Bovespa tem sessão sem viés definido com JBS disparando após resultado; Vale cai 2 %

Publicado em 14/11/2018 13:20
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista não mostrava uma tendência clara nesta quarta-feira, véspera de feriado no Brasil, com resultados de empresas como JBS e BR Malls repercutindo positivamente no pregão no final da safra de balanços, enquanto a queda dos papéis da Vale pressionava negativamente.

Às 12:09, o Ibovespa subia 0,47 por cento, a 85.309,78 pontos. O volume financeiro somava 3,5 bilhões de reais.

Agentes financeiros também permanecem na expectativa de sinais mais claros sobre os planos econômicos do novo governo, principalmente o cenário para a reforma da Previdência, considerada por eles primordial para a melhora das perspectivas fiscais do país e, assim, para a confiança do mercado.

Para a equipe da corretora Mirae, com a expectativa de não votação da reforma da Previdência em 2018 e a indefinição de nomes para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, o mercado tende a acompanhar as praças externas.

No exterior, as bolsas não mostravam uma tendência única, em meio a preocupações com o crescimento econômico mundial, particularmente na China, após dados de vendas no varejo ficarem abaixo das expectativas em outubro, apesar da aceleração na produção industrial e de investimentos.

Dados sobre as economias da Alemanha e do Japão corroboravam os receios sobre a atividade global.

Também no radar estava a revisão semestral dos índices MSCI Global Standard que passa a vigorar no fechamento do dia 30 de novembro. Em relação a ações brasileiras, entrou B2W e saíram EDP Energias do Brasil e Odontoprev. [http://bit.ly/2OJeiCr]

No MSCI Global Small Caps, foram incluídas as ações da EDP Energias do Brasil, Eneva, Grendene e da Odontoprev, enquanto B2W foi excluída. [http://bit.ly/2TaLZ3j]

O pregão ainda era marcado por vencimento de contratos de opções sobre o Ibovespa.

DESTAQUES

- JBS valorizava-se 7 por cento, após a maior processadora de carnes do mundo divulgar prejuízo no terceiro trimestre menor do que o esperado e resultado operacional medido pelo Ebitda de 4,3 bilhões de reais, acima das expectativas. A queda da alavancagem também agradou.

- VALE recuava 2 por cento, respondendo pela maior pressão de baixa do índice, seguindo o movimento negativo de ações de mineradoras na Europa, afetadas por temores sobre desaquecimento na maior consumidora de metais do mundo, a China, após dados piores sobre varejo naquele país.

- COSAN valorizava-se 2,18 por cento, tendo de pano de fundo acordo de sua subsidiária Comgás com a Petrobras sobre os termos aditivos contratuais para fornecimento de gás até 2021. As empresas também concordaram em encerrar ações judiciais que versavam sobre o contrato.

- BRADESCO PN subia 0,97 por cento, também ajudando o Ibovespa, em razão do peso relevante na carteira, enquanto o rival ITAÚ UNIBANCO PN avançava 0,69 por cento. BANCO DO BRASIL subia 0,31 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT ganhava 0,60 por cento.

- PETROBRAS PN subia 1,4 por cento, encontrando suporte na recuperação dos preços do petróleo no mercado externo. A petrolífera de controle estatal divulgou mais cedo que a gestora BlackRock comprou ações da companhia, passando a deter cerca de 5 por cento das preferenciais.

- BRMALLS subia 4,2 por cento, tendo de pano de fundo alta de 12 por cento no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, para 123,4 milhões de reais, enquanto executivos da administradora de shopping centers veem um quarto trimestre consistente.

- EDP ENERGIAS DO BRASIL recuava 3 por cento, tendo no radar a exclusão dos papéis da elétrica do MSCI na composição que passará a valer no final do mês.

- CEMIG PN cedia 0,44 por cento, antes da divulgação do balanço após o fechamento desta quarta-feira.

(Por Paula Arend Laier)

Fonte: Reuters

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