Maia diz que Guedes precisa se aproximar mais dos políticos em negociação da Previdência

Publicado em 18/03/2019 13:31
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está aprendendo a fazer política e precisa se aproximar mais dos políticos nas negociações com o Congresso pela aprovação da reforma da Previdência, e disse que se o texto não for aprovado o Brasil voltará a um passado "que ninguém merece".

“O Ministro Paulo Guedes tem aprendido rápido a fazer política, mas ainda precisa se aproximar mais da política", disse Maia durante seminário sobre a reforma da Previdência, na Fundação Getulio Vargas. ""Até hoje não conseguimos mostrar por que a necessidade é urgente de aprovar a reforma da Previdência."

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência foi enviada pelo governo ao Congresso no mês passado e agora deverá ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Os deputados já avisaram que só votarão a PEC na CCJ após o envio do projeto que trata da nova aposentadoria para militares.

Em Washington, onde se encontra acompanhando o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo está correndo para finalizar o projeto de mudanças nas aposentadorias dos militares para enviá-lo ao Congresso nesta quarta-feira, como prometido.

O presidente da Câmara defendeu a aprovação de uma boa reforma da Previdência sob pena de o governo não ter mais no curto prazo recursos suficientes para investimentos sociais e para bancar as aposentadorias dos brasileiros. Não fazer a reforma, frisou Maia, condenará gerações futuras e pode levar o país de volta à era da hiperinflação.

“Se o sistema quebrar, certamente vamos aumentar primeiramente nosso endividamento até o limite do mercado comprar títulos brasileiros e, num segundo momento quando não tiver mais capacidade de colocar títulos públicos no mercado vamos ter que emitir moeda”, avaliou Maia.

"E ao emitir moeda a gente vai voltar para a hiperinflacão e vai reduzir o valor real do salário de todos e dos próprios servidores públicos, mas de forma cruel, por que novamente os mais pobres é que vão pagar essa conta”, completou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

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