Alívio nas negociações EUA-China sustenta dólar em recuo e bolsa segue Brasília e balanços

Publicado em 25/02/2019 10:41 e atualizado em 25/02/2019 15:45
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Cautela por Previdência e influência de balanços de empresas estão no radar

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Hoje os ativos de riscos estavam para seguirem os parâmetros tradicionais de dólar em recuo e bolsa em alta pelo não crescimento das frentes de risco, ou até arrefecimento no caso das negociações entre americanos e chineses. A atenção com o tempo de tramitação da reforma previdenciária na Câmara, além de dificuldades vistas pelos líderes do Congresso, tiraram fôlego do efeito positivo, ao menos como se mostra nesta parte da tarde da segunda (25), por volta da 13h40. 

A bolsa vem igualmente sob influência de resultados de balanços que serão ainda conhecidos e com um freio já notado, nos ganhos que vêm do exterior, por Petrobras (preços do petróleo em leve baixa e vazamento em uma plataforma submarina). Assim, o Ibovespa abroi no lado de cima da tabela e virou, perdendo cerca de 0,40%, e o Futuro recuarndo aproximadamente 0,20/0,24%.

O dólar, menor em 0,71% na sexta, oscilava mais comportadamente para baixo na casa dos 0,25 a 0,30%, a R$ 3,731.

A influência positiva externa vem das declarações do presidente Donald Trump, acenando com a prorrogação das negociações com a China, que venceriam na sexta (1º). Reiterada agora, às vésperas passar a valer impostos sobre bens chineses da ordem de US$ 200 bilhões, o presidente dos Estados Unidos vê progressos feitos até aqui em pontos polêmicos, como propriedade intelectual, pelos quais haveria a necessidade de mais tempo para se buscar consensos.

Os índices acionários americanos também devem reagir na abertura, seguindo o Dow 30 Futuros e o S&P 500 Futuros, mesmo que sob a sombra de uma possível recessão do país ao final de 2021. Shngai e o Nikkei, do Japão, fecharam em alta. 

O Brexit, com a primeira-ministra ganhando mais tempo para a votação no parlamento, mas visto como sinal de dificuldades, está em segundo plano na cena internacional.

Venezuela e a crise nas fronteiras, com violência e mortes, está no radar, até pelo encontro no Grupo de Lima entre os vice-presidentes do Brasil, Hamilton Mourão, e Mark Pence, dos Estados Unidos. Este deverá pedir ação mais incisa na questão venezuelana e o primeiro deverá recusar, como já havia tido antes.

No Brasil, o reforço dado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), da presidência da Câmara, que dificilmente se terá uma nova Previdência ali antes de junho, deverá ser absorvido. Seria ilusão dos mercados esperarem para antes, apesar da necessidade do Brasil em ver essa aprovação acelerada e nos termos propostos.

O ponto aqui vai ser o monitoramento da força do governo sobre a base de apoio e não "vender barato" os votos.

Por Giovanni Lorenzon
Fonte Notícias Agrícolas

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