Petrobras aprova Roberto Castello Branco como novo CEO e dispensa diretores

Publicado em 21/12/2018 17:31 e atualizado em 21/12/2018 23:52
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SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras afirmou nesta sexta-feira que seu conselho de administração nomeou Roberto Castello Branco para o cargo de presidente-executivo da petroleira.

Castello Branco, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, substituirá o atual presidente, Ivan Monteiro, a partir de 1 de janeiro de 2019.

O novo presidente, que também será membro do conselho, é graduado em economia, com doutorado na Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE) e pós-doutorado na Universidade de Chicago, mesma escola do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Castello Branco também já foi diretor da mineradora Vale, do Banco Central, do Banco Boavista e do Banco InterAtlântico, além de ter sido membro do conselho de administração da Petrobras entre maio de 2015 e abril de 2016.

Segundo fato relevante nesta sexta-feira, Monteiro será dispensado da presidência da estatal a partir de 31 de dezembro. Simultaneamente, também deixará o cargo de conselheiro.

O conselho também aprovou a dispensa de Nelson Silva do cargo de diretor-executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, e de Jorge Celestino Ramos do cargo de diretor-executivo de Refino e Gás Natural, também a partir do dia 31.

Segundo fato relevante, Solange da Silva Guedes, diretora-executiva de Exploração e Produção, e Eberaldo de Almeida Neto, diretor-executivo de Assuntos Corporativos, acumularão as posições dos diretores dispensados pelo prazo de 90 dias ou até que o conselho delibere sobre novos diretores.

CVM acusa Dilma e mais 16 por irregularidades na Petrobras envolvendo refinaria Abreu e Lima

SÃO PAULO (Reuters) - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) oficializou nesta sexta-feira acusação contra 17 ex-executivos e ex-membros do conselho de administração da Petrobras, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff, por possíveis irregularidades na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O processo foi aberto em março de 2016 e investiga possível inobservância de deveres fiduciários de administradores. Dilma foi presidente do conselho de administração da Petrobras até 2010, quando era ministra-chefe da Casa Civil.

Além de Dilma, foram acusados executivos que fizeram parte do conselho, incluindo Fábio Colletti Barbosa, Sergio Quintella, Silas Rondeau, Luciano Coutinho, Guido Mantega e Jorge Gerdau, além de ex-executivos estatal, como Sérgio Gabrielli e Maria das Graças Foster, que presidiram a empresa.

Com a construção iniciada em 2008, a refinaria inicialmente previa aportes da petrolífera estatal PDVSA, da Venezuela, mas teve suas obras bancadas inteiramente pela Petrobras. O custo total do projeto era de pouco mais de 2 bilhões de reais, mais superou 40 bilhões de reais, o que chamou a atenção de órgãos de investigação, que apuram denúncias de superfaturamento.

No mês passado, Dilma e o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros das gestões petistas Antonio Palocci e Guido Mantega tornaram-se réus na na justiça do Distrito Federal pelo crime de organização criminosa por supostos crimes cometidos na Petrobras.

Dilma e outras 11 pessoas também são alvos de outra investigação da CVM aberta em junho, para apurar eventuais irregularidades na Petrobras na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Dentro de seu plano de redução do endividamento, a Petrobras tem buscado parcerias em alguns de seus braços de negócios, como o de refino, o que a ajudaria a comprometer menos capital.

A Petrobras é o epicêntro de um escândalo de corrupção revelado pela operação Lava Jato, deflagrado em 2014 e que teve nesta semana sua 57ª fase.

Lava-Jato denuncia 42 pessoas acusadas de desvios na construção da sede da Petrobras em Salvador (em O GLOBO)

SÃO PAULO — A força-tarefa daLava-Jato do Paraná denunciou 42 pessoas sob acusação de participação em desvios na construção da sede da Petrobrasem Salvador , conhecida como Torre Pituba . De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), investigações identificaram contratações fraudulentas na obra, cujo projeto foi estimado em R$ 1, 3 bilhão.

Segundo os procuradores, os pagamentos de propina rastreados até agora já chegam a R$ 67, 2 milhões, no período de 2009 a 2016.

A obra da Torre Pituba foi alvo da 56.ª fase da operação Lava- Jato em novembro , quando foi ordenada a prisão de ex-presidentes da Petros e do sócio da OAS Cesar Mata Pires, que agora aparecem no rol de denunciados. A Petros se comprometeu a fazer a obra e a Petrobras a alugar o edifício por 30 anos.

Os acusados vão responder por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição financeira (Petros) e organização criminosa.

Entre os alvos da denúncia estão pelo menos três ex-presidentes da Petros, Wagner Pinheiro de Oliveira, Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa. Além deles, também constam entre os acusados Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras e os empresários da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, ex-presidente e César Araújo Mata Pires Filho, ex-vice-presidente.

No núcleo de operadores financeiros foram denunciados Valdemir Flávio Pereira Garreta, marqueteiro ligado ao PT, além de João Vaccari Neto e sua cunhada Marice Correa de Lima, entre outros.

Também são acusados no esquema executivos da Odebrecht e delatores, como Marcelo Odebrecht e Rogério Araújo. A denúncia, porém, não muda os termos do acordo de delação deles. Marcelo está em prisão domiciliar.

Na denúncia, o MPF pede o perdimento de R$ 150,9 milhões. O valor corresponde ao dano já calculado causado a Petros.

Fonte: Reuters/O Globo

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