Dólar recua por 'trégua' diante da ausência de tendências internas e externas

Publicado em 27/02/2019 11:02 e atualizado em 27/02/2019 12:05
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Ibovespa segue em volatilidade e agentes devem testar mercados antes do feriado prolongado

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As agendas internacional e nacional, podendo dar um rumo aos mercados, com possíveis novidades, são aguardadas pelos investidores. Nesta manhã de quarta (27), os negócios seguem em relativa calmaria, sem pressão do exterior e doméstica. 

O Ibovespa e o Ibovespa futuro estão no negativo - entre 0,30% e 0,40%, respectivamente, em torno das 11h05 -. após a puxada da terça por alta de Embraer, por exemplo. Mas, como o câmbio, não têm tendências firmes com o País se encaminhando para o longo feriado do Carnaval.

O dólar caindo, ao redor de 0,45%, em R$ 3,728, indica menor aversão ao risco (na véspera fechou estável), sem novidades quanto à Previdência, além das críticas já produzidas e com o governo tateando os apoios necessários. Tanto que o mercado espera o encontro do ministro da Fazenda Paulo Guedes com os presidente da Câmara e do Senado para ver alguma declaração sobre o andamento da reforma no Congresso e como o governo deve negociar.

Guedes, que ontem conseguiu aprovação do Senado do indicado para a presidência do Banco Central, Roberto Campos Neto, também se reúne com o Conselho Monetário Nacional.

Na cena global, as negociações entre China e Estados Unidos ficam em segundo plano, pelo encontro de Donald Trump e Kim Jung Un e pelo conflito fronteiriço entre Índia e Paquistão. E mais positiva com a fala de Jerome Powell, do Federal Reserve, no Congresso americano, reafirmando a "paciência" sobre apertos monetários e que a economia do pais vai bem, apesar de "ameaças externas".

No entanto, os agentes veem pendência em relação a alguns indicadores, como de habitações contratadas. E, por outro lado, outros mais animadores, como o anúncio que deverá ser feito de novo aumento da produção de petróleo e xisto no país, segundo expectativas do mercado, podendo fazer pressão adicional sobre os anunciando cortes dos países produtores, criticados por Trump.

Mas ele volta ao Capitólio hoje para nova rodada de sabatina dos parlamentares.

Na soma desses acontecimentos os índices futuros de Wall Street estão operando no negativo. As bolsas asiáticas fecharam mistas, ainda influenciadas pelo anuncio das autoridade monetárias de Pequim que os risco de exposição bancária está sendo monitorado e será tratado caso a caso.

E as bolsas europeias, às voltas com o impasse do Brexit, estão em baixa depois de 3 altas, mostrando certa realização de lucros.

O barril de petróleo em Londres experimenta mais um dia de alta, depois do fechamento da véspera em mais 0,69%. Agora passa dos US$ 66, alçando acima de 1,30%. Aqui naturalmente há o risco Venezuela e o potencial de a crise piorar e parar de vez o fornecimento de petróleo do país.

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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