Bolsonaro diz que pode ser operado em 20 de janeiro (Reuters)

Publicado em 23/11/2018 15:55 e atualizado em 24/11/2018 19:10
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse neste sábado que, se tudo der certo, pode ser submetido a uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia em 20 de janeiro de 2019, após sua posse na Presidência.

Mas, segundo ele, a intervenção cirúrgica ainda dependerá de uma avaliação médica e da recuperação de uma inflamação detectada no peritônio, membrana que fica entre a parede do abdômen e os órgão digestivos.

Na véspera, ele esteve com médicos do hospital Albert Einstein, em São Paulo, para exames pré-operatórios, mas a inflamação foi detectada, provocando o adiamento da cirurgia que ocorreria em dezembro.

Bolsonaro afirmou ainda a jornalistas neste sábado, depois de participar de uma cerimônia militar na zona oeste do Rio de Janeiro, que voltará ao Albert Einstein no dia 19 de janeiro para uma nova avaliação.

Ele disse que, se estiver bem, pode ser operado no dia seguinte.

"Fiz uma nova avaliação, a recomendação, ou melhor, a decisão do doutor Macedo (médico) foi marcar dia 19 de janeiro para eu comparecer novamente em São Paulo, e se estiver em condições, dado o grave caso de infecção ainda, eu opero dia 20, do contrário, será novamente adiado", disse ele.

Bolsonaro admitiu que, às vezes, tem abusado e desobedecido a orientação dos médicos, e que continua proibido de fazer esforço prolongados.

Em setembro, Bolsonaro sofreu um ataque a faca durante evento da campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG) e passou pela colostomia, carregando junto ao corpo desde então uma bolsa que liga trechos de seu intestino.

A cirurgia de reversão visa retirar essa bolsa e reconectar o intestino do presidente eleito.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Com aderência intestinal e inflamação, Bolsonaro fará nova cirurgia só em 2019

SÃO PAULO - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) passará pela cirurgia de retirada da bolsa de colostomia somente no ano que vem, após a posse, informou na tarde desta sexta, 23, boletim médico do Hospital Israelita Albert Einstein, onde Bolsonaro passou por exames no período da manhã.

A estimativa inicial dos médicos era de que a operação pudesse ser realizada já a partir de 12 dezembro, mas o procedimento teve que ser adiado por causa de problemas detectados nos testes realizados nesta sexta.

Segundo o boletim, "os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio (membrana que envolve órgãos do sistema digestivo) e processo de aderência entre as alças intestinais". Por conta disso, a equipe declarou que, em reunião multiprofissional, decidiu "postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal".

De acordo com a equipe médica, o presidente eleito "será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia".

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Fonte: Estadão

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