TSE aponta indícios de irregularidades em prestação de contas de Bolsonaro

Publicado em 13/11/2018 07:41
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BRASÍLIA (Reuters) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou uma série de indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro e deu prazo de três dias para a equipe do ganhador da eleição presidencial de outubro encaminhar uma complementação e esclarecimentos sobre as contas, de acordo com despacho da corte publicado na noite de segunda-feira.

São apontadas como irregularidades na prestação de contas indícios de doação de fonte vedada, indícios de recursos de origem não identificada e ausência de informação de gastos eleitorais na prestação de contas parcial, entre outras.

O TSE também apontou ausência de contrato de prestação de serviços de financiamento coletivo e descumprimento de prazo para entrega do relatório financeiro.

"Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato, em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências ou registros na prestação de contas, relatados a seguir, para os quais se solicitam esclarecimentos e encaminhamento de documentação comprovatório", disseram analistas do TSE na avaliação da prestação de contas de Bolsonaro.

"Diante do exposto... necessário se faz que o candidato Jair Messias Bolsonaro seja diligenciado para, no prazo de três dias, complementar dados e documentação e/ou prestar esclarecimentos justificativas, com vias ao saneamentos dos apontamentos desta unidade técnica", acrescentaram os técnicos do tribunal.

Procurada pela Reuters, a defesa de Bolsonaro junto ao TSE não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Para que o candidato eleito seja diplomado pela Justiça Eleitoral, é necessário que as contas estejam julgadas pelo plenário do TSE, para onde o processo será encaminhado após a conclusão da análise pela área técnica.

No caso de Bolsonaro, a diplomação está marcada para o dia 10 de dezembro, de acordo com o tribunal.

(Reportagem de Ricardo Brito)

Fonte: Reuters

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