Coaf mostra depósitos de quase R$ 100 mil em dinheiro em conta de Flávio Bolsonaro em 1 mês, diz JN

Publicado em 18/01/2019 18:37 e atualizado em 20/01/2019 11:56
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(Reuters) - Novo documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou depósitos em dinheiro no valor de quase 100 mil reais na conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no período de um mês, segundo reportagem do Jornal Nacional nesta sexta-feira.

Segundo o JN, foram 48 depósitos, no valor de 2 mil reais cada, entre junho e julho de 2017. Vários dos depósitos foram feitos em poucos minutos, concentrados no posto de autoatendimento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Coaf, segundo a reportagem, apontou que não foi possível identificar quem fez os depósitos, mas que o fato de serem vários depósitos do mesmo valor sugerem tentativa de ocultar a origem do dinheiro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro havia pedido relatórios para o Coaf de assessores parlamentares da Alerj. Um ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, é investigado pelo MPRJ por movimentações atípicas identificadas pelo Coaf no valor de 1,2 milhão de reais.

A reportagem do JN afirma que o MPRJ pediu para o Coaf ampliar o levantamento para movimentações dos deputados estaduais fluminenses porque há suspeitas de que funcionários devolvessem parte dos salários aos parlamentares.

Segundo nota do MPRJ divulgada nesta sexta-feira, Flávio, que é filho do presidente Jair Bolsonaro, não é investigado.

Decisão do presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu a investigação sobre Queiroz. [nL1N1ZH1D9]

Queiroz foi convidado duas vezes para prestar esclarecimentos no MP do Rio de Janeiro, mas não compareceu alegando problemas de saúde. A família dele também foi chamada para esclarecer a movimentação atípica de mais de 1,2 milhão de reais entre 2017 e 2018, mas não apareceu na data marcada.

Flávio Bolsonaro também não compareceu a um depoimento, mas havia prometido marcar uma nova data. Por ter prerrogativa de foro, ele podia acertar com os promotores uma data para se apresentar e dar seus esclarecimentos. O parlamentar usou sua conta em uma rede social para justificar a ausência e argumentou que não teve acesso ao processo.

Em dezembro, Queiroz afirmou em entrevista ao SBT que entre suas atividades está a de revenda de carros. Ele disse que ganhava cerca de 10 mil reais por mês quando fazia assessoria a Flávio Bolsonaro e que seus rendimentos mensais eram de cerca de 24 mil reais, incluindo remuneração como policial.

De acordo com o relatório do Coaf, entre a movimentação suspeita de Queiroz de 1,2 milhão de reais estavam depósitos à hoje primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

ESTADÃO: Flávio Bolsonaro recebeu R$ 96 mil em depósitos em um mês, diz Jornal Nacional

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que, em um mês, quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), revelou o Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta sexta-feira, 18. A suspeita, segundo a reportagem, é de que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

Flávio Bolsonaro

Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio; relatório do Coaf aponta movimentações atípicas do seu ex-assessor Fabrício Queiroz na Alerj Foto: REUTERS/Ricardo Moraes (6/10/2018)

O registro, de acordo com o Jornal Nacional, traz dados sobre movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017. No total, foram 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, “concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil”.

Segundo a reportagem, foram R$ 96 mil depositados em cinco dias. O Coaf disse à TV Globo que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório, ainda de acordo com a reportagem, afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O documento faz parte de um relatório de inteligência financeira (RIF).

O Jornal Nacional informou que esse novo relatório foi pedido pelo Ministério Público do Rio a partir da investigação de movimentação financeira atípica de assessores parlamentares da Alerj.

Conforme a reportagem, o primeiro documento tratava da movimentação dos funcionários da Alerj. Desta vez, diz o jornal, o MP pediu ao Coaf para ampliar o levantamento. O MP pediu o novo relatório ao Coaf em 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado senador, conforme a reportagem. Portanto, segundo o MP, ele não tinha foro privilegiado na ocasião.

Por causa desse relatório, diz a reportagem, Flávio Bolsonaro questionou a competência do MP no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu temporariamente a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra o ex-assessor Fabrício Queiroz. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão durante um ano. O Jornal Nacional procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta, de acordo com a reportagem.

Flávio Bolsonaro: “Não estou me escondendo atrás de foro”

Na entrevista à Record, Flávio Bolsonaro disse que não caberia ao Ministério Público investigá-lo sem submeter ao Supremo — em razão do foro privilegiado de senador diplomado — a definição sobre qual instância do Judiciário deveria cuidar do caso.

“Eu sou o maior interessado em esclarecer isso tudo. Quer dizer que só porque sou filho do presidente, a lei não vale para mim? Eu não quero privilégio nenhum, nunca usei das prerrogativas de deputado para nada. Agora eu quero ser tratado dentro da lei e da Constituição. Não estou me escondendo atrás de foro nenhum.”

À TV Record, Flávio Bolsonaro justificou o pedido ao STF para suspender a investigação sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz, alegando que ele também estava sendo investigado ocultamente pelo Ministério Público, sem autorização do Judiciário, inclusive para quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

“Não sabia que estava sendo investigado. O MP já estava me investigando ocultamente desde meados do ano passado. Além disso, utilizando vários atos ilegais também. Pior: descobri que meu sigilo havia sido quebrado sem autorização judicial.”

A entrevista de Flávio à Record ocorreu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro recebeu executivos da emissora em seu gabinete em Brasília.

Como mostrou a Crusoé, o presidente se reuniu com o CEO da empresa, Marcos Vinicius Vieira, o presidente da RecordTV, Luiz Cláudio Costa, e o vice-presidente de jornalismo, Antônio Guerreiro.

No Estadão: 'A lei vale para todos', diz Marco Aurélio ao sinalizar que rejeitará pedido de Flávio Bolsonaro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta sexta-feira (18) ao Estadão/Broadcast Político que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para suspender a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e declarar ilegais as provas colhidas na apuração.

Marco Aurélio disse à reportagem que a “lei vale para todos, indistintamente” e lembrou que em casos semelhantes negou seguimento aos processos – jargão jurídico que significa que os pedidos foram rejeitados e acabaram arquivados.

Na última quarta-feira (16), o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão da investigação sobre movimentações financeiras de Queiroz. A decisão de Fux paralisa a apuração e vale até Marco Aurélio Mello, relator do processo no Supremo, analisar o caso depois que o tribunal retomar as suas atividades, em 1.º de fevereiro.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Movimentação atípica em conta de assessor de Flávio Bolsonaro chega a R$7 mi, diz jornal O Globo

SÃO PAULO (Reuters) - O valor total de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Coaf em uma das contas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, pode chegar a 7 milhões de reais em três anos, informa o jornal O Globo neste domingo.

Conforme a publicação, o Conselho de Controle de Atividade Financeiras notou que, além do 1,2 milhão de reais movimentados entre 2016 e 2017, algo revelado em dezembro, houve também transações de 5,8 milhões de reais nos dois exercícios anteriores, totalizando, portanto, 7 milhões de reais.

À época, Queiroz trabalhava no gabinete do então deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

Na noite de sábado, uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, destacou que o Coaf também identificou um pagamento de pouco mais de 1 milhão de reais de um título bancário da Caixa Econômica Federal na conta de Flávio Bolsonaro.

O relatório do órgão vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública aponta que Flávio recebeu em sua conta 48 depósitos, sempre no valor de 2 mil reais, entre junho e julho de 2017.

Procurado por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não respondeu de imediato a questionamentos da Reuters.

Na quinta-feira, o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, suspendeu a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tendo como principal justificativa o fato de que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) teria pedido informações ao Coaf de dados bancários sigilosos sobre o filho do presidente Jair Bolsonaro mesmo após ele ter sido eleito senador.

‘Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come’ (ESTADÃO)

Cid Gomes (aquele do “Lula tá preso, babaca”) resumiu a situação da política brasileira seu Twitter. “Tá difícil!! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!”, disse, compartilhando as duas principais notícias da sexta-feira: a delação de Antonio Palocci sobre Lula e o caso Flavio Bolsonaro. Cid é irmão de Ciro, candidato do PDT derrotado nas eleições de outubro.

Tá difícil!!
Se correr o bicho pega,
se ficar o bicho come!

“Não vi manifestação de petista sobre deputado que quer presidir a Alerj” (O ANTAGONISTA)

Janaina Paschoal usou o Twitter neste domingo para cobrar explicações sobre as movimentações financeiras da assessora do petista André Cecíliano:

“O povo carioca e o povo brasileiro têm direito a saber detalhes das movimentações da assessora do Dep. Est. André Cecíliano, favorito na disputa à Presidência da Alerj. Gostaria de saber o que os petistas e os sites petistas têm a dizer sobre os mais de 40 milhões da assessora.”

Fonte: Estadão/O Antagonista

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