Lula depõe à substituta de Moro nesta 4ª sobre sítio de Atibaia

Publicado em 14/11/2018 10:17 e atualizado em 14/11/2018 21:51
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Lula começa a depor

Começou o interrogatório de Lula sobre a reforma do sítio de Atibaia.

O isolamento de Lula

Depois de prestar depoimento à juíza Gabriela Hardt, Lula vai ficar isolado em sua cela até segunda-feira.

A Folha de S. Paulo lamenta que, “por causa do feriado, as visitas da família e de amigos, sempre às quintas, foram canceladas. Na sexta, a PF emenda o feriado e fica fechada para desinsetização, como registramos — nem os advogados podem entrar”.

Pode-se imaginar a felicidade do presidiário ao receber a agradável visita de Cristiano Zanin na semana que vem.

Lula sem discurso

Lula vai tentar transformar o banco dos réus num palanque contra Sergio Moro.

Diz a Folha de S. Paulo:

“Aliados esperam que o ex-presidente aproveite o momento para se manifestar sobre a indicação de Moro ao ministério, e questione a imparcialidade do juiz, que deve pedir exoneração até o fim do ano.”

A juíza Gabriela Hardt tem de cortar esse discurso, porque Sergio Moro já anunciou que não vai sentenciar o chefe da ORCRIM.

“O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”

Em uma melancólica entrevista em frente à carceragem da PF em Curitiba, Paulo Pimenta atacou Raquel Dodge, dizendo ser “vergonhoso” o silêncio da procuradora-geral da República diante da indicação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça.

Em seguida, o deputado petista foi interrompido por umas três pessoas que puxaram o grito de “o Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.

Ele volta?

Roberto Teixeira, acusado de lavagem de dinheiro no caso do sítio de Lula, “vai ao exterior para se consultar com um médico”, diz a Veja.

Depois ele volta, não é?

O pavor do PT

“Com a vitória de Jair Bolsonaro, a prisão prolongada de Lula e o desgaste da imagem da sigla, os petistas se armam para uma batalha duradoura”, diz Bruno Boghossian, na Folha de S. Paulo.

Na verdade, o PT está apavorado com Sergio Moro.

“Dirigentes temem que a Justiça Eleitoral obrigue o PT a pagar R$ 20 milhões para devolver o dinheiro gasto com a candidatura de Lula ou reabra processos que pedem a cassação do registro da sigla”.

A caravana lulista sumiu

Antes de ser interrogado pela juíza Gabriela Hardt, Lula vai receber a visita de Fernando Haddad.

“Ao contrário dos depoimentos anteriores”, diz a Folha de S. Paulo, “não está prevista a realização de grandes atos, nem são esperadas numerosas caravanas de outros estados.

O esquema de segurança em torno da sede da Justiça Federal também foi reduzido: apenas um pequeno trecho na avenida Anita Garibaldi, no entorno do prédio, ficará bloqueado para carros. O bloqueio começará somente após a chegada da escolta da PF, e deve durar até o término do interrogatório.”

Feliz 2019, Lula

Lula só vai ser condenado pela propina do sítio em Atibaia no ano que vem, depois do recesso, a partir de 8 de janeiro.

No mesmo período, ele deve ser condenado também pela propina do Instituto Lula.

E veja ainda:

>> Laudo mostra perícias e fotos do sítio de Lula em Atibaia

No Estadão: Lula deixa prisão pela 1ª vez  em 7 meses para depor com substituta de Moro

Luiz Inácio Lula da Silva deixa no fim da manhã desta quarta-feira, 14, a sede da Polícia Federal em Curitiba pela primeira vez desde que foi preso, no dia 7 de abril. O ex-presidente será ouvido como réu da ação penal do sítio de Atibaia (SP). Nessa ação penal, o petista é acusado de 10 atos de corrupção e 44 de lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato.

O interrogatório começa às 14h. É a terceira vez que Lula será interrogado como réu da Lava Jato, a primeira foi em 10 maio de 2017, a segunda vez, em 13 de setembro. Mas a primeira como preso e também sem o juiz federal Sérgio Moro, que se afastou dos processos para ser futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Lula sustenta que é inocente, que não existem provas contra ele e que é vítima de uma perseguição política nos processos da Lava Jato. Sua defesa acusa também Moro de ter perdido a imparcialidade nos processos e tenta, sem sucesso, anular os casos.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

Fonte: O Antagonista + Estadão

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