Rússia pede reunião com EUA sobre Venezuela, mas Washington volta a subir o tom contra Maduro (ESTADÃO)

Publicado em 03/03/2019 20:36
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Rússia garantiu neste domingo, 3, que fará todo o possível para evitar uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e disse estar pronta para realizar negociações bilaterais com Washington sobre a questão. Neste domingo, a presidente da Câmara Alta do Parlamento russo, Valentina Matviyenko, se reuniu com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e reafirmou o apoio de Moscou ao país sul-americano.

“Nos preocupa muito que os EUA possam realizar provocações para que seja derramado sangue (na Venezuela), encontrando assim uma desculpa para intervir”, afirmou Valentina.

Delcy Rodríguez e Sergei Lavrov

Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e chanceler russo, Sergei Lavrov, reforçaram os laços de Caracas e Moscou em encontro Foto: REUTERS/Maxim Shemetov.

No sábado 2, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, havia dito ao colega americano, Mike Pompeo, em uma conversa telefônica, que Moscou estava disposta a um dialogo com Washington. 

“Em conexão com a proposta de Washington de realizar consultas bilaterais sobre o assunto, ficou posto que a Rússia está pronta para participar disso. É vital (esta discussão) ser estritamente guiada pelos princípios da Carta das Nações Unidas, uma vez que apenas o povo venezuelano tem o direito de determinar seu futuro”, disse o comunicado da chancelaria russa após a ligação – iniciada pelo governo americano.

Neste domingo, no entanto, o assessor de Segurança da Casa Branca, John Bolton, voltou a subir o tom contra o governo de Nicolás Maduro e disse que os EUA tentam formar uma “ampla coalizão” internacional para substituí-lo.

“Gostaria de ver uma coalizão tão ampla quanto for possível juntar para substituir Maduro, para substituir todo o regime corrupto. Isso é o que estamos tentando fazer”, afirmou Bolton em entrevista à rede de televisão americano CNN.

A Rússia e os EUA têm estado em desacordo sobre a campanha liderada pelos americanos, com apoio de países da América Latina, pelo reconhecimento internacional de Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana que se declarou presidente interino e pediu eleições antecipadas em seu país. 

Tanto na entrevista à CNN, quanto em outra dada neste domingo ao canal Fox News, o assessor de Segurança dos EUA criticou a influência de Cuba na Venezuela. “Parte do problema na Venezuela é a forte presença cubana. Existem 20 mil ou 25 mil funcionários da segurança cubana, conforme informações públicas. Isso é o tipo de coisa que nos parece inaceitável”, afirmou Bolton.

Esse também é um tema de discussões entre EUA e Rússia. Segundo Valentina, Cuba e Nicarágua estão na lista de países que Washington quer intervir para mudar o comando. 

EUA sobem o tom contra Maduro (na CNN/O Antagonista)

John Bolton, assessor de Segurança da Casa Branca, subiu o tom neste domingo contra Nicolás Maduro e disse que os Estados Unidos querem formar uma “ampla coalizão” internacional para substituir o ditador venezuelano.

“Gostaria de ver uma coalizão tão ampla quanto for possível juntar para substituir Maduro, para substituir todo o regime corrupto. Isso é o que estamos tentando fazer”, disse à CNN.

Bolton também criticou a influência de Cuba na Venezuela.

“Parte do problema na Venezuela é a forte presença cubana. Existem 20 mil ou 25 mil funcionários da segurança cubana, conforme informações públicas. Isso é o tipo de coisa que nos parece inaceitável”.

Fonte: Estadão

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