Palocci diz que Lula renovou MP em troca de dinheiro para filho

Publicado em 06/12/2018 14:07 e atualizado em 06/12/2018 23:00
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Em depoimento à Justiça Federal nesta quinta-feira (6), o ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Antonio Palocci, afirmou que o ex-presidente renovou uma medida provisória em troca de dinheiro para o filho Luís Claudio Lula da Silva.

A compra de medidas provisórias é investigada na Operação Zelotes, deflagrada em 2015, que também apura irregularidades em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga processos das empresas envolvendo questões tributárias.

A defesa do ex-presidente Lula disse que as declarações de Palocci tem "nítido objetivo de atacar a honra e a reputação" dele e de seu filho Luís Claudio. Ainda segundo a defesa de Lula, Palocci sabe que suas afirmações "são mentirosas" e "não poderão ser confirmadas por qualquer testemunha". O G1 também procurou a defesa de Luís Claudio e aguardava uma resposta até a última atualização desta reportagem.

Leia a notícia na íntegra no site do G1

Lula a Palocci: “Eu já resolvi o problema dos 2 ou 3 milhões”

Em um dos trechos mais impactantes da audiência de hoje cedo na Justiça Federal, Antonio Palocci reproduz a frase de Lula sobre a ajuda para o filho Luís Cláudio, o Luleco.

Assista também:

Palocci fala do encontro com Luleco

Palocci diz que mesmo modus operandi criminoso foi aplicado para duas MPs

Lula disse para não me preocupar

 
Lula a Palocci: "Eu já resolvi o problema dos 2 ou 3 milhões" 03:45

A honra de Lula (em O Antagonista)

Cristiano Zanin atacou Antonio Palocci.

Ele soltou uma nota dizendo que o velho operador de Lula aproveitou de seu depoimento na Zelotes “para, de forma inusual, tomar a iniciativa de fazer afirmações sem qualquer relação o processo, com o nítido objetivo de atacar a honra e a reputação do ex-presidente Lula e de seu filho Luis Claudio”.

LULECO PRESO AMANHÃ

Em seu depoimento na Justica Federal, Antonio Palocci deixou claro que o dinheiro repassado pelo lobista Mauro Marcondes a Luis Cláudio Lula da Silva teve origem em pagamento pela aprovacao da Medida Provisória que beneficiou as montadoras Caoa e Mitsubishi.

Como já dissemos, Luleco foi a Palocci pedir de dois a três milhoes de reais para a TouchDown. O ex–ministro, que mantinha escritório no mesmo prédio dos filhos de Lula, foi falar com o ex-presidente sobre a ajuda.

O pedido de Luleco

Antonio Palocci disse ao juiz Ricardo Leite que Luleco pediu-lhe de 2 milhões de reais a 3 milhões de reais para organizar um torneio de futebol americano.

No dia seguinte, ele foi falar com Lula, que lhe comunicou que Mauro Marcondes, da CAOA, já havia repassado o dinheiro.

VÍDEO – Assista a íntegra do depoimento de Palocci contra Lula no caso das MPs

Assista abaixo a íntegra do depoimento em que Antonio Palocci entrega Lula no esquema de propina para a aprovação de medidas provisórias de interesse do setor automotivo.

Assista também os trechos mais importantes:

Lula a Palocci: “Eu já resolvi o problema dos 2 ou 3 milhões”

Palocci fala do encontro com Luleco

Palocci diz que mesmo modus operandi criminoso foi aplicado para duas MPs

Lula disse para não me preocupar

Flávio Bolsonaro empregou na Alerj família de PM monitorado pelo Coaf

Flávio Bolsonaro, senador eleito, empregou em seu gabinete na Alerj a mulher e as duas filhas de seu ex-assessor e PM Fabrício Queiroz, informa Lauro Jardim.

Queiroz, que trabalhou até outubro com Flávio, está sendo investigado em razão de um relatório do Coaf que apontou “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias.

Além de Queiroz, sua mulher, Márcia Aguiar, e duas filhas, Nathália e Evelyn, também foram empregadas pelo senador eleito. Evelyn ainda é assessora de seu gabinete na Alerj.

Procurado por O Globo, Flávio afirmou que todas as nomeações foram publicadas no Diário Oficial e que “não há nada a esconder”.

PT vai à PGR contra Flávio e Michelle Bolsonaro

Os petistas não perdem tempo: Paulo Pimenta já foi à PGR pedir que seja instaurada investigação para apurar “possíveis ilícitos criminais e administrativos” de Flávio e Michele Bolsonaro, registra a Coluna do Estadão.

O motivo alegado é a “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão por parte do PM Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito, detectada pelo Coaf.

Uma das transações elencadas no relatório do Coaf como valores pagos pelo PM é um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle, futura primeira-dama.

Pimenta solicitou à PGR que apure “principalmente” a participação de Flávio e Michelle “em possíveis ilícitos criminais e administrativos, tendo em vista que as condutas do terceiro representado [Queiroz] já são objeto de investigação”.

No Estadão: PT ingressa com representação criminal contra Flávio e Michelle Bolsonaro

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), ingressou hoje na procuradoria-geral da República com representação criminal pedindo para que seja instaurado procedimento de investigação para apurar “possíveis ilícitos criminais e administrativos” envolvendo o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e a futura primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro.

O pedido tem como base reportagem do Estadão que revelou nesta quinta-feira a existência de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que classifica como “suspeitas” movimentações financeiras do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz. O PM foi motorista de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, ambos do PSL, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017.

Uma das transações elencadas no documento é um cheque de R$ 24 mil destinado a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. A compensação do cheque em favor da esposa de Bolsonaro aparece na lista sobre valores pagos pelo PM. “Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michele de Paula firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

À PGR, o líder petista pede “a abertura de procedimento de investigação específico, com vistas a apurar principalmente a participação do primeiro (Flávio) e da segunda (Michele) representada em possíveis ilícitos criminais e administrativos, tendo em vista que as condutas do terceiro (Fabrício) representado já são objeto de investigação penal”.

E ainda: 1) instauração de procedimentos civis e administrativos, com vistas a analisar possível prática de Improbidade Administrativa; 2) solicitação de cooperação junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, com o objetivo de verificar se a segunda representada (Michelle) declarou ao fisco o recebimento dos valores, de modo a verificar a prática de possíveis crimes tributários e/ou outros ilícitos civis.

Ministério Público Federal (MPF) divulgou uma nota na tarde desta quinta-feira, 6, em que confirma a existência do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações atípicas envolvendo profissionais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento faz parte da Operação Furna da Onça, que prendeu 10 deputados estaduais do Rio de Janeiro, segundo o MPF, envolvidos em um esquema de pagamento de ‘mensalinho’.

COM A PALAVRA, FABRÍCIO JOSÉ CARLOS DE QUEIROZ

Procurado pelo Estado para se manifestar sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor parlamentar do deputado Flávio Bolsonaro, respondeu que não sabe “nada sobre o assunto”.

COM A PALAVRA, O SENADOR ELEITO FLÁVIO BOLSONARO

A chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL-RJ, afirmou que Queiroz trabalhou por mais de dez anos como segurança e motorista do deputado, “com quem construiu uma relação de amizade e confiança”.

A assessoria afirmou ainda que o filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro não tem “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar.

“No dia 16 de outubro de 2018, a pedido, ele foi exonerado do gabinete para tratar de sua passagem para a inatividade”, informou o gabinete, por meio de nota.

COM A PALAVRA, O PRESIDENTE ELEITO JAIR BOLSONARO

Procurada pelo Estado, a assessoria do presidente eleito Jair Bolsonaro não respondeu sobre o assunto, nem sobre o cheque no valor de R$ 24 mil que teria sido destinado a Michelle Bolsonaro. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A FUTURA PRIMEIRA-DAMA MICHELLE BOLSONARO

A futura primeira-dama não foi localizada na quarta-feira, 5. O espaço está aberto para manifestações.

Fonte: G1 + O Antagonista

2 comentários

  • Elói Petry Batista Cerro Largo - RS

    O Mourão, que não está envolvido em escândalos, deveria ter mais espaço no futuro governo....quem sabe, bem mais espaço.

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  • Elói Petry Batista Cerro Largo - RS

    Espero que a família Bolsonaro esclareça o dinheiro do assessor do filho que foi parar na conta da primeira dama. O novo governo nem começou, mas os escândalos sim. Que vergonha!

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Caro Elói..nem tudo que reluz é ouro..e nem tudo que é ferrugem é podre... devemos aguardar pra saber da veracidade ou não...a mídia as vezes mente e as vezes esconde a verdade de acordo com seu interesse ou quem paga mais...acho o borsanada um péssimo administrador , embora as pessoas e ideias faladas estão corretas...

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Embora as idéias e planos por ele falados estão corretos diante da situação que o pais se encontra.

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