Nova rede de energia fortalece cultivos irrigados no Campo Experimental do Cerrado

Publicado em 25/01/2019 14:03
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A adequação da rede trifásica do Campo Experimental da Embrapa no Cerrado amapaense viabilizou a distribuição mais eficiente de energia elétrica para atender sistemas de irrigação de diversos cultivos instalados de forma descontínua na área de 30 hectares, localizada no KM 45 da BR-156. Na manhã desta segunda-feira, 28/01, o chefe-geral interino, Nagib Melém; o pesquisador Silas Mochiutti; e outros integrantes da equipe técnica da Embrapa Amapá receberão, em visita técnica, o deputado federal Marcos Reátegui, autor da emenda parlamentar que destinou R$ 200 mil para a melhoria da infraestrutura energética do campo experimental.  

Os recursos da emenda parlamentar foram inicialmente direcionados para instalar uma rede trifásica de alta tensão de 850 m de extensão, transformador trifásico, rede interna de baixa tensão e adequação de bombas d’água.  Com a mobilização junto à Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que ficou responsável pela rede de alta tensão, foi possível remanejar parte do recurso total para comprarimplementos agrícolas como microtrator, roçadeiras hidraúlicas, roçadeiras costais, guincho agrícola, motosserra, tanque agrícola e trados, beneficiando os trabalhos de pesquisas nos campos experimentais do Cerrado e de Mazagão. O deputado Reátegui também destinou R$ 300 mil para a Embrapa Amapá no Orçamento Geral da União de 2019, o que vai fortalecer atividades de transferência de tecnologias a cadeia produtiva do açaí.

Neste campo da Embrapa são desenvolvidas pesquisas com potencial para gerar tecnologias para agropecuária amapaense, como cultivo do açaizeiro em sistema irrigado, cultivo e produção de sementes de pupunha sem espinho para palmito, produção de sementes de cupuaçu resistente à doença vassoura de bruxa (em implantação), estudos sobre potencial de produção de café, buriti e inajá, além de pesquisas e transferência de tecnologias para a produção de grãos na região dos cerrados do Amapá. O campo estava servido por um sistema de energia rural monofásico instalado há mais de 15 anos, apresentando limitações ao desenvolvimento de sistemas de irrigação para a agricultura nesta região.

Impactos técnicos e econômicos

Os impactos esperados são a geração de indicadores técnicos e econômicos de cultivos irrigados nos cerrados do Amapá, especialmente para o cultivo do açaizeiro, que possui grande potencial de adoção pelos produtores da região. Também será possível o desenvolvimento de sistema de produção de fruteiras, como de cupuaçu resistente a vassoura de bruxa e pupunha sem espinho para a agricultura familiar da Amazônia.

Um dos cultivos a serem visitados são os experimentos de adubação e espaçamento de açaizeiros, instalado nesta área do cerrado amapaense para fins de observação do desempenho de produção de frutos. Também estão previstas visitas aos cultivos de café robusta, composto por 700 plantas de cultivares desenvolvidas pela Embrapa Rondônia; e a área com pupunheiras sem espinhos para produção de palmito. No Campo Experimental do Cerrado são realizados procedimentos de suporte técnico e operacional na manutenção, execução e acompanhamento de atividades de pesquisa e de transferência de tecnologia, como experimentos, Unidades Demonstrativas, Unidades de Observação, Banco Ativo de Germoplasma, Vitrine Tecnológica e outros. 

Fonte: Embrapa

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