Folha: Bolsonaro está convicto de suas atitudes, diz líder do Governo, que critica velha política, cita Maia e acirra crise

Publicado em 24/03/2019 06:38 e atualizado em 26/03/2019 15:53
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No Chile Bolsonaro disse que Rodrigo Maia estaria irritado com a prisão de Moreira Franco, que é casado com sua sogra. E resolveu demonstrar benevolência... “Eu lamento. Até perdoo o Rodrigo Maia pela situação pessoal que ele está vivendo. O Brasil está acima dos meus interesses e do dele. O Brasil está em primeiro lugar.” E, segundo seu líder na Cãmara, ele não recua de suas convicções

Em meio a uma crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou a deputados de seu partido neste domingo (24) que o presidente Jair Bolsonaro está convicto de suas atitudes.

Em mensagens de Whatsapp para a bancada do PSL, ele indicou que Bolsonaro não negociará e fez criticas à velha política, acirrando a tensão entre poderes.

As postagens no grupo da sigla ocorreram logo depois de um encontro dele com o presidente, no Palácio da Alvorada.

"Nosso presidente está certo e também convicto de suas atitudes. Estive com ele hoje pela manhã. As práticas do passado não nos levaram ao caminho em que queremos estar. Todos nós, em particular do PSL, somos agentes para ajudar a mudar a situação em que nos encontramos", escreveu o líder no grupo de deputados, por volta de 13h30.

"Todos que nos elegemos nessa legislatura (passamos, pois, pelo crivo das urnas e da população que não aguenta mais...), eleitos e reeleitos, temos a possibilidade de escolher de que lado estar... somos todos a nova política. Não dá mais...", completou.

Duas postagens em seguida fazem referência a supostas negociações de cargos nos governos Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em troca do apoio do Congresso.

A primeira mensagem resgata reportagem do jornal O Globo de novembro de 2017, cujo título é "Para aprovar mudanças na Previdência, Temer autoriza Maia a negociar cargos".

A segunda é uma charge que ironiza o diálogo do governo Dilma com o Congresso. Na imagem, a ex-presidente leva ao Congresso um pacote de cargos para garantir as conversas.

Parte da troca de mensagens já chegou ao presidente da Câmara e está circulando entre os principais líderes partidários. Elas foram recebidas como "agressões" do líder do governo à política. 

Na foto, presidente está a esquerda e usa camiseta da seleção brasileira e bermuda. No meio, o filho do deputado está em pé sobre uma mesinha. E à direita, major Vitor, que usa camiseta polo e calça clara. Ele está com o braço ao redor dos ombros da criança

Após reunião com Jair Bolsonaro (PSL), o deputado major Vitor Hugo (PSL-GO) publicou foto ao lado do filho e do presidente - Reprodução/@MajorVitorHugo/Twitter

A avaliação é de que Bolsonaro não está disposto a mudar sua relação com deputados em senadores, embora Vitor Hugo tenha saído do encontro com o presidente falando em aproximação do governo com o Congresso.

"A semana passada foi uma semana muito tensa e agora a gente vai caminhar para uma aproximação", disse.

À Folha o líder do governo afirmou que suas mensagens não foramataques a Rodrigo Maia, mas foram enviadas para reforçar o posicionamento de mudança das práticas que existiam.

A expressão "velha política" não foi utilizada.

"Eu não fiz crítica alguma ao Rodrigo. O que eu fiz foi o seguinte: eu reforcei a posição do presidente da República, a disposição dele de trabalhar de uma maneira diferente", disse.

"Eu fui na casa dele também para ajudar a traçar estratégia para apaziguar, eu venho tentando aproximar os poderes, desde que assumi, na verdade. Mas eu concordo com o presidente quando ele mantém essa determinação de seguir o que ele falou no discurso de campanha", completou.

(Por Thais Arbex , Bruno Boghossian e Camila Mattoso, repórteres da Folha de S. Paulo)

 

Bolsonaro diz no Chile que responsabilidade de reforma da Previdência está com o Congresso

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado no Chile que o Brasil precisa "fazer o dever de casa" e aprovar a reforma da Previdência, e que o Congresso Nacional está neste momento com esta responsabilidade.

Ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera, após um encontro bilateral, Bolsonaro afirmou que há "preocupações sim com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência".

"A responsabilidade no momento está com o Parlamento brasileiro, eu confio na maioria dos parlamentares, porque esta não é uma questão de governo Jair Bolsonaro, mas sim uma questão de Estado, é questão de nós no Brasil não experimentarmos situações que outros países enfrentaram, como por exemplo alguns da Europa...", disse ele, referindo-se a nações que não realizaram as reformas necessárias.

A declaração foi feita no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que Bolsonaro precisa assumir a liderança da articulação da reforma da Previdência.

Maia disse ainda que Bolsonaro precisa se convencer da importância da reforma da Previdência para o país.

Em entrevista a jornalistas, o presidente Bolsonaro foi questionado sobre as declarações de Maia, e o que estaria por trás das críticas do presidente da Câmara.

"Não quero fazer prejulgamento de nada, mas você sabe que a temperatura está um pouco alta... Eu não vou entrar nesta disputa. Somos independentes, não serei levado para um campo de batalha diferente do meu", respondeu Bolsonaro, em entrevista apresentada pela Globonews.

"Eu respondo pelos meus atos no Executivo, Legislativo são eles, Judiciário é o Dias Toffoli (presidente do STF), e assim toca o barco. Não queiram me arrastar para um campo de batalha que não é o meu."

Em discurso televisionado mais cedo, ao lado do presidente do Chile, Bolsonaro disse que a aprovação da reforma da Previdência "é único caminho que temos para alavancar o Brasil, juntamente com outros países na América do Sul, para local de destaque que nós merecermos estar".

'Perdoo o Rodrigo Maia pela situação pessoal que ele está vivendo', diz Bolsonaro sobre atritos (no ESTADÃO)

SANTIAGO - Enquanto no Brasil o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dirige fortes críticas a Jair Bolsonaro na articulação da reforma da Previdência, o presidente disse neste sábado, 23, a empresários chilenos que atritos acontecem no País porque muitos não querem largar a "velha política". Bolsonaro também alegou não saber por que Maia anda tão “agressivo” contra ele e declarou que perdoa o parlamentar fluminense, citando problemas pessoais do deputado — referência à prisão do ex-ministro Moreira Franco, seu sogro. 

"Os atritos que acontecem no momento mesmo estando calado fora do Brasil acontecem na política lá dentro porque alguns, não são todos, não querem largar a velha política", disse Bolsonaro durante café da manhã oferecido pela Sociedade de Fomento Fabril do Chile em Santiago. Ele não citou nomes e disse ter recebido o governo em uma crise "ética, moral e econômica", classificou o Brasil como "campeão da corrupção", mas com grande chance de sair do buraco desde que o país aprove as reformas, principalmente da Previdência.

Jair BolsonaroJair Bolsonaro faz declaração em Santiago, no Chile Foto: Esteban Garay/Reuters

Ao terminar sua primeira visita oficial ao Chile, Bolsonaro enfatizou que não vai entrar em um “campo de batalha” que não é o seu, ao se referir à cobrança de Maia para que ele assuma a liderança pela articulação da reforma da Previdência. Além disso, o presidente voltou a jogar a responsabilidade da proposta sobre Maia e o Congresso e disse não saber por que o parlamentar anda está tão “agressivo”.

Maia pede diálogo para aprovar reforma da Previdência (Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu hoje (23) a manutenção do diálogo entre os poderes executivo e legislativo com a intenção de favorecer a aprovação da Reforma da Previdência. Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, com quem almoçou na capital paulista.

“Nós precisamos manter o diálogo para mostrar para a sociedade que essa reforma vem numa linha objetiva de reestruturar o sistema previdenciário de, principalmente, cobrar mais dos que ganham mais, uma alíquota maior, e menos dos que ganham menos, uma alíquota menor”, disse Maia.

O presidente da Câmara disse que irá continuar a convencer parlamentares sobre a importância da aprovação do texto, mas não quis opinar sobre a maneira que o governo federal deverá participar do processo.

“Eu continuo defendendo, mostrando aos parlamentares a importância da matéria. E nós temos que olhar para frente, a aprovação da Previdência é decisiva para o futuro do Brasil”.

Apoio

Doria disse que o momento é de serenidade, equilíbrio e de diálogo. Ele defendeu harmonia entre os poderes. “Entendemos que é importante que o poder executivo, que o governo do presidente Jair Bolsonaro compreenda a importância de uma relação harmônica com os poderes, a começar com o poder legislativo, mas também com o poder judiciário, e com os membros do executivo, onde se destacam os governadores do Brasil.

Autor do convite ao presidente da Câmara para o almoço, João Doria defendeu a liderança de Rodrigo Maia no processo de aprovação da Reforma da Previdência, e alertou que, caso a matéria não seja aprovada em 2019, o país poderá “padecer”.

“Se ela não for aprovada esse ano, o Brasil terá seríssimos problemas fiscais, inclusive os governos estaduais, os governos municipais e o federal. E o Brasil deixará de receber bilhões de reais de novos investimentos tanto de investidores nacionais, mas principalmente dos internacionais.

“Quem pagará a conta desse desastre? Será o povo brasileiro, porque nós não vamos gerar novos empregos, novas oportunidades, renda, e o Brasil vai padecer”, acrescentou.

O governador de São Paulo negou que esteja buscando ser uma liderança no processo de aprovação da reforma, mas que está colocando a força do estado paulista para apoiar. “Eu sempre disse que queria ajudar e quero ajudar. Eu não preciso liderar. A liderança cabe ao Congresso Nacional, aqueles que estão lá como nossos representantes na Câmera e no Senado. Agora, vamos colocar a força de São Paulo".

Doria disse que o momento é de serenidade, equilíbrio e de diálogo. Ele defendeu harmonia entre os poderes. “Entendemos que é importante que o poder executivo, que o governo do presidente Jair Bolsonaro compreenda a importância de uma relação harmônica com os poderes, a começar com o poder legislativo, mas também com o poder judiciário, e com os membros do executivo, onde se destacam os governadores do Brasil".

"Sem reforma da Previdência, Brasil quebra em 3 anos", diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, sobre o embate com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que a reforma da Previdência é fundamental para equalizar as contas públicas do Brasil e, sem ela, o país poderá entrar em colapso até 2022. A declaração foi dada durante uma transmissão, ao vivo, de sua página oficial no Facebook. 

"Eu, no fundo, não gostaria de fazer a reforma da Previdência, mas, se não fizesse, estaria agindo de forma irresponsável e, em 2021 ou 2022, o Brasil vai parar se não fizer essa reforma, infelizmente é isso", afirmou. Durante a transmissão, que começou às 19h e durou pouco mais de 30 minutos, o presidente estava acompanhado dos ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), além do porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo e Barros, e do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), que integra a comitiva. 

Bolsonaro disse que o país está "quebrado" e lembrou que os problemas se refletem também para estados e municípios. "Logicamente, vocês sabem que estamos quebrados, temos uma dívida interna de quase R$ 4 trilhões, pagamos de juros, por ano, o equivalente a um plano Marshall, aquele que reconstruiu a Europa após a Segunda Guerra Mundial. Temos um problema do inchaço de servidores em alguns locais. Tem mutos estados, muitos municípios que também têm problemas", apontou.

No final da transmissão, Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI, fez um apelo ao Congresso Nacional e à imprensa em favor da reforma. "Eu gostaria de fazer um apelo patriótico aos parlamentares e, àquela parte da imprensa, que sempre criticou o toma lá dá cá, a troca de favores, que façam, a partir de agora, um exame de consciência", disse. Segundo ele, é preciso pôr fim ao modelo de troca de favores entre o Poder Executivo e o Parlamento que, segundo ele, tem vigorado historicamente no país. 

Maia responde que vai se empenhar em favor da reforma da Previdência

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou hoje (23) que vai trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência a partir de segunda-feira (25). Ele disse que irá fazer as articulações políticas necessárias para dar encaminhando à proposta e conversar com os integrantes do governo federal.

“Na próxima semana, a gente precisa voltar a trabalhar pela reforma da previdência. Eu, dentro da Câmara, junto com os partidos, com os deputados, e o presidente da República assumindo de forma definitiva o seu papel: a articulação em torno do governo”, afirmou Rodrigo Maia ao chegar para o congresso nacional extraordinário do PPS, em Brasília.

As articulações em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que altera regras do sistema previdenciário no país, ficaram paralisadas ao longo da semana após impasses no Congresso Nacional envolvendo parlamentares de distintos partidos políticos.

Sugestão

Para Maia, é fundamental que o presidente Jair Bolsonaro atue diretamente na construção de base parlamentar para aprovação da reforma da Previdência. O texto está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara e aguarda a indicação de relator para iniciar a tramitação.

Por falta de consenso entre parlamentares, o nome ainda não foi indicado, o que pode atrasar a previsão do governo de aprovar a medida ainda neste semestre.

“Essa emenda constitucional veio [ao Congresso Nacional] e o autor: o Poder Executivo. O Poder Executivo, tenho certeza, seu presidente vai começar a convidar cada deputado que pensa em votar à favor para explicar os motivos da importância para o governo, para o país – principalmente – e vai assumir essa grande liderança em relação à sociedade, ao Executivo, e o Parlamento”, disse Maia.

Ontem (23), o presidente da CCJ da Câmara, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou que vai aguardar a organização da base aliada para indicar o relator da reforma da Previdência na comissão. O colegiado analisará se a reforma proposta está em conformidade com a Constituição.

Em seguida o texto vai para discussão em comissão especial e, quando aprovado, é votado pelo plenário. Para ser aprovada, a medida precisa de apoio de dois terços dos deputados por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A medida precisa ser aprovada por 308 deputados, em dois turnos de votação, para seguir para o Senado.

Crise

Maia afirmou ainda que o impasse em torno da reforma da Previdência foi superado. O parlamentar atribuiu o desgaste entre Legislativo e Poder Executivo às pessoas “do entorno do governo”. “Do meu ponto de vista, ela nunca deveria ter sido criada. Mas, ela foi criada pelo entorno do governo.”

Para o presidente da Câmara, a crise foi debelada e o momento é de seguir em frente.

“Para mim já acabou [a crise]. Falei o que eu tinha para falar. Agora quero focar naquilo que eu acredito que é fundamental: ajudar o Brasil, reorganizar o Estado brasileiro para que o Estado brasileiro deixe de servir à poucas corporações públicas e privadas e passe a servir à sociedade brasileira”, ressaltou.

Brasil e Chile querem aproximar Mercosul e Aliança do Pacífico

O Brasil e o Chile prometem intensificar a aproximação entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois Venezuela está suspensa temporariamente) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Peru) para uma área de livre comércio. A partir de julho, o Brasil exercerá a presidência-pro tempore do Mercosul e Chile estará à frente da Aliança do Pacífico.

Em Santiago, no último dia de visita ao Chile, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente chileno, Sebastián Piñera, ratificaram hoje (23) os termos do acordo de livre comércio entre os dois blocos comerciais. 

Os governos do Brasil e do Chile pretendem construir um corredor rodoviário para unir a região Centro-Oeste e os portos marítimos no norte do Chile, “passando pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, pelo Chaco paraguaio e o noroeste argentino”, como detalha nota conjunta.

Parceria

Bolsonaro e Piñera fizeram uma declaração conjunta, na qual defendem a aproximação comercial e da atuação conjunta no lançamento do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul), criado em substituição à Unasul. “Estamos assistindo na América do Sul o deslocamento da questão ideológica”, disse Bolsonaro, referindose- à atuação de caráter mais pragmático para a integração do continente.

“Do Prosul só poderão participar os países que tiverem compromisso com a democracia, com a liberdade e com os direitos humanos”, assinalou Piñera em referência à Venezuela cujo governo de Nicolás Maduro é considerado ilegítimo pelo Chile e mais cerca de 50 nações, incluindo o Brasil.

Dados

No seu discurso, Piñera fez um breve histórico sobre a proximidade entre o Chile e o Brasil e reforçou as relações econômicas. Segundo ele, “o Brasil é o principal sócio comercial do Chile na América Latina” e é também “o principal destino dos investimentos do Chile no exterior, com mais de US$ 35 bilhões”.

Pelos dados da balança comercial do Ministério da Economia, em 2018, Brasil e Chile tiveram corrente de comércio (soma de exportações e importações) de US$ 1,3 bilhão. O Brasil obteve no ano passado superávit comercial de 278 milhões.

Um terço das exportações brasileiras para o Chile foi de óleos brutos de petróleo, mas a pauta inclui carne bovina, automóveis de passageiros, veículos de carga, chassis e tratores. O Brasil importa do Chile cobre e salmão, especialmente.

COP25

Junto a Piñera, Bolsonaro agradeceu ainda o colega chileno por ter "abraçado" a próxima conferência climática das Nações Unidas COP25, que será realizada no Chile.

Embora o Brasil tenha desistido de sediar a conferência, Bolsonaro disse que o país "não estará fora dela".

"O Brasil nada deve para o mundo no tocante à preservação de meio ambiente...", destacou Bolsonaro.

O presidente reiterou a preocupação de seu governo sobre a soberania brasileira na região da Floresta Amazônica.

"A grande preocuação minha é a região amazônica, a região amazônica não pode ter risco de ser internacionalizada, é um patriotismo de nossa parte...", afirmou ele, acrescentando que o Brasil está aberto a acordos sobre biodiversidade da região ou para a "exploração racional dos bens naturais" da área.

ACORDO COMERCIAL

Bolsonaro, que lembrou que o Chile é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, firmou acordo com o colega chileno no qual os dois países preveem "aprofundar o diálogo e aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul".

"Com esse objetivo, os presidentes destacam a disposição dos dois países em reforçar sua coordenação quando o Chile assumir a Presidência Pro Tempore da Aliança do Pacífico e o Brasil, a Presidência Pro Tempore do Mercosul, em julho próximo", afirmou o documento.

Pelo texto, Brasil e Chile "comprometem-se a impulsionar o aperfeiçoamento da integração econômica, com vistas a estabelecer uma área de livre comércio de nova geração entre os Estados-partes do Mercosul e os países-membros da Aliança do Pacífico...".

Os dois países ainda reafirmaram o compromisso com a construção de um corredor que pode unir o Centro-Oeste do Brasil com os portos do norte do Chile, passando pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, pelo Chaco paraguaio e o noroeste argentino.

O Chile ainda reiterou o seu apoio à candidatura brasileira para ingresso na Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), "estando de acordo com a importância da entrada brasileira".

VENEZUELA

Sobre a crise na Venezuela, os dois presidentes reafirmaram "o compromisso de contribuir para restaurar a democracia na Venezuela, que requer a realização de eleições presidenciais livres e justas, conforme os padrões internacionais", além da liberação de todos os presos políticos e "o fim da sistemática violação dos direitos humanos naquele país".

Os dois presidentes ainda ressaltaram a importância de o regime de Nicolás Maduro autorizar "a abertura de canal de ajuda humanitária que possa atenuar a grave escassez de remédios e alimentos naquele país".

Os dois líderes firmaram "compromisso de continuar trabalhando, no âmbito do Grupo de Lima, pela busca de uma saída democrática e pacífica para a crise venezuelana, rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência, sobretudo a opção de intervenção militar".

Fonte: Reuters/Ag.Brasil/Folha/Estadão

2 comentários

  • Marcos Alessandra Tortato Ponta Grossa - PR

    Vou mandar a real ... O gordinho prometeu de tudo para ser reeleito presidente da Câmara, prometeu cargos que não eram dele e agora os deputados o estão cobrando e ele contava com uma chantagem com o presidente via previdência e pacote anti crime, o bicho vai pegar pra ele ! A chantagem é a seguinte: Ou tira a lava jato do pé do Centrão e distribui cargos e grana, ou não tem reforma da Previdência! Só que foi tudo pelos ares com a prisão de Temer e o gordinho surtou!

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Está aí a resposta o presidente da república para quem quiser ler: o Brasil é um país democrático, não adianta a câmara dos deputados querer jogar a responsabilidade da não aprovação da reforma da previdência nas costas do governo. A responsabilidade é dos deputados, e serão cobrados por isso. As vísceras do sistema politico brasileiro estão expostas, esperneiem à vontade. Os tais direitos "adquiridos" são, na verdade, direitos inventados pelo sistema de castas imposto aos brasileiros, sustentado nas costas dos trabalhadores brasileiros..., enganaram por muito tempo, não enganam mais.

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    • GILBERTO ROSSETTOBRIANORTE - MT

      O desenho é um só; querem que o presidente da república compre votos suficientes para aprovar a reforma da previdência. Ora, isto já foi tentado pela presidANTA e por Temer, não deu certo, o preço é muito alto e os parlamentares não tem limite e escrúpulo (pelo menos uma grande parte). Quer resultado diferente? Faça diferente. É o que o atual presidente está fazendo; "não a compra de votos" em troca de cargos e obras, este modelo afundou o Brasil. Mas o presidente precisa urgentemente "vender" para a população a reforma que mandou para o congresso, precisa explicar para o povo onde quer chegar e principalmente explicar claramente quem ele quer atingir. As corporações dos servidores publicos estão no ouvido do povo, dizendo que com a reforma o trabalhador não vai conseguir se aposentar, que o valor da aposentadoria vai diminuir, etc, etc. O presidente Bolsonaro precisa ser mais forte e convincente e colocar o povo a cobrar a reforma dos deputados e senadores. Bolsonaro tem que deixar claro também; se a reforma não for aprovada, as aposentadorias mais gordas não serão pagas e novas aposentadorias não ocorrerão.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Extremamente, correto Rodrigo..., a responsabilidade é do Congresso , são os deputados que votam e que fazem alterações . O Presidente fez sua parte , elaborou as reformas , agora cabe ao Congresso , aprimorar de preferência . Este Maia , quer tirar o dele e dos demais antigos da política , pois não querem enfrentar os que acham que tudo é direito adquirido. Este Maia precisa saber que está na hora de consertar este Brasil , se não tem capacidade deve pedir licença ... e sair...

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    • SANDRO ROBERTO LAUTERTCONDOR - RS

      Chantagem, chantagem...nao se entregue, presidente, para este bando de deputados safados. (Que desgraça, votamos sempre nesta corja, que se apresenta como NOVO. E são todos iguais)...

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