China e EUA farão negociações comerciais em Pequim em 7 e 8 de janeiro

Publicado em 04/01/2019 06:51

PEQUIM (Reuters) - A China e os Estados Unidos vão realizar negociações comerciais em nível vice-ministerial em Pequim em 7 e 8 de janeiro, em uma tentativa de ambos os lados de encerrar uma disputa comercial que está causando cada vez mais impacto sobre as duas economias e os mercados financeiros globais.

Os dois países estão envolvidos em uma guerra comercial desde grande parte do ano passado, interrompendo o fluxo de centenas de bilhões de dólares em produtos e alimentando temores de uma desaceleração econômica global.

Uma equipe de trabalho liderada pelo vice-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Gerrish, vai à China para realizar "discussões positivas e construtivas" com os colegas chineses, disse o Ministério do Comércio da China em um comunicado em seu site.

O Ministério disse que os dois lados "confirmaram" as datas em um telefonema realizado nesta sexta-feira, mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

Em uma cúpula na Argentina no final do ano passado, os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, concordaram com uma trégua, decidindo adiar a imposição de mais tarifas por 90 dias válidos a partir de 1º de dezembro, enquanto os dois países tentam negociar um acordo.

Agora, a China e os EUA possuem um importante prazo para que as negociações acabem com a guerra comercial, ou Washington pode seguir com um aumento planejado de tarifas sobre os produtos chineses originalmente previsto para 1º de janeiro, que pode ser retaliado por Pequim.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Trump diz à NBC News que Irã tem entre 21% e 22% de seus mísseis restantes
Brasil planeja anunciar primeira emissão de títulos em iuanes durante viagem de delegação à China este mês
Wall St termina em forte baixa com queda no setor de chips e dados de emprego gerando receio de alta dos juros
Dólar volta a fechar acima de R$5,15 com mercado projetando juro maior nos EUA
Ibovespa fecha abaixo de 170 mil pontos pela 1ª vez desde janeiro e completa oito semanas seguidas de queda
Taxas dos DIs sobem pela quinta sessão seguida impulsionadas por dados de emprego nos EUA