Participação do dólar nas reservas globais de moedas atinge mínima em cinco anos

Publicado em 28/12/2018 18:08 e atualizado em 28/12/2018 18:46
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(Reuters) - A participação do dólar como moeda de reserva caiu no terceiro trimestre para perto da mínima em cinco anos, de acordo com dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto a fatia do euro cresceu para seu maior nível em quase quatro anos, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira.

A presença do iuan chinês na alocação das reservas encolheu pela primeira vez desde que o FMI começou a divulgar sua participação nas reservas de bancos centrais no quarto trimestre de 2016.

Reservas mantidas em iene japonês atingiram um pico de 16 anos no terceiro trimestre, mostraram os dados do FMI.

As reservas globais são ativos que os bancos centrais mantêm em diferentes moedas, usadas principalmente para dar suporte a seus passivos. Bancos centrais algumas vezes usam as reservas para ajudar a sustentar o valor de suas respectivas moedas.

O total alocado em reservas aumentou para o equivalente a 10,71 trilhões de dólares no terceiro trimestre, ante 10,51 trilhões de dólares no trimestre anterior.

Reservas mantidas em dólar subiram para 6,63 trilhões de dólares, ou 61,94 por cento das reservas alocadas no terceiro trimestre, ante 6,56 trilhões de dólares, ou 62,4 por cento no segundo trimestre. A participação do dólar nas reservas recuou para o menor nível desde o quarto trimestre de 2013, quando atingiu 61,27 por cento, segundo dados do FMI.

Os bancos centrais aparentemente diversificam mais suas reservas, se afastando da moeda norte-americana, que permanece a moeda de reserva dominante no mundo.

O dólar subiu 0,5 por cento contra a cesta das maiores moedas no terceiro trimestre, com a força do mercado de trabalho dos Estados Unidos e expectativas de altas adicionais dos juros pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, ofuscadas pela tensão comercial entre China e Estados Unidos.

(Por Richard Leong)

Fonte: Reuters

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