Bolsonaro anuncia general Jesus Corrêa para comandar o Incra

Publicado em 09/02/2019 16:58 e atualizado em 10/02/2019 15:39
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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste sábado em sua conta no Twitter a nomeação do general Jesus Corrêa como presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

"Tenho a satisfação de anunciar o general de Exército Jesus Corrêa como novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)", escreveu o presidente, que está internado no hospital Albert Einstein em São Paulo se recuperando de uma cirurgia, na rede social.

Sob a reorganização do governo federal, determinada por Bolsonaro na medida provisória 870, o Incra passou a responder ao Ministério da Agricultura. Além da reforma agrária, o órgão também é responsável pela demarcação de terras quilombolas.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Bolsonaro criticou a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Ele também defendeu classificar como terrorismo a invasão de terras realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e rejeitou dialogar com o grupo.

Jesus Corrêa se torna mais um militar a fazer parte do governo Bolsonaro, que é capitão do Exército na reserva.

Entre os militares que compõem o governo estão, por exemplo, os generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Carlos Alberto Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, e Hamilton Mourão, vice-presidente da República. Os ministros do GSI e da Secretaria de Governo têm seus gabinetes no Palácio do Planalto.

PENTE FINO

O  secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, disse a O Globo que o novo chefe do Incra terá a missão de fazer um pente-fino na autarquia.

“Não tem mais lugar no Incra para invasor de propriedade. Recebemos uma herança deste posicionamento político, sendo necessário uma reestruturação. Não terá mais essa ideologia [do governo do PT]. É um novo governo.”

“Precisamos de pessoas com posicionamento mais firme  para colocar a casa em ordem. É preciso fazer uma espécie de pente-fino nas instituições envolvidas com as questões agrárias. Precisamos apurar muita coisa porque dinheiro público não é brincadeira”, afirmou.

Fonte: Reuters

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