Menos Previdência e mais China-EUA influenciando os mercados nesta tarde de 5ªf

Publicado em 07/02/2019 10:54 e atualizado em 07/02/2019 15:44
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Desaceleração na zona do euro e confirmação sobre bom desempenho da economia dos EUA são monitorados

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A pressa dos agentes financeiros em obter mais clareza quanto às propostas da Previdência serve de carona para precificar qualquer ruído, o que explica a queda exagerada dos Ibovespa ontem (apesar da Vale) quando a rigor não houve nenhuma novidade relevante de Brasília e nem de Washington. Nesta quinta (7) as ações abriram em leve alta, passando ao negativo à tarde com mais pessimismo do exterior e o derretimento das ações da BRF, e o dólar segue cauteloso no positivo colado a alguma novidade da política nacional.

Estados Unidos e China trataram de jogar mais água fria nos mercados, ao apontarem dificuldades de acordo antes de 1º de março. 

E o barril do brent é a commodity mais pressionada, ampliada as baixas vistas na primeira parte dos negócios. Perde mais mais de 2,5%, com o barri a US$ 61/61,05.

A moeda americana transita acima em 0,30/0,40%, a US$ 370/371, perdendo ritmo também após o almoço, depois de fechar a quarta em mais 0,89%. Na B3, o Ibovespa brigava para ficar acima dos 0,80% e agora cai mais 1,10 %, em 93,5 mil pontos,  e o Índice Futuro, que havia caído mais de 3,5% na véspera, abriu em leve alta e virou também a tabela, recuando 1% nesta passagem do dia (15h30)

Brasília

As chances de não haver apensamento (tramitação em conjunto de propostas semelhantes) da reforma da Previdência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada por Michel Temer, mais as declarações de Rodrigo Maia (DEM-RJ) a favor de apressar a apreciação das mudanças no sistema de aposentadoria, estão dando respaldo para os negócios. A possibilidade aventada de unificação da idade para homens e mulheres, como foi vazada, parece estar absorvida com a quase garantia de que não será assim sob risco do governo ter mais dificuldades de convencer os deputados.

Mundo

Além das emperradas negociações sino-amercinas, deve prevalecer as declarações do presidente do FED. Jerome Powell disse ontem ver a economia americana sólida e tendo resistido a choques, como o Brexit. E com isso respalda as declarações anteriores de evitar medidas monetárias.

Pesando igualmente hoje  a anunciada desaceleração na zona do euro, em 1,3%, depois dos 1,8% de 2018. E os dados da principal economia da região, a Alemanha, mostram essa tendência, com a estatística mais baixa de produção industrial.

Na véspera, os índice americanos fecharam em baixa com o discurso o Estado da União, de Donald Trump, feito ao Congresso.

 

Por Giovanni Lorenzon
Fonte Notícias Agrícolas

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