Ciro Gomes diz que “Lula continua conspirando de dentro da cadeia” e é seu adverário

Publicado em 10/02/2019 15:08
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Ciro Gomes disse para O Globo que Lula é seu adversário:

“O Lula continua conspirando de dentro da cadeia, na politicagem mais rasteira. Nós temos que tratá-lo como ele é: como um adversário.”

Ele disse também que nunca mais vai votar no PT:

“O que é que eu devo para eles? O Haddad teve 71% dos votos no Ceará. Em São Paulo, o estado dele, teve 32%. Não sou obrigado a votar nessa gente de novo. Nunca mais.”

“Sofremos uma derrota fragorosa no ano passado”

Ciro Gomes disse que o PT envelheceu:

“Para a cúpula do PT, o inimigo não é o Bolsonaro. Sou eu. A disputa agora não é de projeto, é de hegemonia. Eles envelheceram. A tática do PT é me empurrar para a direita, como fizeram com o Brizola e com o Arraes. Só que eu não vou.”. 

Para ele, Lula está preso, babaca:

“Lula não é um preso político. É um político preso. Preso político é o Mujica, que nunca foi acusado de corrupção. Vamos olhar a realidade ou ficar navegando na maionese?”

Ele explicou também por que apoiou Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre no Congresso Nacional:

“Aquilo não era um terceiro turno da eleição. Nós sofremos uma derrota fragorosa no ano passado. O lutador tem que entender sua posição no tablado, e o PT ainda não entendeu.”

Planalto preocupado com encontro de bispos da Igreja Católica

O Palácio do Planalto está preocupado com a realização do Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, em outubro, bispos de todo o mundo, registra o Estadão.

Na avaliação do governo, o debate vai abordar parte da ‘agenda da esquerda’ e criticar o governo Jair Bolsonaro.

“Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí”, disse o ministro chefe do GSI, Augusto Heleno. “Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil”.

“Há muito tempo existe influência da Igreja e ONGs na floresta”, disse. “Não vai trazer problema. O trabalho do governo de neutralizar impactos do encontro vai apenas fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia. A questão vai ser objeto de estudo cuidadoso pelo GSI. Vamos entrar a fundo nisso.”

Insistindo no erro, babaca (O Antagonista)

O PT comemorou seus 39 anos insistindo na campanha “Lula Livre”.

Feliz aniversário, PT!

O PT celebrou ontem, em São Paulo, os seus 39 anos.

Há muito o que comemorar. Na semana passada, Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia e agora acumula uma pena de 25 anos em regime fechado.

Venezuela gera discussão entre Gleisi e Haddad em reunião do PT (no ESTADÃO)

ida de Gleisi Hoffmann à posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, foi tema de discussão entre a presidente do PT e o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, em reunião da Executiva Nacional da legenda neste sábado, 9, em São Paulo.

Último a falar, Haddad foi questionado por Valter Pomar, líder da corrente Articulação de Esquerda e aliado de Gleisi, sobre "declarações públicas" a respeito da ida da presidente do partido à posse de Maduro. Ele se referia a uma entrevista de Haddad ao jornal 'El País', na qual disse que não foi consultado sobre a viagem.

Fernando Haddad e Gleisi HoffmannHaddad e Gleisi após primeira visita a Lula na PF de Curitiba depois da impugnação da candidatura do ex-presidente Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer

"O Valter Pomar falou sobre críticas públicas e eu perguntei se ele leu o que eu disse", explicou Haddad. "O que eu falei foi que não participei da discussão, depois percebi que ninguém tinha participado e que recebi pela imprensa a informação. Estou falando de um protocolo que precisa ser observado. Nem precisava me ouvir, mas ninguém foi ouvido. O que falei é que teve uma carga simbólica muito forte e sobre o problema de comunicação, sobre a forma como se comunica isso", disse o ex-prefeito de São Paulo depois da reunião.

Segundo relatos, durante o encontro Haddad teria argumentado que suas críticas à viagem de Gleisi foram de "método e não de mérito". Ainda na Executiva, Gleisi tomou o microfone e rebateu Haddad. "Eu discordo dele. Acho que não é só questão de método. Tem um fundo político nisso. O PT tem que discutir, mas já temos uma posição pública que é a defesa da autodeterminação dos povos, da soberania e do reconhecimento do resultado das eleições", disse a presidente do partido.

Após a reunião que marcou a pasagem dos 39 anos de fundação do PT, Gleisi e Haddad trocaram afagos. A presidente do partido saudou o ex-prefeito pelos mais de 47 milhões de votos recebidos na eleição presidencial, na qual foi derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno. Haddad retribuiu com um beijo no rosto da deputada. 

Reeleição. A ida de Gleisi à posse de Maduro dividiu opiniões no PT. Setores do partido reclamaram do fato de a presidente ter tomado a iniciativa sem consultar a direção e enxergaram no gesto de Gleisi um movimento rumo à esquerda petista e aos movimentos sociais em busca de apoio para a sua reeleição. O mandato de Gleisi termina este ano.

Neste domingo, a Executiva vai debater a forma de escolha da próxima direção. Alguns setores defendem a manutenção da eleição direta. Outros são favoráveis à eleição por meio de delegados para evitar denúncias de fraudes e irregularidades que marcaram as eleições internas anteriores.

A reunião deste domingo terá início com um relato do jornalista Breno Altman, que esteve na Venezuela e irá descrever o que viu no país de Nicolás Maduro. 

Fonte O Antagonista/Estadão/Reuters

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