No Estadão: A imprensa e Bolsonaro

Publicado em 11/02/2019 07:32
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Bolsonaro não gosta da imprensa. Acredita, equivocadamente, que as redes sociais são a bola da vez. Não percebe que agenda pública continua sendo determinada pelas empresas jornalísticas tradicionais. O que você conversa com os amigos, goste ou não, foi sussurrado por uma pauta de jornal. As redes sociais reverberam, multiplicam. Mas o pontapé inicial é dado por um repórter. Bolsonaro precisa conversar com a mídia. As críticas aos governantes, mesmo injustas, fazem parte do jogo. Não é possível recriar uma versão indesejável do “nós contra eles”. Não é bom para o País.

Mas a imprensa, reconheçamos, está uma arara com o estilo agressivo do presidente, sobretudo dos seus filhos. Por isso tem sido exagerada e superficial no seu olhar crítico a um governo que está dando os primeiros passos. Um governo só pode ser avaliado depois que se constate se as coisas melhoraram ou pioraram em consequência das decisões que pôs em prática. É necessário superar o clima de briga de adolescentes e encontrar o ponto de equilíbrio: respeito e independência.

Governo e imprensa não podem ter uma relação promíscua. É salutar certa tensão entre as instituições. Mas precisam conversar. São peças essenciais da estrutura democrática. Espero que Bolsonaro desça do palanque e assuma o papel de presidente de todos os brasileiros. Espero, também, que nós, jornalistas, deponhamos as armas da militância e façamos jornalismo.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Fonte Estadão

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