No Estadão: China quer acordo comercial 'grande e muito abrangente', diz Trump

Publicado em 14/12/2018 15:58 e atualizado em 14/12/2018 16:38
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 14, em sua conta no Twitter que a China quer fazer um acordo comercial "grande e muito abrangente" com Washington. "Isso pode acontecer, e muito em breve!", acrescentou.

A publicação do republicano na rede social começa com uma referência aos indicadores econômicos da economia chinesa que vieram a público na madrugada desta sexta-feira. "A China acabou de anunciar que a sua economia está crescendo muito mais devagar que o previsto por causa da nossa Guerra Comercial com eles. Eles suspenderam aumentos de tarifas sobre importações dos EUA", escreveu o regente da Casa Branca. "Os EUA estão indo muito bem", concluiu.

Mais cedo, dados da indústria e do varejo da China não apenas mostraram crescimento mais fraco como vieram aquém das expectativas. A produção industrial subiu 5,4% na comparação anual de novembro, mas o resultado ficou bem abaixo do ganho de 5,9% visto em outubro e da previsão de analistas, que também era de alta de 5,9%.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Refinarias da China reduzem ritmo de atividade em novembro; gás tem produção recorde

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) - A produção nas refinarias da China em novembro atenuou os altos níveis registrados nos dois meses anteriores, mostraram dados oficiais nesta sexta-feira, enquanto as fábricas diminuíam a atividade em meio ao aumento dos estoques de derivados de petróleo e à desaceleração das vendas.

As refinarias processaram 50,46 milhões de toneladas de petróleo bruto no mês passado, ou 12,28 milhões de barris por dia, um aumento de 2,9 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas abaixo do recorde de 12,49 milhões de barris em setembro, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas.

Nos primeiros 11 meses, a produção de refinarias aumentou 7,2 por cento, para 554,48 milhões de toneladas, ou 12,12 milhões de bpd, a caminho de um recorde anual.

As vendas domésticas de gasolina e diesel desaceleraram fortemente em meados de outubro, levando o governo a baixar os preços desses produtos em novembro, em meio a uma queda acentuada nos preços globais do petróleo bruto.

Enquanto isso, a produção de gás natural da China em novembro subiu 10 por cento, para uma máxima recorde de 14,3 bilhões de metros cúbicos, segundo os dados, para atender à crescente demanda, já que a temporada de aquecimento começa em meados de novembro.

Nos primeiros 11 meses, a produção de gás subiu 6,6 por cento em relação ao ano anterior, para 143,8 bilhões cm.

(Por Chen Aizhu e Meng Meng)

Brasil está pronto se China remover tarifa sobre soja dos EUA, diz Maggi

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil está "preparado" caso a China retire tarifas sobre a soja norte-americana, disse o ministro da Agricultura brasileiro, Blairo Maggi, em referência a um eventual movimento chinês em meio a uma trégua na guerra comercial com os Estados Unidos.

"Está absolutamente preparado... A retirada do imposto lá pela China para soja americana não vai influenciar nada. O mercado vai voltar ao patamar que estava antes ou muito próximo", disse Maggi a jornalistas nesta sexta-feira, em conferência de imprensa para fazer uma balanço de sua gestão.

Com a tarifa chinesa de 25 por cento na soja dos EUA durante o segundo semestre, o Brasil pôde embarcar volumes recordes de mais de 80 milhões de toneladas de soja este ano, principalmente para a China, maior importador global.

Segundo o ministro, se a China remover as tarifas, os preços na referência global da bolsa de Chicago e no Brasil poderiam ficar mais próximos, resultando em maior previsibilidade para o mercado de soja, o que beneficiaria os produtores brasileiros, que estão perto de iniciar a colheita de uma nova safra recorde.

Com a guerra comercial, os prêmios pagos pela soja brasileira em relação a Chicago dispararam para máximas históricas neste ano, beneficiando o setor no país.

Apesar das tarifas ainda em vigor, os chineses voltaram ao mercado dos EUA, com registro de importantes negócios com soja norte-americana nesta semana, em momento em que os estoques brasileiros estão praticamente esgotados.

O governo dos EUA confirmou mais de 1,4 milhão de toneladas de soja vendida à China.

Maggi disse ainda que a qualquer momento a China poderia permitir exportações de mais unidades brasileiras de carne suína e de frango, eventualmente antes do final do ano, após uma visita técnica chinesa que inspecionou fábricas brasileiras no mês passado.

"Esperamos que a qualquer momento algumas unidades possam ser permitidas (de exportar)... Estamos esperando que, até o final do ano, a China possa aprovar alguma coisa nessa área", disse Maggi.

Ele afirmou que 79 plantas pediram permissão para exportar para a China, levantando a possibilidade de que o Brasil poderia dobrar o número de unidades que exportam carnes de frango e suína para a China se as permissões forem concedidas.

Maggi disse que pediu à futura ministra da Agricultura de Bolsonaro, Tereza Cristina, que mantenha a presença do Brasil em mercados estrangeiros e faça uma viagem para visitar os países árabes e a China logo após assumir sua posição.

Fonte: Estadão/Reuters

2 comentários

  • Elói Petry Batista Cerro Largo - RS

    Além da corrupção envolvendo o governo que nem começou, é preocupante a posição do novo governo com relação à China e ao mundo árabe.

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  • Cesar Sandri Mineiros - GO

    Seca no Sul e MS já vai acarretar perdas graves na producao de soja e consequentemente prejuízos grandes aos produtores. Quero ver agora a opinião dos agricultores sobre o fim dos subsídios e renegociações de dívidas. Estou ouvindo.

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    • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

      Olhem os preços do leite, arroz, café, porco, frango e muitos outros produtos agrícolas e me diga onde tem subsídio no Brasil?

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      Só pode subsidio para tirar o milho do centro-oeste para o resto do Brasil.

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    • Gilberto Rossetto Brianorte - MT

      Não haveria necessidade de se falar em renegociação de dívidas se tivesse um SEGURO que funcionasse razoavelmente bem. Como não tem, é obvio que diante de "perdas graves" haverá necessidade de renegociar dívidas, aliás isto está assegurado no manual de crédito rural. É o minimo do minimo.

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