Produção de petróleo da Opep tem maior queda mensal em dezembro desde 2017 com corte saudita

Publicado em 03/01/2019 14:48
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Por Alex Lawler

LONDRES (Reuters) - A produção de petróleo da Opep caiu em dezembro no maior volume em quase dois anos, segundo pesquisa da Reuters, conforme a Arábia Saudita, maior exportadora, deu início a um acordo de limitação de oferta, enquanto o Irã e a Líbia registraram declínios involuntários.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, com 15 membros, produziu 32,68 milhões de barris por dia no mês passado, revelou a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, com queda de 460 mil bpd ante novembro e o maior recuo mensal desde janeiro de 2017.

A pesquisa sugere que a Arábia Saudita e alguns de seus aliados agiram unilateralmente para reforçar o mercado, já que os preços do petróleo caíram diante da possibilidade de um novo excesso. Um acordo formal da Opep e seus aliados para cortar a oferta em 2019 só entrou em vigor na terça-feira.

O petróleo <LCOc1> caiu para 56 dólares por barril, ante uma máxima de quatro anos de 86 dólares em outubro, devido a sinais de excesso de oferta.

Embora a Opep não tenha descartado novas medidas, as autoridades esperam que os preços sejam apoiados por novas quedas de produção em janeiro, com os produtores implementando o novo acordo.

"Naturalmente, ele (mercado) se ajustará a partir de agora", disse um delegado da Opep, referindo-se à tendência de queda na produção. "Espero que o mercado se recupere em breve."

A Opep, Rússia e outros países aliados, uma aliança conhecida como Opep+, concordaram em dezembro em reduzir o fornecimento em 1,2 milhão de bpd em 2019. A participação da Opep nesse corte é de 800 mil bpd.

A queda na produção da Opep em dezembro foi o maior declínio mensal desde janeiro de 2017, o primeiro mês do acordo anterior de corte de oferta, segundo a pesquisa da Reuters.

A maior queda na oferta da Opep no mês passado veio da Arábia Saudita e chegou a 400 mil bpd, mostrou a pesquisa.

(Reportagem adicional de Rania El Gamal)

Fonte: Reuters

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