Justiça solta deputado eleito Neri Geller que foi preso em nova fase da Lava Jato

Publicado em 12/11/2018 08:41
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O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, acaba de conceder habeas corpus para o ex-ministro da Agricultura e deputado federal eleito Neri Geller, que foi preso na sexta-feira de manhã, na Operação Capitu/Lava Jato, da Polícia Federal. Geller responderá pelas acusações em liberdade. A assessoria, em nota, diz que deputado recebeu a notícia com serenidade e se diz “confiante na justiça”. Os advogados agora tentam cumprir a determinação para que Geller retome suas atividades e preste todos os esclarecimentos necessários ao restabelecimento.

Ele havia sido preso com base na delação de um executivo da JBS que afirmou ter feito repasses de R$250 mil/mês durante certo período,  em 2014, quando era ministro, para que fosse mantido esquema iniciado por seu antecessor o então ministro Antônio Andrade, vice-governador de Minas Gerais que também foi preso nesta operação juntamente com Joesley Batista, sócio da JBS, do executivo Ricardo Saud, o ex-secretário no Ministério da Agricultura em 2013 Rodrigo Figueiredo (advogado mato-grossense)

A Polícia Federal aponta que, com base em delações, feitas este ano, pelo doleiro Lucio Funaro, entre os atos de ofício praticados pelos servidores do ministério da Agricultura “destacam-se a expedição de atos normativos, determinando a regulamentação da exportação de despojos; a proibição do uso da ivermectina de longa duração; e a federalização das inspeções de frigoríficos. O grupo empresarial teria pago R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e R$ 5 milhões pela proibição do uso da ivermectina de longa duração. Um deputado pela Paraíba (também preso) à época dos fatos teria recebido R$ 50 mil do grupo como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda, cujo objeto tinha natureza totalmente diversa do escopo da medida provisória nº 653/2014 na qual foi inserida. A JBS também teria pago, na época, propina de R$ 30 milhões para o deputado Eduardo Cunha, que está preso por outros crimes e na operação Capitu teve novo mandado de prisão, vencer a eleição para presidente da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Só Notícias

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