No Estadão: Bebianno pode voltar ‘às origens’, diz Bolsonaro

Publicado em 14/02/2019 10:30
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BRASÍLIA - O embate entre o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, jogou o Planalto nesta quarta-feira, 13, em sua pior crise nos 44 dias de governo. Após receber alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ficou internado por 17 dias, o presidente tomou o lado do filho na briga e desautorizou Bebianno, sugerindo até mesmo que ele pode deixar o cargo.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que o ministro mentiu quando afirmou ao jornal O Globo que eles conversaram nesta terça-feira, 12, três vezes pelo telefone sobre rumores de crise no governo. O presidente informou que determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas nas eleições de 2018. 

Bebianno presidiu o partido durante o período eleitoral. “Se (o Bebianno) estiver envolvido e, logicamente, responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”, afirmou o presidente à Record.

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Gráfica de dirigente do PSL recebeu R$1,2 milhão em recursos de campanhas do partido

Sete candidatos do PSL a deputado estadual e federal em Pernambuco repassaram R$ 1,2 milhão em recursos de campanha para a empresa de um dirigente do partido no Estado. Apesar do valor declarado com impressão de materiais gráficos, o triplo do que foi gasto pelo presidente Jair Bolsonaro com o serviço, só um dos políticos foi eleito: o próprio presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar.

À época, quem estava à frente do partido era Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República do governo Jair Bolsonaro. Bebianno vem protagonizando uma crise no governo em função das suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas em 2018. Na quarta, ele disse que não pretende pedir demissão.

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O Antagonista

Bebianno com Onyx

Alvo de ataques da família Bolsonaro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, tem reunião marcada com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz a Crusoé.

Ontem, Onyx defendeu publicamente o colega de ministério.

O ministro que sabe demais

Gustavo Bebianno pode ser demitido ou ele sabe demais?

É a pergunta que faz O Globo (e a resposta será dada nas próximas horas):

“A fogueira em que Bebianno foi colocado pode ser indicativo do método bolsonariano de tirar gente do seu governo.

A estratégia foi construída nas mesmas redes sociais que inflaram o apoio ao então candidato. O porta-voz foi o mesmo filho, Carlos, que protagonizou as ondas de mensagens mais virulentas (…).

Mas há que se considerar que Bebianno estava em todos os momentos decisivos de 2018 ao lado do candidato. Ouviu conversas, sabe como foram tomadas as decisões estratégicas de campanha, das corriqueiras às menos ortodoxas. Ou seja, se ministro que arde sabe demais, o presidente pode ser aconselhado a mantê-lo ali ao alcance da sua vista.”

Fonte: Estadão + O Antagonista

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