Na fronteira colombiana, ajuda humanitária à Venezuela é recebida com gás lacrimogêneo e tiros

Publicado em 23/02/2019 19:08 e atualizado em 24/02/2019 03:35
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Fortes confrontos ocorreram na tarde deste sábado (23) nas fronteiras venezuelanas com o Brasil e a Colômbia, quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios militares para fazer entrar a ajuda humanitária enviada pelos EUA.

Três pessoas morreram na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén por disparos de armas de fogo, segundo funcionários de saúde venezuelanos. A cidade fica próxima à fronteira com o Brasil. 

Treze feridos foram transferidos para hospitais no Brasil, quatro deles com ferimentos a bala. Há feridos ainda em atendimento no hospital de Santa Elena.

Em Pacaraima (RR), segundo moradores, forças de segurança impediram manifestantes de se aproximar da fronteira com bombas de gás lacrimogêneo.

No final do dia, opositores que se concentravam do lado brasileiro entraram em confronto com militares venezuelanos. A confusão começou depois que manifestantes colocaram fogo em um prédio perto da linha fronteiriça que estava sendo usado como base pelas forças do ditador Nicolás Maduro.

Os militares reagiram jogando gás lacrimogêneo, enquanto os manifestantes lançaram coquetel molotov. Ao menos um manifestante teve de ser socorrido, supostamente por inalar gás.

“Eles começaram a atirar de perto, como se fossemos bandidos”, disse o lojista Vladimir Gómez, 27, vestindo uma camisa branca manchada de sangue. “Eu não consegui evitar as balas (de borracha). Elas me atingiram no rosto e nas costas. Temos que lutar”.

Muitos dos manifestantes disseram que eram civis pacíficos que simplesmente queriam ajudar por causa da escassez de comida e remédios em uma nação que já foi próspera e que sofre com um derretimento econômico sem precedentes.

“Sou uma dona de casa e estou aqui para lutar pela minha família, meus filhos e pais, resistindo ao gás lacrimogêneo do Exército e aos soldados em motos”, afirmou Sobeida Monsalve, 42.

Outros bloquearam as ruas com pneus queimados, colocaram fogo em um ônibus e arremessaram pedras em forças de segurança para exigir que Maduro permita o auxílio a um país devastado pela escassez de comida e remédios.

Tropas da guarda nacional também atiraram gás lacrimogêneo em Santa Elena, perto da fronteira com o Brasil, onde pessoas tentaram construir barricadas para impedir que agitadores armados pró-governo entrassem.

Na sexta-feira, tropas abriram fogo contra uma vila na área, matando uma mulher e seu marido. Trinta e cinco tropas da Guarda Nacional estão detidas pela comunidade indígena em protesto, disse o prefeito de Gran Sabana.

Dois caminhões com ajuda humanitária cruzaram a fronteira brasileira, embora não tenham passado pela alfândega venezuelana, de acordo com uma testemunha da Reuters.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, até o final da tarde deste sábado, cinco venezuelanos com ferimentos de bala de foram atendidos no estado.

Os primeiros procedimentos são realizados em Pacaraima, no Hospital Délio Oliveira Tupinambá. Eles devem ser deslocados para Boa Vista.

VERGONHA AO EXÉRCITO

Um vídeo nas redes sociais mostrou tropas que desertaram no sábado dirigindo veículos armados por uma ponte que liga a Venezuela à Colômbia, derrubando barricadas de metal no processo, pulando dos veículo e correndo para o lado colombiano.

“O que fizemos, fizemos pelas nossas famílias, para o povo venezuelano”, disse um dos quatro homens em vídeo replicado em um programa de notícias colombiano na televisão, que não os identificou. “Não somos terroristas”.

Os dois caminhões com ajuda humanitária que estavam na fronteira do Brasil com a Venezuela neste sábado, 23, foram movidos para um local afastado da divisa dos dois países diante da possibilidade de tumultos na região.

A decisão foi tomada horas depois de confrontos na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén entre manifestantes venezuelanos e Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que deixaram três mortos e mais de 30 feridos segundo relatos de deputados opositores e de uma ONG de defesa dos direitos humanos.

Venezuela

A fronteira do Brasil com a Venezuela, entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén, permanece fechada desde sexta-feira por ordens do presidente Nicolás Maduro. Foto: Luiz Raatz

Protesto deixa 2 mortos em cidade venezuelana na fronteira com Brasil, diz relatório

SANTA ELENA DE UAIRÉN, Venezuela (Reuters) - Duas pessoas morreram no sábado em um protesto em Santa Elena de Uairén, a cidade venezuelana na fronteira com o Brasil, segundo um relatório do hospital.

Desde o início, grupos de pessoas aguardavam a chegada de dois caminhões carregados de remédios e alimentos do Brasil, mas unidades da Guarda Nacional impediram a passagem, cujo fechamento foi ordenado pelo presidente Nicolás Maduro a partir de quinta-feira à noite.

Houve confrontos com as forças de segurança e detonações altas foram ouvidas na cidade. No hospital, um médico leu um relatório descrevendo as duas fatalidades e pelo menos uma dúzia de feridos.

Forças de segurança venezuelanas chocam-se com manifestantes em Urena

Mais quatro mortos na fronteira com a Venezuela (em O Antagonista)

Os confrontos perto da fronteira entre Brasil e Venezuela resultaram em quatro mortos neste sábado.

Duda Teixeira, da Crusoé, conta o incidente aconteceu na cidade venezuelana de Santa Elena De Uairén.

Outras dezoito ficaram feridas:

Manifestantes lançaram coquetéis molotov na base do Exército venezuelano na fronteira com o Brasil, informa o G1.

“De acordo com informações preliminares, os coquetéis molotov foram atirados por venezuelanos que vivem no Brasil em direção ao posto militar da Venezuela”.

Forças de Maduro queimam caminhões que transportavam ajuda humanitária

A Crusoé noticia que três caminhões com ajuda humanitária foram incendiados por membros da ditadura de Nicolás Maduro na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

Mais cedo, Juan Guaidó afirmou no Twitter que o “regime usurpador usa os atos mais desprezíveis e tenta queimar o caminhão com ajuda humanitária”.

Caminhão com ajuda humanitária que partiu do Brasil não ultrapassou barreira militar venezuelana

BRASÍLIA (Reuters) - Um caminhão que transporta ajuda humanitária cruzou no sábado a fronteira do Brasil com a Venezuela, mas não atravessou a barreira militar do país vizinho.

O veículo carregado com medicamentos e alimentos estaria em território venezuelano, mas ainda não na alfândega daquele país, segundo uma testemunha da Reuters.

Em vídeo distribuído pelo Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chegou a comemorar o fato de o caminhão ter ultrapassado a fronteira com a Venezuela.

"Há poucos minutos tivemos a notícia de que o primeiro caminhão com ajuda humanitária brasileira e americana cruzou a fronteira, entrou no território venezuelano, agora está se vendo como vai se ver o descarregamento do caminhão, mas o primeiro caminhão já está em território venezuelano", disse.

"Esperamos que essa ajuda chegue efetivamente ao povo venezuelano, que essa ajuda seja a primeira gota de um oceano de ajuda que entrará na Venezuela em benefício da restauração democrática daquele país", completou ele, que está em Pacaraima, Roraima, participando da operação de ajuda.

Deserções de forças de segurança de Maduro aumentam, diz autoridade colombiana

CUCUTA, Colômbia (Reuters) - Pelo menos 18 integrantes das forças de segurança venezuelanas desertaram no sábado e se mudaram para a Colômbia, em meio à crescente tensão com a aprovação de uma ajuda humanitária anunciada à nação petroleira, informou a Autoridade de Imigração Nacional colombiana.

O órgão do governo colombiano disse que os desertores são membros da Guarda Nacional, da Polícia, do Exército e da Marinha que passaram da Venezuela para o departamento colombiano de Norte de Santander e Arauca.

"Nós desconhecemos o presidente Nicolás Maduro e reconhecemos nosso presidente interino, comandante-em-chefe Juan Guaidó", disse um dos membros da Guarda Nacional da Colômbia, depois de cruzar a fronteira.

"O que fizemos hoje, fizemos isso por nossas famílias, para o povo venezuelano. Nós não somos terroristas (...) somos pais de família e já basta de tanta incerteza e tanta injustiça. Companheiros chegou o momento, chegou a hora", disseram três outros membros da Guarda Nacional em um vídeo em que eles não se identificaram.

O presidente colombiano, Iván Duque, entregou no sábado centenas de toneladas de alimentos e remédios ao líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, para ser transportado para aquele país e distribuído a milhares de pessoas necessitadas.

Mas o líder socialista Nicolás Maduro, cada vez mais isolado desde que Guaidó se proclamou presidente interino em janeiro, anunciou que não permitirá a passagem da ajuda para a Venezuela.

Maduro, que descreve a entrega da assistência humanitária como um "show da mídia", ordenou o reforço da segurança nas fronteiras para evitar qualquer incursão.

Guaidó escreveu em sua conta no Twitter: "Aqueles guardas e membros das Forças Armadas que decidem se juntar à nossa luta não são desertores, eles decidiram se aliar ao povo e à Constituição. Bem-vindos!".

"A chegada da Liberdade e da Democracia na Venezuela já é imparável", disse ele.

Maduro anuncia rompimento de relações com Colômbia e ordena saída de embaixador em 24 horas

UREÑA, Venezuela / CÚCUTA, Colômbia (Reuters) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rompeu relações diplomáticas com Bogotá neste sábado, pouco depois de soldados venezuelanos dispararem balas de borracha e de gás contra manifestantes que pressionam na fronteira para garantir a entrada da ajuda humanitária que se deslocou em caminhões da Colômbia.

O líder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, que dezenas de países reconhecem como o presidente interino da nação petroleira, busca contribuições da Colômbia, do Brasil e também de Curaçao para enfrentar a profunda crise econômica e a escassez sofrida pela nação petroleira.

Desafiando a pressão da comunidade internacional para abandonar o poder, o cada vez mais isolado Maduro novamente rejeitou a ajuda e disse que a iniciativa mascarou uma tentativa de golpe da oposição com o apoio de Washington.

"Estou mais duro do que nunca nesta floresta, de pé firme, governando esta terra natal", disse Maduro diante de milhares de partidários que se reuniam em uma avenida de Caracas em uma marcha chamada "em defesa da revolução". "Soberano coñazo (soco) estamos entrando no golpe, a intervenção gringa", gritou ele.

E minutos depois, ele anunciou o rompimento das relações com a Colômbia.

"Decidi romper todas as relações políticas e diplomáticas com o governo fascista da Colômbia e todos os seus embaixadores e cônsules devem partir em 24 horas da Venezuela", disse ele.

Da cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta, Guaidó acompanhou a partida dos caminhões com o líder colombiano, o conservador Ivan Duque, em um depósito onde toneladas de suprimentos enviados pelos Estados Unidos e outros países foram armazenados.

"A ajuda humanitária está definitivamente indo para a Venezuela pacificamente e silenciosamente para salvar vidas", disse Guaidó ao receber formalmente a ajuda de Duque, e logo depois ele próprio subiu em um caminhão na entrada para a fronteira, fechado do lado venezuelano.

Mas enquanto os caminhões avançavam, na vizinha cidade venezuelana de San Antonio, as forças de segurança leais a Maduro dispararam gás lacrimogêneo e balas de borracha em uma marcha de simpatizantes que se dirigiam à ponte fronteiriça Simón Bolívar para receber ajuda.

Os manifestantes responderam jogando pedras nas forças de segurança, enquanto no lado colombiano uma corrente humana foi formada com a intenção de se preparar para passar as caixas com ajuda.

"Eles estão massacrando o povo da Venezuela em Santa Elena de Uairén e em San Antonio", disse Guaidó.

A ponte, principal passagem entre os dois países, ainda estava bloqueada por membros da Guarda Nacional venezuelana.

Mobilizações e protestos se alastram por cidades venezuelanas (Por Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo)

A Venezuela entrou neste sábado (23) em estado de insurreição de baixa intensidade (de baixa intensidade porque os insurretos não têm armas, ao menos até onde se pode ver na televisão).

Insurreição evidenciada não apenas em três dos pontos em que estava presente a mídia, a saber: Cúcuta, no lado colombiano da fronteira; Pacaraima, no Brasil; e Ureña, no lado venezuelano, a cidade a que primeiro chegariam os caminhões da ajuda humanitária.

Neles, o desafio à ditadura estava sendo exibido ao vivo e em cores.

Mas, em outros incontáveis pontos da Venezuela, havia também mobilizações de massa, que só não apareciam na mídia porque a ditadura cerceia o trabalho dos jornalistas estrangeiros e controla o jornalismo local.

No entanto, uma coligação de meios digitais oposicionistas (Tal Cual, El Pitazo e Runrun) registrava, com fotos, a movimentação em diferentes cidades dos venezuelanos que demandavam dos militares que deixassem entrar a ajuda humanitária.

Insurreição evidenciada até em detalhes aparentemente menores: já na sexta-feira (22), índios Pomones sequestraram integrantes da Guarda Nacional que, pouco antes, haviam disparado para matar contra um grupo que, como tantos outros, pelejava para que a fronteira (no caso com o Brasil) fosse aberta.

No sábado, segundo tuíte de ReporteYa, em Ureña, um grupo de manifestantes sequestrou e incendiou um ônibus que pouco antes havia servido para transportar gente do governo para se contrapor aos manifestantes. Seria irônico, não fosse tão trágica a situação venezuelana.

Mais: os manifestantes, no puro muque, empurravam os restos calcinados do veículo na direção das tropas que fechavam a passagem para a fronteira. Uma maneira artesanal —mas nem por isso menos insurrecional —  de impedir que os policiais avançassem e/ou disparassem contra o grupo.

Ainda na sexta, Juan Guaidó, o presidente interino reconhecido por mais de 50 países, também dava um passo rebelde, ao chegar à Colômbia, embora estivesse proibido de deixar o país, por decisão da Corte Suprema de Justiça.

Um mês depois, vale ainda, pelo menos até o meio da tarde do sábado, o que registrei na Folha a 27 de janeiro: Juan Guaidó tem mais legitimidade que poder; já Nicolás Maduro tem mais poder que legitimidade.

Caracterizava-se então e até o momento, uma situação de "impasse daninho", como definiu para a revista Nueva Sociedad, da social-democracia alemã, o sociólogo Juan Gabriel Tokatlian, da Universidade Torcuato Di Tella (Argentina).

O que é exatamente esse impasse? "Nenhuma das partes pode triunfar mas tampouco aceita ceder", explicava Tokatlian, um dos mais lúcidos analistas latino-americanos.

O que vai romper o impasse já não é tanto se a ajuda humanitária entra ou não na Venezuela. Os apoiadores de Guaidó (e seus aliados brasileiros e colombianos) já deixaram claro que, se os caminhões não conseguissem entrar no sábado, haveria novas tentativas no domingo, na segunda-feira, na terça-feira.

A questão, pois, passa a ser por quanto tempo podem ser mantidos o “impasse daninho" e a insurreição sem armas. Ou quem, Maduro ou Guaidó, pisca primeiro.

Um tirano contra seu povo, por JOSÉ NÊUMANNE, no ESTADÃO)

Ao fechar fronteiras para impedir que ajuda humanitária chegue do exterior para desesperado povo venezuelano, Maduro expõe à execração seus aliados militares, russos e chineses além do PT brasileiro (Movimentos de tropas na fronteira Venezuela–Brasil. Foto: Américo De Grazia, deputado da Assembleia Nacional).

Decisão de Nicolás Maduro de fechar portos, aeroportos e até as fronteiras terrestres com Brasil e Colômbia para impedir que ajuda humanitária do estrangeiro chegue até os lares dos venezuelanos famintos não deixa mais nenhuma dúvida de que o tirano declarou guerra mortal contra o próprio povo, contando, para tanto, com os militares. E também com a adesão das potências mundiais Rússia e China. Estes acontecimentos recentes desmascaram ainda a atitude desumana, covarde e injustificável, sob quaisquer pontos de vista, do PT e parte da esquerda que apoiam esse celerado. (Jo´se N~eumanne, no ESTADAO).

‘Brasil manda caminhãozinho para 30 milhões’ (BR18/ESTADÃO)

Senador por Roraima, Telmário Mota (PROS) também ridicularizou a ajuda humanitária enviada pelo governo brasileiro e que está retida na fronteira com a Venezuela. “A Venezuela tem quase 30 milhões de pessoas, o Brasil manda um caminhãozinho 3/4 pela metade de mantimentos como ajuda humanitária”, escreveu em seu Twitter. “Essa brincadeira colocou gasolina na crise Venezuela e pessoas inocentes estão sendo vítimas dessa demagogia”,afirmou. 

Tropas venezuelanas lançam bombas de gás lacrimogêneo contra pessoas que querem passar para Colômbia

UREÑA, Venezuela/CÚCUTA, Colombia (Reuters) - Tropas venezuelanas lançam bombas de gás lacrimogêneo no sábado em cerca de 200 pessoas que tentam atravessar para a Colômbia após o fechamento temporário da fronteira pelo governo do presidente Nicolás Maduro para impedir a entrada no país de ajuda humanitária à nação petrolífera.

O confronto surgiu quando o grupo tentava cruzar a ponte Francisco de Paula Santander, que liga a cidade venezuelana de Ureña com a colombiana Cúcuta, para trabalhar em território colombiano foram dispersados por integrantes da Guarda Nacional Antimotim, conforme uma testemnha da Reuters no local.

A oposição venezuelana liderada por Juan Guaidó, a quem dezenas de países reconhecem como presidente interino, prevê no sábado a entrada de toneladas de alimentos e remédios para a Venezuela a partir de países vizinhos como Colômbia e Brasil. 

O governo de Maduro rejeita a existência de uma crise humanitária no país produtor de petróleo e descreve como "um show barato" a tentativa do oponente de levar suprimentos ao país, embora desde 2015 pelo menos 3,4 milhões de pessoas tenham deixado o país, segundo as Nações Unidas. 

Na sexta-feira passada, o vice-presidente executivo da Venezuela, Delcy Rodríguez, relatou o "fechamento temporário" das pontes fronteiriças Simón Bolívar, Santander e Unión, os caminhos mais próximos da cidade colombiana de Cúcuta, onde está a maior parte da ajuda.

"Assim que as ações grosseiras de violência contra nosso povo e nosso território forem controladas, a normalidade da fronteira será restaurada", escreveu a autoridade em sua conta no Twitter, um novo passo na política do governo Maduro de reforçar a segurança nas fronteiras para evitar incursão. 

Enquanto isso, quatro membros da Guarda Venezuelana desertaram por duas pontes ao longo da fronteira colombiana em meio à crescente tensão devido à passagem da ajuda.

"Venezuela: aqueles soldados e soldados das Forças Armadas que decidem se unir à nossa luta não são desertores, eles decidiram se aliar ao povo e à Constituição. Bem-vindos! A chegada da Liberdade e da Democracia na Venezuela já é imparável". escreveu em sua conta no Twitter Guaidó, que foi proclamado presidente interino há um mês. 

O presidente da Colômbia, Iván Duque, chegou à fronteira em Tienditas com Guaidó, onde planeja entregar centenas de toneladas de alimentos e remédios para a oposição de Maduro transferir e distribuir para milhares de pessoas necessitadas. 

A ponte internacional Simón Bolívar, a principal passagem entre os dois países, ainda estava bloqueada por membros da Guarda Venezuelana, enquanto voluntários de Guaidó pediram a eles que a abrissem para mobilizar ajuda humanitária.

Analistas políticos acreditam que o plano para entrar na assistência tem menos a ver com a solução das necessidades da Venezuela e mais para provar a lealdade dos militares a Maduro.

Ajuda humanitária para a Venezuela
Confronto em Ureña, na Venezuela, na fronteira com a Colômbia 

Vídeo incorporado

A reportagem do 'Estado' registrou o momento em que manifestantes venezuelanos em território brasileiro entraram em confronto com membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na tarde deste sábado na fronteira entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén.

Ao fechar fronteiras para impedir que ajuda humanitária chegue do exterior para desesperado povo venezuelano, Maduro expõe à execração seus aliados militares, russos e chineses além do PT brasileiro (Movimentos de tropas na fronteira Venezuela–Brasil. Foto: Américo De Grazia, deputado da Assembleia Nacional).

 

Fonte: Reuters/O Antagonista

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