só vai se manifestar quando tiver acesso aos autos da Operação Capitu.

De acordo com a Polícia Federal, o inquérito policial foi aberto em maio deste ano, baseado em declarações do corretor Lúcio Bolonha Funaro, sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no MAPA em 2014 e 2015. Segundo o delator, a JBS teria repassado R$ 7 milhões para o grupo político do MDB da Câmara. Desse valor, o então ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andadre, teria recebido R$ 3 milhões da propina paga pela empresa de Josley Batista e outros R$ 1,5 milhão teriam sido enviados ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ).

A PF identificou que o grupo empresarial dependia de normatizações e licenciamentos do MAPA e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado. As propinas eram negociadas, geralmente, com um deputado federal e entregues aos agentes políticos e servidores do MAPA pelo operador Lúcio Bolonha Funaro.

Entre os atos de ofício praticados pelos servidores do MAPA, de acordo com a PF, destacam-se a expedição de atos normativos, determinando a regulamentação da exportação de despojos; a proibição do uso da ivermectina de longa duração; e a federalização das inspeções de frigoríficos. O grupo empresarial teria R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e R$ 5 milhões pela proibição do uso da ivermectina de longa duração.

Segundo a PF, um deputado federal da Paraíba à época dos fatos teria recebido R$ 50 mil do grupo como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda, cujo objeto tinha natureza totalmente diversa do escopo da medida provisória nº 653/2014 na qual foi inserida.

Teria havido também, por parte do grupo empresarial, o financiamento ilegal de campanha de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados, em troca de atendimento dos interesses corporativos do grupo no MAPA; sendo de R$ 30 milhões o valor solicitado para tal financiamento. Desse total, o deputado teria destinado 15 milhões a um deputado federal mineiro de seu partido; tendo a bancada mineira de seu partido recebido parte do montante, após a lavagem do dinheiro.

Esses valores teriam sido depositados pelo grupo em contas bancárias de seis escritórios de advocacia, que teriam repassado os valores lavados aos beneficiários finais, conforme determinação do deputado federal mineiro e de seu operador, também deputado federal. Esses escritórios de advocacia teriam emitido notas fiscais frias, visto nunca ter havido qualquer prestação de serviço ao grupo empresarial.

Durante as apurações, segundo a PF, ‘houve clara comprovação de que empresários e funcionários do grupo investigado – inicialmente atuando em colaboração premiada com a PF – teriam praticado atos de obstrução de justiça, prejudicando a instrução criminal, com o objetivo de desviar a PF da linha de apuração adequada ao correto esclarecimento dos fatos’. Daí o nome da Operação, Capitu, a personagem dissimulada da obra prima de Machado de Assis, Dom Casmurro.

Os envolvidos deverão ser indiciados pelos crimes de constituição e participação em organização criminosa, obstrução de justiça, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dentre outros. Caso haja condenação, as penas máximas poderão variar entre 3 e 120 anos de reclusão, proporcionalmente à participação de cada investigado.

A reportagem está tentando localizar todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.
COM A PALAVRA, JOESLEY

Joesley Batista é colaborador da Justiça e tem cumprido à risca essa função. Portanto, causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração. A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários.

André Callegari, advogado do Joesley Batista

COM A PALAVRA, O ADVOGADO PIERPAOLO BOTTINI

A investigação só existe porque os executivos da J&F colaboraram com a justiça. O acordo segue vigente. Joesley, Saud e Demilton já depuseram, cada um deles, três vezes na Justiça, e nunca se recusaram a colaborar. Esperamos que a prisão seja revogada assim que esclarecidos os fatos. (Pierpaolo Cruz Bottini).

Investigações mostram que Joesley 'mentiu e ocultou' fatos, diz PF

BELO HORIZONTE - A Polícia Federal afirmou que as investigações da Operação Capitu, deflagrada em cinco Estados e no Distrito Federal, deixaram claro que o empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, preso nesta sexta-feira, 9, "mentiu e ocultou fatos" na delação premiada que firmou no âmbito da Operação Lava Jato. O objetivo de Joesley era "tirar" a PF "da linha de investigação correta", afirmaram, em entrevista, os delegados responsáveis pelo caso. 

A Operação Capitu, desdobramento da Lava Jato, investiga pagamento de propina a representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pelo setor de fornecedores de proteína animal, conforme a PF, em 2014 e 2015. Entre os presos está o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, que foi ministro da pasta no governo Dilma Rousseff (PT).

O delegado regional da Polícia Federal em Minas Gerais Rodrigo Morais disse que a colaboração tinha a tendência de direcionar a investigação da PF. "E tirar a Polícia Federal da linha de investigação correta, levando ao interesse desses colaboradores, colocando em risco a própria credibilidade da PF, responsável pela investigação, do Ministério Público e da própria Justiça", disse o delegado Mario Veloso, responsável pela investigação.

Joesley BAtistaO empresário Joesley Batista na saída do Instituto Médico Legal, em São Paulo, após ser preso pela Operação Capitu.  Foto: Willian Moreira/Futura Press

"Isso (a investigação) prejudica a legitimidade dessa colaboração, embora muitas das provas apresentadas e declarações dos colaboradores sejam válidas independente dessa colaboração ser invalidada futuramente ou não", afirmou Veloso. Conforme lembrou o delegado, a colaboração de Joesley foi rescindida unilateralmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aguarda posicionamento final do ministro Edson Fachin, doSupremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Veloso, quando as investigações foram confrontadas com as delações feitas dentro da Lava Jato, foram dadas quatro oportunidades para que os colaboradores fornecessem informações, o que não ocorreu. "A PF descobriu omissões intencionais e contradições graves que colocam em xeque a credibilidade da delação. Isso caracterizou obstrução de Justiça e prejuízo à instrução criminal do inquérito. Mentiram e omitiram sobre pontos. Há indícios fortes disso", disse Veloso. Nas delações, sócios e executivos da JBS afirmam ter repassado recursos para políticos.

Capitu

A operação deflagrada nesta sexta apura o repasse de recursos por frigoríficos a representantes do Ministério da Agricultura. Em troca, medidas que beneficiavam o setor eram tomadas, segundo a PF. Há indícios de pagamento, em uma única negociação, de R$ 15 milhões. O valor total em propina chegaria a R$ 30 milhões.

Os recursos, ainda segundo a PF, teriam sido repassados a políticos do MDB, partido de Andrade. O deputado estadual João Magalhães (MDB) teve o mandato suspenso e foi proibido de contatar outros investigados na Capitu. Os recursos eram lavados via escritórios de advocacia e por uma rede de supermercados de Minas Gerais. Nenhum nome, das empresas, ou presos, foi divulgado pela PF. Um total de R$ 9 milhões teria sido repassado a candidatos do partido nas eleições de 2014, o que poderá acarretar investigação sobre fraude eleitoral.

Modus operandi

Pelo menos parte dos recursos chegou a ser repassada pela rede de supermercados em malas e caixas de sabão, segundo o delegado Veloso. "Durante as investigações chegamos a falar em pagamento de 'propina cabo', em referência ao dólar cabo". Pelo sistema, um operador da moeda no exterior aciona um doleiro no Brasil e pede que repasse um valor a determinado cliente e, depois, faz o acerto, explicou o delegado. A rede de supermercados é cliente dos fornecedores de proteína animal.

Uma das medidas tomadas pelo Ministério da Agricultura, e que gerou o pagamento de propina, segundo a PF, diz respeito a exportações do setor de proteína animal. "Isso impediu que empresas de menor porte atendessem requisitos do ministério, concentrando produção nas empresas maiores"

Ao todo foram emitidos 19 mandados de prisão. Do total, três não foram cumpridos até o momento. O vice-governador foi preso em Vazante, região noroeste de Minas. Há ainda advogados e empresários entre os alvos dos mandados. Pelo menos um sócio da rede de supermercados é considerado foragido, mas negocia sua entrega à PF. O empresário está no Uruguai.

Um dos mandados foi cumprido em Curitiba, de integrante já preso, que seria o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Todos vão responder por constituição de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, obstrução de Justiça e lavagem de dinheiro. Em Minas o total de prisões, até o momento, é de 8. Todos, exceto o vice-governador, foram encaminhados para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Andrade seria levado para penitenciária em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Em nota, a defesa do vice-governador de Minas disse que "haverá manifestação tão logo a defesa tome conhecimento do conteúdo do inquérito. Durante o depoimento, Andrade respondeu a tudo o que lhe foi perguntado e colaborou com o trabalho da Polícia Federal”.

Em vídeo, o ex-ministro pedia votos para a presidente Dilma nas eleições passadas. Veja:

O Antagonista: Mais um ministro de Dilma é preso

O deputado federal eleito Neri Geller, ministro da Agricultura de Dilma Rousseff, também foi preso pela Capitu.

Segundo a nota da PF, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Neri Geller (PP), ministro da Agricultura de Dilma Rousseff, em 7 de outubro, foi eleito deputado federal com 73.072 votos, sendo o quarto mais bem votado no Mato Grosso.

A Exame informa que a prisão de Joesley Batista, na manhã de hoje, pela Operação Capitu acontece no momento em que a JBS começava a se recuperar de escândalos.

“O que provavelmente acontece agora é uma queda na confiança na empresa. Havia um otimismo em relação à JBS, com boas notícias no mercado externo, as ações subiram. A prisão pode se refletir em algum tipo de prejuízo”, disse à revista o analista e economista da corretora Spinelli Álvaro Frasson.

Dinheiro na privada

O advogado Mateus de Moura Lima Gomes, preso na Operação Capitu, jogou dinheiro na privada quando os agentes chegaram em sua casa, na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a PF, ele tentou se desfazer de cerca de 3 mil reais.

LISTA DE PRESOS NA OPERAÇÃO

Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ex-ministro da Agricultura;

Joesley Batista, dono da JBS;

Ricardo Saud, executivo da JBS

Demilton de Castro, executivo da JBS;

João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG

Neri Geller, deputado eleito pelo PP de MT

Na FolhaMax: Ex-secretário de ministério, matogrossense também é preso pela PF 

Além de Neri Geller, outro político ligado a Mato Grosso foi preso na “Operação Capitu” foi preso na manhã desta sexta-feira (9) pela Polícia Federal. Trata-se do mato-grossense Rodrigo Figueiredo.

Figueiredo foi detido por sua atuação enquanto secretário de Defesa Agropecuária, pasta ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ele ocupou a função entre março e dezembro de 2014, período em que Neri foi ministro da Agricultura, ainda no 1º mandato de Dilma Roussef (PT) como presidente da República.

Apesar de não ser conhecido em território mato-grossense, Figueiredo é político de forte articulação em Brasília. Ligado ao PP, já foi secretário-executivo do Ministério das Cidades e chegou a assumir a pasta por algumas vezes.

Leia a notícia na íntegra no site FolhaMax

Fonte: Reuters

3 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Quando a gente ouve que viver democraticamente da trabalho, muitos não entendem o que a assertiva quer dizer.
    Tomemos como "um" exemplo o caso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
    Em Novembro do ano passado, o presidente da Alerj e mais dois deputados foram presos e, continuam detidos até a presente data, ou seja, não participam dos trabalhos da casa legislativa. Ocorre que os seus proventos não foram suspensos e o Estado gastou R$ 9 milhões com esses "senhores" presos.
    Diante dessa situação, surge a pergunta que não quer calar: Existe ou não o corporativismo?
    Como a sociedade deve agir, para que situações esdrúxulas como essa não ocorram?
    Quais mecanismos devem ser colocados em prática?
    Veja o caso do "não" reeleito presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), que numa atitude digna dos "capo di capi", colocou em votação e, foi aprovada a proposta do aumento do salário dos ministros do STF. Essa atitude vai gerar um aumento de gastos ao governo em 2019 de R$ 6 bilhões. Essas são as armadilhas que nós, os eleitores, não temos poder em desarmá-las.
    Os exemplos são tantos que:
    Temos 13 milhões de desempregados,
    Temos atrasos causados por privilégios a classes de párias,
    Temos uma realidade que impede o bem-estar da maioria da população,
    Temos, um país, que grita por mudança...

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  • dejair minotti jaboticabal - SP

    Que não seja pirotecnia ... e que corruptos e corruptores sejam colocados em celas comuns, com marginais comuns, não como o apedeuta, cuja a ultima função foi ser corrupto e ladrão do povo brasileiro, e acabou numa sala de estar com tv, esteira, visitas liberadas e etc.... Chega de anos de enganação do povo, demonstrando aquilo que não ocorre..., maluf deve voltar para Papuda, ser velho não é prerrogativa porque os canalhas também envelhecem... Se sala de estar é para ex presidentes, que o Fernandinho Beira Mar e o Marcola tenham o mesmo direito como ex- presidentes do crime organizado, aliás mais direitos que o apedeuta que praticou crime desorganizado.... Pobre Brasil.

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  • fernando travassos de azevedo villela Marília - SP

    Acho que vale a quebras de sigilo da deputada Tereza Cristina para ver como é paga esta parceria... Golpe antigo para receber propina. Vamos avaliar o valor e compara-lo ao praticado no mercado.......

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    • JOEL FIGUEIREDO MASCARENHASCAMPO GRANDE - MS

      Sou produtor rural em MS e conheço a deputada há anos..., no meu entender foi uma ótima escolha do Bolsonaro..., ele está escolhendo pessoas dispostas a trabalhar por um Brasil melhor..., acredito na honestidade da futura ministra.

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