Conflito na Venezuela se agrava e massacra comunidade indígena Pemon; veja fotos

Publicado em 24/02/2019 21:11 e atualizado em 26/02/2019 13:00
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Conflito na Venezuela

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A comunidade indígena Pemon se tornou uma das principais frentes opositoras ao governo de Nicolás Maduro e com o agravamento dos conflitos na Venezuela, os índios pemones foram massacrados nos últimos dias. 

Emilio González, prefeito da municipalidade de Gran Sabana, disse, em entrevista ao G1, que está sendo perseguido pelo governo chavista e que sua cidade, que fica a 15 quilômetros da fronteira com o Brasil, está tomada por forças de Maduro, entre elas chefes de facção e sindicatos do governo.

Os feridos nos conflitos em Santa Elena de Uairén, na região de Gran Sabana, estão sendo encaminhados para Pacaraima, em Roraima. 

O Notícias Agrícolas recebeu imagens do conflito com exclusividade. 

Conflito na Venezuela

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A seguir, veja mais fotos de Thiago Orihuela:

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No G1 Roraima

Conflitos deixaram 25 mortos em área da Venezuela perto do Brasil, diz prefeito

Conflitos em localidades venezuelanas perto da fronteira com o Brasil deixaram cerca de 25 mortos e 84 feridos desde sexta-feira (22), segundo Emilio González, prefeito da municipalidade de Gran Sabana. Opositor de Maduro, ele contou ter usado rotas clandestinas para chegar a Roraima, onde pediu ajuda internacional neste domingo (24).

Na região de Gran Sabana, administrada por González, fica a cidade de Santa Elena de Uairén, a 15 quilômetros do Brasil, e a localidade de Kumaparakay, a cerca de 85 quilômetros da fronteira, onde houve o primeiro conflito.

Esses números de mortos e de feridos não foram citados por fontes oficiais, tanto do presidente Nicolás Maduro, quanto de grupos ligados ao autoproclamado presidente Juan Guaidó.

Emilio, que é um índio pemon, afirma que está sendo perseguido pelo governo de Nicolás Maduro, do qual é opositor. Ele veio para o Brasil por meio da mata, em rotas clandestinas e deixou a cidade de Santa Elena por volta das 18h de sábado, chegando a Pacaraima por volta das 11h deste domingo.

Leia a notícia na íntegra no site do G1 RR

Conflito na Venezuela - Foto: G1

Foto: Alan Chaves/G1 RR

'Coloquem-se do lado do povo que passa fome', pedem desertores aos outros militares da Venezuela

Os três militares venezuelanos que desertaram para o Brasil neste fim de semana pediram aos companheiros de farda que deixassem de apoiar o regime de Nicolás Maduro. "Que se coloquem do lado do povo, porque o povo está passando fome", disse o sargento Carlos Eduardo Zapata a jornalistas neste domingo.

Três militares da Guarda Nacional Bolivariana desertaram pela fronteira da Venezuela com o Brasil. Dois sargentos chegaram na noite de sábado e estão alojados no abrigo para refugiados de Pacaraima, disse o coronel do Exército brasileiro Georges Feres Kanaan neste domingo. Outro sargento chegou pela manhã, por meio de uma rota clandestina.

Leia a notícia na íntegra no site do G1 RR

Militares desertores na Venezuela - Foto: G1 RR

Militares venezuelanos que desertaram para o Brasil mostram suas identidades em Pacaraima, em Roraima
Foto: Emily Costa/G1

Na Folha: Militares venezuelanos roubam transeuntes que estão do lado brasileiro sob mira de fuzil

Fabiano Maisonnave

ESTADO BOLÍVAR (VENEZUELA)

Militares venezuelanos roubando transeuntes que estão do lado brasileiro da fronteira. Tiros ao alto. Um êxodo de centenas de indígenas da etnia pemón, a maioria crianças. E até um casal de ciclistas argentinos em viagem há um ano.

Com o fechamento da fronteira entre Brasil e Venezuela, na última sexta-feira (22), as diversas trilhas ao longo da fronteira entre os dois países se transformaram em palco de violência, dramas familiares e expectativa sobre os próximos dias. 

Neste domingo (24), a Folha acompanhou a volta do deputado oposicionista venezuelano Luis Silva, 59, que na véspera havia cruzado a fronteira para acompanhar a chegada das duas camionetes com doações dos governos do Brasil e dos Estados Unidos.

O engenheiro agrônomo está em seu primeiro mandato e é filiado à Ação Democrática, tradicional partido de centro-direita. Passou dois dias com a roupa do corpo. Na volta à Venezuela, trazia duas caixas de bombom Garoto para os filhos e uma escova de dente comprada no Brasil.

O percurso entre Santa Elena e Pacaraima, que, quando a fronteira está aberta toma apenas dez minutos de carro, se tornou um martírio de 5 horas, a maior parte a pé atravessando campos abertos e mato. A travessia foi feita graças a um guia pemón, etnia que habita os dois lados da fronteira. 

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo

O Globo: Perto da fronteira, prefeito foge para o Brasil e relata 25 mortes na cidade de Gran Sabana

O político opositor venezuelano  Emilio González, prefeito do município de Gran Sabana, cuja capital é Santa Elena  de Uairén  — a 15 quilômetros da fronteira com Brasil  — denunciou ao jornal O Globo no início da noite deste domingo que os corpos de 25 pessoas mortas em confronto com militares e milícias pró-governo da Venezuela foram recolhidos na região administrativa gerida por ele.

O prefeito González fugiu com sua comitiva para  o Brasil depois que civis de sua cidade  foram atacados pelos militares leais a Nicolás Maduro.

Segundo o prefeito, três mil militares desembarcaram fortemente  armados, em oito comboios, em Santa Elena no sábado à tarde. Ele acredita que os números devem subir à medida em que a prefeitura consiga  recolher os corpos, a maioria localizada em regiões ermas. No total, 85 pessoas teriam ficado  feridos.

O que havia sido confirmado anteriormente eram as mortes de dois indígenas pela Guarda Nacional Bolivariana a 70 quilômetros da fronteira brasileira, na sexta-feira, e de quatro pessoas em Santa Elena por milícias chavistas, no sábado.

Um enfermeiro venezuelano confirmou ao GLOBO que até agora quatro mortos chegaram ao hospital de Santa Elena, além de 45  feridos a bala. Já a ONG venezuela Provea confirmou a morte de oito pessoas na região, e agora investiga as cifras que mencionam entre 14 e 25 vítimas fatais. 

O hospital de Santa Elena conta com apenas uma ambulância e, sem medicamentos, não tem condições de atender as vítimas, relatou ao GLOBO o enfermeiro Rack Ramsame, que trabalha no local. Segundo ele, no município vizinho ao Brasil há veículos blindados e guardas fortemente armados nas ruas.

— Hoje eu fiz três viagens (para o Brasil) com feridos a bala.

Oito pessoas, entre assessores  e um grupo de escolta, fizeram uma caminhada de seis horas por trilhas abertas na selva para relatar os abusos  ao governo à imprensa brasileira. O prefeito denunciou que a Guarda Nacional disparou contra a população civil, que protestava desarmada. No grupo de 3 mil militares havia, segundo a equipe do prefeito, grupos de milicianos.

Uma venezuelana de 39 anos relatou ao site G1 que os conflitos na cidade entre guardas nacionais e civis pareciam uma zona de guerra: "Havia muitas pessoas feridas e ouvíamos muitos barulhos de tiro".

Segundo ela, a cidade amanheceu deserta e destruída neste domingo, e o clima ainda é de tensão.

"Ontem (sábado) foi terrível. Ouvíamos muitos tiros, gritos de pessoas feridas na rua. Ficamos com muito medo, medo de morrer”, relatou ela, afirmando que mora a cerca de 2 km do Centro, onde os confrontos foram mais intensos.

Os sindicatos que controlam garimpos também teriam enviado milícias armadas e fardadas como militares. Os empresários do garimpo são fiéis aliados de Maduro, e disputam há décadas as minas de pedras preciosas da região de Gran Sabana com os territórios indígenas.

No Estadão: Militares de Brasil e Venezuela agem em conjunto após conflitos na fronteira

PACARAIMA, RORAIMA - A fronteira entre Brasil e Venezuela foi palco de novos confrontos neste domingo, 24, entre manifestantes venezuelanos e militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), obrigando o Exército brasileiro a formar um cordão de isolamento para evitar mais casos de violência como os registrados sábado, dia da tentativa de envio de ajuda humanitária aos venezuelanos.

Apesar de a fronteira do lado brasileiro não ter sido fechada, instaurou-se uma “permeabilidade seletiva”, nas palavras do coronel José Jacaúna, que isolou o local com o auxílio da Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. “Podem passar pequenos grupos, famílias”, explicou o coronel Jacaúna.

Quando a situação se acalmou, militares brasileiros e venezuelanos se reuniram na fronteira. Houve um encontro amistoso entre o general A. Bermúdez V., da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), e o coronel do Exército brasileiro Georges Feres Kanaan, coordenador adjunto da Força Tarefa Logística Humanitária. Eles conversaram na linha de fronteira. Também participaram três donos de caminhões retidos na Venezuela.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

Na sequência, veja vídeos dos últimos dias de conflito:

 

 

Fonte: O Globo/G1 RR/Estadão/Reuters

2 comentários

  • EBS FERTILIZANTES Itanhanga - MT

    Como é possível acreditar na filosofia da gestão socialista/comunista/esquerdista como sendo algo tão bom e a favor dos mais pobres diante de todos os fatos?
    Cadê a Gleisi Hoffmann, lider do PT e apoiadora de Maduro? Ja podemos falar em cúmplice?
    No final das contas, governo bom é o governo que não rouba dinheiro 'suado' de quem esta disposto a mudar de vida (nem mesmo o que rouba usando pseudo-alegações de que irá dividir com os mais pobres). E quem esta disposto a mudar de vida não quer esmola estatal, não quer lavagem de governos mal-intencionados; são pessoas que levantam como leões famintos com propósito, foco e determinação.
    Uma pessoa que possui uma mente sadia sabe que para conseguir o que almeja precisa dela mesma e com isso ela desenvolve o olhar critico em relação ao governo que possui.
    O Brasil sofreu um acidente e capotou 14 vezes. Se tivesse batido mais uma vez seria P erca T otal e acabaríamos como se encontra a Venezuela.
    O que vc pode fazer por si mesmo, governo nenhum do mundo poderá. Socialismo/Comunismo, alem de roubar o que o trabalhador construiu, roubo qualquer possibilidade de se quer em meritocracia. Que Deus abençoe as nações do mundo!

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    • DANIEL GALVAO -

      De fato temos que estimular, incentivar o livre mercado. Combater a corrupçao e a mentira que se faz na ditadura, disfarçada de democracia.

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  • Rafael Mendes Araguari - MG

    Cadê os defensores dos indígenas? Vamos ajudar!!! ... Agora somem todos!!! ... Hipócritas.

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    • LEDENIR PRESASÃO MIGUEL DO IGUAÇU - PR

      Deve ser porque lá as OMG tem pouca "plata"...

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