Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado; Renan desiste; Lavajato comemora

Publicado em 01/02/2019 20:32 e atualizado em 03/02/2019 14:28
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A Lava Jato comemora a derrota humilhante de Renan Calheiros.

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) é o novo presidente da Casa. Ele foi escolhido por seus pares com 42 votos, entre 77 válidos.

O senador Espiridião Amin (PP-SC) teve 13 votos. O senador Angelo Coronel (PSD-BA) recebeu 8 votos. O senador Reguffe (sem partido-DF) teve 6 votos.  O senador Renan Calheiros (MDB-AL) teve 5 votos. E o senador Fernando Collor (Pros-AL) teve 3 votos.

Dois 81 senadores, 4 não votaram: Jader Barbalho (MDB-PA), Renan Calheiros (MDB-AL), Maria do Carmo Alves (DEM-SE) e Eduardo Braga (MDB-AM).

Senado cedeu ao clamor popular, por José Nêumanne (no ESTADÃO)

Alcolumbre encarnou o anti-Renan e, com a desistência do alagoano, teve votos necessários no primeiro turno. Foto: Dida Sampaio/Estadão.

Eleição de Davi Alcolumbre, do DEM, para presidente do Senado, sepultou as pretensões do alagoano Renan Calheiros de voltar ao posto pela quinta vez. Além deste perderam feio o presidente do STF, Dias Toffoli, que mandou José Maranhão dirigir uma votação secreta, a senadora Katia Abreu, que furtou a pasta com documentos de votação de 50 a 2 em favor da eleição aberta e deveria ter sido presa por punga por um delegado de bairro e o veterano emedebista paraibano, que meteu os pés pelas mãos na direção da sessão em que, felizmente, Senado cedeu ao clamor popular. (por José Nêumanne, no Estadão)

Reuters: Após renúncia de Renan, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

SÃO PAULO (Reuters) - O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) venceu no início da noite deste sábado a disputa para presidente do Senado em primeiro turno, após uma sucessão que começou na véspera sob forte beligerância e que teve uma reviravolta com a decisão do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de renunciar à sua candidatura.

Davi Alcolumbre foi eleito com 42 votos, um a mais do que o mínimo necessário para ganhar o pleito.

Saiba quem é Davi Alcolumbre (DEM)

David Samuel Alcolumbre Tobelem nasceu em 1977, em Macapá, e é empresário.

Trajetória política: começou na política no PDT, partido pelo qual se elegeu vereador de Macapá em 2000. Também foi secretário de Obras do município. Em 2002 foi eleito deputado federal, sendo reeleito em 2006 e em 2010. Desde 2006 é filiado ao DEM e faz parte do diretório nacional e também do conselho político do movimento jovem da legenda. É o 2º vice-líder do Bloco Social Democrata.

Eleição/Atuação: em 2014 foi eleito senador, com 36,26% dos votos válidos. No Senado, presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e participou de colegiados como a Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial e da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Em 2018, foi candidato ao governo do Amapá, mas não se elegeu.

Suplentes: José Samuel Alcolumbre Tobelem (DEM) e Marco Jeovano Soares Ribas (DEM).

 

URGENTE: DAVI É O NOVO PRESIDENTE DO SENADO (O Antagonista)

Davi Alcolumbre vence em primeiro turno com 42 votos e se torna o novo presidente do Senado para os próximos dois anos.

Renan Calheiros foi escorraçado.

Confira os votos:

CONFIRA NOTÍCIAS ANTERIORES:

Renan desiste de eleição no Senado e Davi Alcolumbe é favorito

BRASÍLIA (Reuters) - O senador Renan Calheiros (MDB-AL) decidiu no fim da tarde deste sábado renunciar à candidatura a presidente do Senado logo após o filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), ter revelado o seu voto no principal adversário do alagoano, o demista Davi Alcolumbre (AP).

"Flávio Bolsonaro acabou, diferentemente do que fez na votação anterior, abriu o voto, seu presidente! Este processo não é democrático", disse Renan, sob vaias.

"Esse Davi não é um Davi, é um Golias", continuou o alagoano que abdicou de concorrer ao cargo, que ele poderia assumir pela quinta vez.

A decisão de Renan --desgastado por denúncias e investigações-- torna favorita a candidatura de Davi Alcolumbre, patrocinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Mesmo com a renúncia de Renan, os senadores prosseguem com a segunda votação.

A votação secreta anterior foi anulada por consenso de senadores após na hora da apuração ter sido constatado que havia 82 cédulas para 81 senadores.

Em entrevista depois, Renan afirmou que a segunda votação deveria reproduzir o que ocorreu na primeira. Contudo, ele disse ter havido na segunda etapa uma exigência para que os senadores do PSDB abrissem os votos, o que, avaliou, inibiu a possibilidade de quatro votos na bancada serem para ele.

Ele afirmou que isso também ocorreu com Flávio Bolsonaro.

"Ou seja, escancarou que estão passando sobre o Congresso Nacional com um peso enorme, e isso não pode acontecer, a democracia não aguenta isso", declarou.

Renan, o evasivo

Assim que anunciou a renúncia, Renan Calheiros foi questionado por jornalistas se agora ele criaria alguma dificuldade para o governo Jair Bolsonaro. A resposta foi evasiva:

“Não estou analisando o governo, os desdobramentos. Estou analisando o que está acontecendo contra o Senado Federal, contra a Constituição e, agora, contra o Supremo Tribunal Federal.”

Lava Jato comemora (em O Antagonista)

A Lava Jato comemora a derrota humilhante de Renan Calheiros.

Ele vai acabar mal.

Senado decide refazer votação secreta após apuração apontar uma cédula a mais na urna

BRASÍLIA (Reuters) - O plenário do Senado decidiu na tarde deste sábado refazer a votação secreta para a escolha do presidente da Casa, após apuração dos votos de um primeiro pleito encontrar uma cédula a mais do que o número de senadores --havia 82 cédulas para 81 votos.

A anulação da votação ocorreu no momento da contagem das cédulas, ao se constatar duas fora dos envelopes de votação.

Todas as cédulas envelopes foram triturados, antes do início de uma nova votação.

A sessão transcorre desde às 11h, após ter sido suspensa na véspera.

Na madrugada deste sábado, o STF determinou que a votação só poderia ser secreta, ao contrário da decisão da sexta dos senadores, de que seria aberta.

CONFUSÃO

O presidente em exercício do Senado, José Maranhão (MDB-PB), determinou no início da tarde deste sábado que a votação para a escolha do novo presidente da Casa se dará de forma secreta e por meio de cédula individual, após consulta feita aos senadores que se encontram em plenário.

Nesta madrugada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou que a votação seja secreta, depois de uma tumultuada sessão na véspera que acabou suspensa em meio ao impasse sobre se a votação seria aberta ou fechada.

Toffoli determinou ainda que a sessão fosse comandada por Maranhão --na véspera o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), um dos postulantes ao cargo, presidiu a sessão.

Vários senadores criticaram a decisão de Toffoli que atendeu ao Solidariedade e o MDB, partido do candidato a presidente do Senado Renan Calheiros (AL).

Na tentativa de chegar ao quinto mandato à frente do comando do Senado, Renan tem trabalhado para garantir a votação secreta em meio a denúncias e investigações contra ele.

Alcolumbre foi lançado pelo DEM e conta com o apoio do ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, apesar das declarações públicas de integrantes do Executivo de que não vai interferir na disputa.

Entre os que oficializaram as candidaturas, além de Renan e Alcolumbre, estão o ex-presidente e senador Fernando Collor (PROS-AL), os senadores Espiridião Amim (PP-SC) e José Reguffe (sem partido-DF).

Toffoli determina votação secreta em eleição para presidente do Senado

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, determinou na madrugada deste sábado que a votação para a presidência do Senado seja secreta, depois de uma tumultuada sessão na véspera que acabou suspensa em meio ao impasse sobre se a votação seria aberta ou fechada e sobre o fato de o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), um dos postulantes ao cargo, presidir a sessão.

Em sua decisão, Toffoli argumentou que, em que pese a maioria dos senadores terem votado pela votação aberta na sessão de sexta-feira, o regimento interno do Senado determina que seja secreta e que somente a unanimidade dos senadores pode determinar uma votação aberta para a eleição do comando da Casa. Os parlamentares votaram por 50 votos a 2 para que os votos fossem declarados na eleição.

“Estou convencido da nulidade do resultado da questão de ordem, que operou verdadeira metamorfose casuística à norma do art. 60 do RISF (regimento interno do Senado Federal), pois, ainda que tenha ocorrido por maioria, a superação da norma em questão, por acordo, demanda deliberação nominal da unanimidade do plenário, o que não ocorreu naquela reunião meramente preparatória”, escreveu Toffoli em sua decisão.

“Chama à atenção, ademais, o fato de a direção dos trabalhos das reuniões preparatórias ter sido conduzida pelo senador da República Davi Alcolumbre, na forma do art. 3º, inciso II, do RISF, não obstante ser de conhecimento geral e fato público e notório, que ele é candidato à presidência do Senado Federal, ainda que formalmente não tivesse inscrito”, acrescentou.

Toffoli tomou a decisão atendendo a pedido feito pelo MDB, partido do senador Renan Calheiros (AL), que é candidato à presidência do Senado e busca comandar a Casa pela quinta vez, e pelo Solidariedade.

“Defiro o pedido incidental formulado para assegurar a observância do art. 60, caput, do RISF, de modo que as eleições para os membros da mesa diretora do Senado Federal sejam realizadas por escrutínio secreto”, decidiu o presidente do STF.

“Por conseguinte, declaro a nulidade do processo de votação da questão de ordem submetida ao plenário pelo senador da República Davi Alcolumbre, a respeito da forma de votação para os cargos da mesa diretora.”

Toffoli determinou ainda que a decisão seja comunicada ao senador José Maranhão (MDB-PB), o mais idoso da Casa, que presidirá os trabalhos na retomada da sessão da véspera, marcada para às 11h deste sábado.

O embate em torno da forma de votação opôs no plenário do Senado aliados de Renan e parlamentares contrários a que o senador alagoano assuma um quinto mandato à frente da Casa.

Alvo de uma série de denúncias nos últimos anos, mas ainda um dos políticos mais experientes e influentes do Senado, Renan poderia ser beneficiado por uma votação secreta. Já seus rivais entendem que uma votação aberta poderia constranger senadores a declararem voto no senador alagoano.

Senadores chegam a um acordo

Alvaro Dias e Major Olímpio decidiram retirar suas candidaturas para apoiar Davi Alcolumbre.

O grupo anti-Renan vai se organizando.

Alvaro Dias disse à TV Senado que Davi Alcolumbre deve ser o nome de convergência da oposição a Renan Calheiros.

“É provável que será”, afirmou neste sábado.

Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguiu liquidar a disputa pelo comando da Câmara dos Deputados no primeiro turno e, com 334 votos, elegeu-se presidente da Casa pelos próximos dois anos.

Sob a bandeira do diálogo e da defesa das reformas, Maia conseguiu reunir em torno de sua candidatura blocos, que, somados, ultrapassavam a marca de 400 deputados.

Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisava do voto de pelo menos 257 dos 513 deputados. 

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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 08/05/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

Maia diz que "a princípio" discorda da ideia de se usar PEC de Temer para acelerar reforma da Previdência de Bolsonaro

BRASÍLIA (Reuters) - Recém-eleito com larga margem de votos para ocupar a presidência da Câmara dos Deputados pela terceira vez, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse na sexta-feira que, "a princípio", discorda da ideia de se aproveitar a proposta do governo Temer, que já está no Congresso, para se acelerar a tramitação da reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro.

Maia ressaltou, no entanto, que ainda não examinou o assunto e que precisa de mais informações para poder opinar efetivamente sobre a possibilidade de se apensar um novo texto de reforma à Proposta de Emenda à Constituição já existente na Câmara, que aguarda votação em plenário.

“Eu dependo de saber qual o projeto que vem, quando vem, se vem. E aí tem toda uma tramitação regimental que eu não posso passar por cima”, disse, lembrando que se vier um novo texto, ele terá de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ainda por uma comissão especial, num rito que calcula, deve levar no mínimo dois meses.

“A princípio eu não concordo, não (com o apensamento). A princípio eu acho que você vai suprimir, você vai estar apensando PECs em momentos distintos, em situações distintas”, avaliou.

“Não quero falar porque eu não estudei ainda, mas eu não vou suprimir nada de tramitação que não tenha uma base regimental muito forte para fazê-lo.”

Maia ressaltou, porém, que sua eleição mostrou que é possível construir maioria na Casa inclusive para votar a reforma da Previdência.

O deputado aposta ainda no diálogo com governadores e também com a oposição e defende que a reforma seja fruto de um processo coletivo de construção.

“Acho que a gente tem condições de construir, sim, eu provei que a gente tem condições de construir maiorias na Câmara dos Deputados”, disse a jornalistas logo após a confirmação de sua confortável vitória.

“Acho que é possível, mas temos que entender que a (reforma da) Previdência não é só um problema do presidente Bolsonaro, é também um problema do governo do Piauí, do Ceará, do Rio de Janeiro, de Minas, do Rio Grande do Sul, de Goiás, do Mato Grosso do Sul. Então é um problema de todos”, argumentou.

Mais considera ainda que o regime de capitalização que o governo estuda para a Previdência não deve enfrentar dificuldades de aprovação.

Fonte: Reuters/O Antagonista/Estadão

1 comentário

  • Marcos Alessandra Tortato Ponta Grossa - PR

    Renan renunciou porque iria perder de qualquer forma, covardão!

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