Trump diz que negociações comerciais com China foram "muito produtivas"

Publicado em 22/02/2019 17:17 e atualizado em 25/02/2019 04:38
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China comprou ou concordou em comprar mais 10 MI/soja americana

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste domingo que as negociações na véspera com a China foram "muito produtivas", enquanto negociadores trabalhavam para resolver o impasse comercial antes do prazo de 1º de março para imposição de mais tarifas pelos Estados Unidos sobre importações chinesas.

Após o fechamento dos mercados na sexta-feira e no final da reunião de alta cúpula entre chineses e americanos,  a China comprou ou concordou em comprar mais 10 MI/soja americana, conforme divulgado pelo secretário de agricultura americano e o próprio presidente Trump em seu twitter.

Segundo se divulgou, os chineses podem comprar até US 50 bi adicionais anualmente.
O presidente Trump e o Presidente XI deverão se encontrar agora em março na Flórida para os ajustes finais, mas comenta-se que antes deste encontro as equipes de alto escalão ainda devem se encontrar para os últimos detalhes.
Os detalhes divulgados neste final de semana são muito limitados, mas tudo indica que a reunião foi muito progressiva entre as equipes, quando o próprio  presidente Trump teria se encontrado sexta-feira com o vice 1º ministro Sr Liu He.

No sábado, ambos os lados reportaram reduzir as diferenças. Autoridades tentam chegar a um acordo sonre uma série de questões complexas que governam a relação entre as duas maiores economias do mundo, incluindo as atuais políticas cambiais da China e aplicação de direitos de propriedade intelectual.

Na sexta-feira, Trump disse que havia uma "boa chance" de um acordo surgir e que ele poderia estender o prazo de 1º de março, bem como avançar com uma reunião com o presidente Xi Jinping.

Os Estados Unidos devem aumentar as tarifas impostas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas de 10 para 25 por cento, a menos que Trump decida por um adiamento.

A imposição de tarifas por ambos os países e a ameaça de uma ação mais severa têm sido principais motivos da tensão econômica global nos últimos meses. A situação contribuiu para recentes oscilações bruscas nos mercados acionários e é considerada por alguns como a razão por trás da desaceleração dos investimentos.

Trump deve se reunir com vice premier da China para estender período de trégua

As conversas entre China e Estados Unidos alcançaram, durante a nova rodada de negociações que acontece em Washington nesta semana, um ponto crucial e representantes do alto escalão das duas delegações buscam agora promover um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O período de trégua entre os dois países, afinal, termina em uma semana, no dia 1º de março. 

De acordo com a agência internacional Bloomberg, o encontro tem como principal objetivo a busca por uma solução para problemas que se arrastam há meses e colocar fim nas tensões comerciais que se instalaram entre as duas maiores economias do globo. 

"Essa reunião é para acertar se as tarifas pendentes não serão implementadas, assim, provavelmente esse acordo será costurado e haverá mais tempo para o acordo final", explica o diretor Tarso Veloso, da ARC Mercosul, direto da Chicago ao Notícias Agrícolas. 

Nesse novo ambiente criado pelos dois países, a China já voltou a comentar que estaria pronta para, na sequência do acordo, voltar a comprar produtos agrícolas norte-americanos. O montante, na próxima década, poderia alcançar US$ 1,2 trilhão.  

Nesta quinta-feira (21), o mercado já recebeu as informações de que a nação asiática estaria a disposta a adicionar compras de US$ 30 bilhões - entre soja, milho e trigo - por ano em produtor agrícolas dos EUA. 

"O mercado está apostando no fato de que os dois - Trump e Xi - não irão colocar mais tarifas agora em 1º de março para ampliar esse deadline e voltar a discutir propriedade intelectual porque isso ainda está longe", completa Veloso. 

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Trump diz que pode incluir Huawei e ZTE nas conversas com China

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que pode incluir as empresas de telecomunicações chinesas Huawei e ZTE no acordo comercial atualmente em negociação com a China.

     O Departamento de Justiça acusou a Huawei e sua diretora financeira de conspirar para violar sanções dos EUA ao Irã, fazendo negócios através de uma subsidiária que tentou esconder.

Os EUA estão agora buscando sua extradição.

(Reportagem de Jeff Mason)

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

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