Na 1ª pesquisa sobre Governo Bolsonaro, a expectativa é positiva para 57% da população, diz XP/Ipespe

Publicado em 27/11/2018 16:34 e atualizado em 27/11/2018 19:45
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A expectativa dos brasileiros em relação ao próximo governo é positiva para 57% dos entrevistados da  primeira pesquisa mensal sobre aprovação do governo e do Congresso divulgada nesta terça, 27, pela XP Investimentos.

Para 38% das pessoas, Jair Bolsonaro fará um governo regular (18%) e péssimo (20%).

Com relação à montagem da futura equipe, 63% dos entrevistados disseram aprová-la contra 26% que a desaprovam. 

A consultoria, em parceria com o Ipespe, entrevistou 1.000 pessoas por telefone entre os dias 21 e 23 de novembro das cinco Regiões do Brasil.

A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Parte da imprensa torce o nariz para a indicação de Moro. Pense: ela vai ajudar você a decifrar o atual momento?... LEIA AQUI

Fé que a corrupção vai diminuir

Pesquisa da XP Investimento divulgada nesta terça, 27, mostra que 56% dos entrevistados acreditam que a corrupção vai diminuir (38%) ou diminuir muito (18%) nos próximos seis meses. Os menos otimistas com o combate à corrupção, encarnado no futuro ministro Sérgio Moro, acham que o nível de corrupção do País vai continuar como está (23%), enquanto 9% acreditam que vai aumentar ou aumentar muito (8%).

O otimismo com Jair Bolsonaro e Sergio Moro, pelo visto, é grande.

Parte da grande imprensa está torcendo contra o futuro governo Jair Bolsonaro. Entenda AQUI

A consultoria, em parceria com o Ipespe, entrevistou 1.000 pessoas por telefone entre os dias 21 e 23 de novembro das cinco Regiões do Brasil. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

65% consideram atual Congresso ruim ou péssimo, diz pesquisa XP

A pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje mostra que 65% dos entrevistados consideram o atual Congresso Nacional ruim ou péssimo, enquanto 28% consideram regular; e apenas 5%, ótimo.

A avaliação ainda pode piorar, se os parlamentares derem novos golpes contra a Lava Jato até o fim do ano.

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Avaliação de Temer ‘melhora’, mas 64% consideram governo ruim ou péssimo

Para ficar ruim, a avaliação de Michel Temer precisava melhorar muito.

E melhorou, de acordo com a pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje.

Agora, em vez dos últimos 77%, ‘só’ 64% dos entrevistados consideram o atual governo ruim ou péssimo, enquanto 27% acham regular; e apenas 8%, ótimo.

Se tivesse vetado o aumento salarial dos ministros do STF, Temer teria conseguido uma avaliação um pouco menos ruim.

Conheça as questões definidoras do futuro governo — e do Brasil AQUI

67% consideram necessária a reforma da Previdência, diz pesquisa XP

A pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje mostra que 67% dos entrevistados consideram necessária a reforma da Previdência, enquanto 28% rechaçam a necessidade da medida.

Apenas 5% não sabem ou não responderam.

Os generais acompanham as primeiras ações do futuro governo — e não aprovam tudo... LEIA AQUI

Para 57%, idade mínima deve ser menor que 62 anos para mulher e 65 para homem

Embora 67% dos entrevistados considerem necessária a reforma da Previdência, apenas 34% concordam com a proposta atual de idade mínima de 62 anos para as mulheres e de 65 anos para os homens se aposentarem.

A maioria – 57% – discorda e considera que as idades mínimas devem ser menores.

Somente 3% discordam e consideram que as idades devem ser maiores. Para outros 3%, não deve ter idade mínima, apenas tempo de contribuição.

Outros 3% não sabem ou não responderam.

Os generais acompanham as primeiras ações do futuro governo — e não aprovam tudo... LEIA AQUI

“Oportunidade histórica”, diz Bolton sobre parceria de Trump com Bolsonaro

O conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, John Bolton, disse à imprensa hoje que vê como uma “oportunidade histórica” a aproximação com o governo de Jair Bolsonaro.

Bolton se reunirá com Bolsonaro na quinta-feira 29.

“É uma oportunidade histórica para Brasil e EUA trabalharem juntos em vários setores, como economia, segurança e outras.”

Segundo o secretário americano, o objetivo da visita é também ouvir as prioridades de Bolsonaro e “preparar o terreno” para um encontro entre os dois presidentes.

No horizonte da cooperação bilateral, está ainda construção de uma estratégia regional para lidar com a influência da China no continente e para combater a ideologia disseminada por Cuba e Venezuela. 

Apostas a favor do novo governo (EDITORIAL DO ESTADÃO)

As apostas a favor continuam aumentando. Se os apostadores estiverem certos, o futuro presidente começará seu mandato com inflação e juros mais baixos que o previsto

As apostas a favor do novo governo continuam aumentando. Se os apostadores estiverem certos, o futuro presidente começará seu mandato com inflação e juros mais baixos que aqueles previstos até há poucos dias. Será uma bênção poder enfrentar o primeiro grande obstáculo, o desarranjo das contas públicas, sem ter de se preocupar com maiores pressões inflacionárias e com maiores encargos financeiros. A gestão das finanças federais também será facilitada, em 2019, se os investidores estrangeiros continuarem confiantes como nos últimos dois meses. A melhora do humor nos mercados foi perceptível desde a campanha eleitoral, quando ficou mais clara a desvantagem do PT e de seus aliados. Na semana passada, as novas expectativas foram expressadas mais nitidamente em projeções captadas no mercado pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC).

A redução dos juros previstos para 2019 foi enfim expressada em números na pesquisa fechada em 23 de novembro e divulgada ontem. A mediana das projeções para a taxa básica de juros, a Selic, passou de 8% para 7,75% ao ano. A estimativa de 8% havia sido sustentada pelos economistas por 44 semanas, isto é, por cerca de 11 meses.

Diante da inflação moderada, economistas vieram consolidando há algum tempo a expectativa de uma política monetária suave ainda por alguns meses. O BC manteve em outubro, pela quinta vez, a taxa básica de 6,50%, menos de metade daquela em vigor há pouco mais de dois anos, de 14,25%. Além disso, a autoridade monetária acaba de afrouxar as normas do depósito compulsório dos bancos, abrindo espaço para a liberação de R$ 2,7 bilhões neste fim de ano.

A expectativa de manutenção dos 6,5% em dezembro, na última reunião prevista em 2018 para o Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, já se havia formado há várias semanas. A novidade, agora, é a redução explícita da taxa básica esperada para o fim do próximo ano. Para os dois anos seguintes a mediana das projeções continuou em 8%.

O corte na taxa Selic estimada para 2019 acompanhou a evolução da alta de preços prevista para o período. Em quatro semanas caiu de 4,22% para 4% a variação estimada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esses números, como os demais, correspondem às medianas das projeções. No caso das instituições com cálculos atualizados nos cinco dias úteis anteriores à pesquisa, a queda em quatro semanas foi de 4,20% para 4,12%. Para 2020 as projeções foram mantidas em 4%. Para 2021, as estimativas bateram em 3,90%.

Nos próximos três anos, durante três quartos do novo período presidencial, a inflação continuará, portanto, compatível com as metas fixadas pelas autoridades, se as projeções estiverem corretas.

Estimativas para um período tão longo são arriscadas, mas os números da pesquisa Focus mostram, pelo menos, um cenário de pressões toleráveis. Manter a inflação em ritmo suportável dependerá do sucesso nos ajustes e reformas indispensáveis à recuperação das contas públicas. As expectativas do mercado valem por um voto de confiança na execução dessa política.

Confiança semelhante vem sendo exibida por estrangeiros compradores de títulos do Tesouro. Em outubro, investidores de fora do Brasil aumentaram sua participação na dívida mobiliária federal. Embora as condições de crédito tenham piorado para grande parte dos emergentes, o fluxo de dinheiro para o Brasil ficou mais favorável. A saída de recursos de não residentes vinha diminuindo nos últimos meses e tornou-se positiva em outubro, com ingresso líquido de cerca de R$ 9,9 bilhões. Em novembro o cenário continuou favorável, segundo o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Luís Felipe Vital.

Apesar das boas apostas em relação a preços, juros e finanças públicas, o mercado continua projetando crescimento econômico de apenas 2,50% ao ano entre 2019 e 2021. Ajustes serão indispensáveis, mas um maior dinamismo dependerá de ganhos de produtividade, um desafio adicional à competência do novo governo.

A volta da confiança; empresários industriais nunca estiveram tão confiantes

Nos últimos oito anos, os empresários industriais nunca estiveram tão confiantes como estão agora. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) alcançou 63,2 pontos em novembro, 9,5 pontos mais do que o registrado no mês anterior. É o maior índice desde setembro de 2010 (de 63,3 pontos), quando o País ainda vivia a euforia do fim do segundo mandato de Lula. Essa euforia se esvairia nos meses seguintes, após a primeira vitória eleitoral de Dilma Rousseff, e se transformaria em pesadelo para o empresariado, para os trabalhadores e para a sociedade na desastrosa gestão do poste que Lula da Silva escolheu para suceder-lhe na Presidência da República.

Quanto mais acima de 50 pontos estiver o Icei, maior e mais disseminada é a confiança do empresário. Os números do Icei mostram que a confiança da indústria está acima da média histórica (de 54,2 pontos) e podem prenunciar uma mudança para melhor no ambiente econômico. É como se, finalmente, os piores efeitos da maléfica política dilmista começassem a ser superados de maneira firme.

“Empresários mais confiantes têm mais disposição para investir, tomar riscos, contratar trabalhadores e comprar mais matérias-primas”, disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “Isso torna o ambiente mais propício ao crescimento.”

É lenta ainda a recuperação da economia. Segundo o Monitor do PIB elaborado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% em setembro, na comparação com agosto. No terceiro trimestre do ano, o crescimento foi de 1,0% na comparação com o trimestre anterior. É o sétimo crescimento trimestral consecutivo desde o fim da recessão, o que mostra uma recuperação firme, embora modesta. Na comparação com igual trimestre de 2017, o aumento do PIB foi de 1,7%.

O índice mensal da FGV, baseado nas mesmas fontes de dados e na mesma metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo oficial do PIB brasileiro, tem comportamento ligeiramente diferente do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do resultado oficial. No resultado acumulado do trimestre, no entanto, os dois indicadores se aproximam (o IBC-Br do terceiro trimestre ficou 1,72% acima do resultado de um ano antes).

Um dos componentes do Monitor da FGV, o consumo das famílias, teve aumento de 1,7% no terceiro trimestre, na comparação com igual período de 2017. É possível que esse aumento se acentue nos próximos meses, pois outra pesquisa – a de Intenção de Consumo das Famílias, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) – mostrou que os brasileiros estão mais propensos a comprar. O índice da CNC de novembro ficou 1,1% acima do de outubro; na comparação com novembro de 2017, o aumento foi de 9,2%. A expectativa de melhora de renda, com o recebimento do PIS/Pasep e o pagamento do décimo terceiro salário, a inflação sob controle e a recuperação da atividade econômica são fatores citados pela CNC para explicar a maior disposição de consumo das famílias.

Esses dados parecem justificar também a pesquisa feita pela Associação Nacional das Instituições de Credito, Financiamento e Investimento (Acrefi) em parceria com a Kantar TNS, segundo a qual pela primeira vez desde 2015 o otimismo em relação à economia cresceu e alcançou 60% da população. Feita logo após a eleição presidencial de outubro, a pesquisa constatou que 66% dos entrevistados acreditam no crescimento daqui para a frente.

A decisão do Banco Central de simplificar ainda mais as regras de recolhimento dos depósitos compulsórios – parcela dos depósitos à vista e a prazo que as instituições financeiras precisam recolher ao Banco Central – é uma boa sinalização de que, a depender da autoridade monetária, a atividade econômica continuará sendo estimulada.

Nacionalismo, patriotismo e interesse nacional (por RUBENS BARBOSA/Estadão)

As comemorações pelo centenário do fim da Guerra de 1914-18, em Paris, reforçaram minha convicção de que estamos vivendo tempos estranhos e um momento de grande complexidade e incerteza no cenário internacional, com consequências para todos os países.

Foi curioso ver pequenos detalhes protocolares desencadearem reações políticas, como no caso da Sérvia, que se sentiu insultada pela baixa posição que seu presidente ocupou em relação ao Kosovo, colocado mais próximo ao presidente francês pelo cerimonial. Afinal, foi em Sarajevo que tudo começou. Notei a ausência do Brasil, convidado pela primeira vez para um encontro dessa magnitude, que seria uma oportunidade para mostrar que nosso país existe, tem presidente e foi parte das duas guerras (quando estava como embaixador em Londres, participei com o presidente FHC das celebrações do Dia da Vitória da 2.ª Grande Guerra, a de 1939-45, com o Brasil sendo convidado pela primeira vez). 

Todos puderam assistir à deliciosa coreografia do poder entre Putin e Trump, que chegaram em limusines cercadas de seguranças, enquanto os outros 82 chefes de Estado e de governo saíram juntos do Palácio Élysée em ônibus especiais. Os líderes norte-americano e russo esperaram, escondidos, que todos tomassem assento para assumirem seus lugares ao lado do presidente Macron. Putin, mais esperto, esperou para chegar por último...

O presidente Macron, em discurso na solenidade, em vez de saudar a presença dos líderes mundiais, de ressaltar a paz e a superação da guerra fria entre EUA e Rússia, resolveu chamar a atenção para as ameaças atuais que põem a estabilidade internacional de novo em perigo, põem em risco a democracia e dividem os países ocidentais. Observou que os pilares que sustentam os regimes democráticos são mais importantes que a unidade transatlântica e nesse contexto mencionou que o patriotismo é mais importante que o nacionalismo. Essa afirmação tinha endereço direto não só aos grupos de direita radical na França, como, de maneira pouco sutil, era uma crítica direta aos que dizem colocar os interesses de seus países em primeiro lugar e a consequência disso para os outros pouco importa. Ao qualificar o nacionalismo como traição ao patriotismo, exagerou, porque o termo na França é associado à extrema direita, enquanto em outros países a expressão se renova e tem conotação valorizada, como, por exemplo, na Irlanda e no Canadá.

A tensão estava criada. Não era a primeira vez que Macron, depois de ter sido um amigo muito próximo, divergia publicamente do presidente dos EUA. As boas relações pessoais se deterioraram diante das decisões de Washington de abandonar o Acordo de Paris sobre clima e pelo término do programa nuclear com o Irã. E também por estimular o protecionismo (ameaça de guerra comercial com a China), criticar o multilateralismo e tornar difícil a solução de dois Estados para o conflito Israel-palestinos.

Não foi surpresa a reação de Trump ao anfitrião, mas sim sua rapidez e virulência. Na tarde do dia 11, Macron organizou o Fórum da Paz, com o objetivo de defender o multilateralismo, um dos pilares da nova ordem internacional depois de 1945 com o surgimento da ONU e do Gatt/OMC, que os EUA ajudaram poderosamente a criar e agora procuram solapar. Todos os chefes de Estado compareceram, com exceção de Trump, que preferiu visitar sozinho cemitério militar americano na França. Além disso, desde a véspera havia iniciado uma troca de tuítes virulentos com Macron, trazendo a público a crescente rivalidade entre os dois líderes num momento de aumento das tensões transatlânticas. Apoio de Trump aos movimentos populistas-nacionalistas na Europa, despesas militares na Otan, criação de exército europeu, proposto por Macron-Merkel, e até ameaça velada à exportação de vinhos franceses para os EUA entraram na inusitada altercação presidencial. Ficou evidenciado o divórcio entre Trump e a Europa, em especial com as instituições supranacionais e multilaterais.

Cabem alguns comentários sobre o que se falou durante a cerimônia de Paris. A crítica de Macron ao nacionalismo está associada à direita populista de Marine le Pen, que, sob o pretexto de defender a nação, defende posições radicais contra o movimento de unidade europeia. Por outro lado, Trump não está preocupado com a unidade da Europa (agora ameaçada com a saída da Grã-Bretanha), mas sim com a China, e não quer continuar com os altos gastos militares na Otan. Por outro lado, talvez Macron não soubesse, mas a palavra patriotismo é pouco usada nos EUA, talvez por motivos históricos, além de ter ali um sentido algo pejorativo. Ao elogiar o patriotismo – com significado positivo nos países de língua latina –, Macron fez Trump se lembrar de frase atribuída a Samuel Johnson, “o patriotismo é o ultimo refúgio do canalha”. A oposição às instituições supranacionais e multilaterais representam um viés característico da superpotência norte-americana, agora exacerbado por Trump.

Qualquer semelhança disso tudo com alguns aspectos da discussão hoje no Brasil, em especial depois da eleição e da escolha do futuro ministro do exterior, não é mera coincidência.

A cerimônia parisiense mostra igualmente como é perigoso para qualquer país, nos tempos incertos que vivemos, declarar alinhamentos e afinidades definitivas com base em laços pessoais. Como aprendi nos meus primeiros anos no Itamaraty, os países (e os líderes) não têm amigos, têm interesses. O realismo e o pragmatismo na ação diplomática e comercial deverão prevalecer sobre vagos anseios conceituais, como o antiglobalismo e a defesa do Ocidente, de inspiração trumpista, bem assim sobre atitudes ideológicas em relação a China.

O interesse nacional, acima de países, grupos ou partidos, é a prioridade da política externa.

*PRESIDENTE DO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COMÉRCIO EXTERIOR (IRICE)

Apesar de fraqueza no exterior, Bolsa tem forte avanço; dólar recua

Bolsa avançava acima de 2% na tarde desta terça-feira; dólar recua após leilão do Banco Central (no ESTADÃO)

O Índice Bovespa, que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, continuou a renovar máximas nos negócios da última hora e opera acima dos 87 mil pontos, apesar do fraco desempenho das bolsas de Nova York. Todas as blue chips registram ganhos significativos e as poucas baixas do dia são na maioria de ações de empresas exportadoras, que recuam alinhadas à queda do dólar. A moeda americana, por sua vez, segue em baixa moderada, abaixo dos R$ 3,90, em reflexo do leilão de US$ 2 bilhões em linha cambial feito pelo Banco Central mais cedo.

Por volta das 16h40, o Ibovespa operava com 87,8 mil pontos, em alta de 2,7%. Operadores afirmam que há sinais de participação de investidores estrangeiros nas ordens de compra, apesar das sucessivas retiradas de recursos externos da Bolsa nos últimos dias. No mercado de câmbio, o dólar caía 1,3%, cotado a R$ 3,87.

Ibovespa
A alta do Ibovespa é sustentada principalmente pelas ações do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do índice, que avançam em torno de 3%. Também contribui em boa medida os papéis da Petrobras, apesar da baixa dos preços do petróleo nos mercados futuros de Nova York e Londres.

Está no radar dos investidores a tramitação no Senado do projeto que revê o contrato de cessão onerosa. A falta de acordo entre a equipe econômica e o Senado deve adiar a votação para amanhã, segundo informaram fontes ao Broadcast. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá às 17h uma reunião no Tribunal de Contas da União (TCU) e a cessão onerosa deve ser um dos assuntos a serem tratados.

Entre os papéis financeiros, destaque para B3 ON, que avançava 3,94% no horário acima. Na renda fixa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 tinha taxa de 8,02%, ante 7,98% do ajuste de ontem.

Fonte: XP/Antagonista/Estadão

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