Reuters diz que Chicago começa a mostrar preocupações com a safra sul-americana

Publicado em 23/01/2019 19:57
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CHICAGO (Reuters) - Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quarta-feira devido às preocupações com o mau tempo que reduz o potencial produtivo na América do Sul, disseram analistas.

O vencimento março da soja subiu 5,75 centavos, fechando a 9,15 dólares por bushel.

"Os futuros de soja da CBOT avançaram com o padrão seco persistente no nordeste do Brasil/padrão úmido no leste da Argentina, que continua a ameaçar a produção de soja na América do Sul", escreveu Dan Cekander, presidente da DC Analysis, em nota a clientes.

Analistas têm redimensionado as estimativas para a safra de soja do Brasil devido à seca, e a previsão é de que o clima quente e seco continue em algumas regiões secas.

De acordo com a média de estimativas de 10 consultorias e outras instituições, o Brasil, maior exportador global de soja, deverá produzir 117 milhões de toneladas da oleaginosa no ciclo vigente, ante previsão de históricos 120,8 milhões na pesquisa anterior, de novembro, apontou pesquisa da Reuters nesta quarta-feira.

O volume já é quase 2 por cento inferior ao recorde de 119,3 milhões de toneladas de 2017/18, quando as condições climáticas foram bem mais favoráveis.

De outro lado, da mesma forma que na Argentina, chuvas volumosas já resultaram em perdas para a safra do Rio Grande do Sul, informou a Emater-RS nesta quarta-feira.

O trigo firmou-se em Chicago na esperança de que o aumento dos preços na Rússia, o maior exportador do mundo, eleve as exportações dos EUA, enquanto os futuros de milho terminaram sem grandes mudanças.

O contrato março do trigo terminou em alta de 4,75 centavos, a 5,26 dólares por bushel, rompendo sua média móvel de 100 dias, enquanto o milho encerrou em queda de 0,25 centavo, a 3,7875 dólares por bushel. 

China diz que pode conseguir crescimento econômico sustentável

DAVOS, Suíça (Reuters) - A economia da China vai continuar a registrar crescimento sustentável apesar das incertezas globais, afirmou o vice-presidente do país, Wang Qishan, nesta quarta-feira, dias depois de a segunda maior economia do mundo ter publicado o ritmo mais fraco de expansão em quase três décadas.

"Haverá muita incerteza em 2019, mas a economia da China vai continuar a ter crescimento sustentável", disse Wang a delegados durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. "Velocidade importa. Mas o que realmente importa é a qualidade e a eficiência de nosso desenvolvimento econômico", afirmou.

Wang acrescentou que a China não vê sua economia ingressando em um fim de ciclo expansionário.

Em um comentário aparentemente direcionado aos Estados Unidos, ele também pediu que todos os países apoiem o multilateralismo e façam o que puderem para impedirem que os desequilíbrios globais não piorem.

Fonte Reuters

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