Em mais um dia sem direção, dólar oscila muito e bolsa sobe presos a cenários sem novidades

Publicado em 26/03/2019 10:58 e atualizado em 26/03/2019 11:53
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O dólar e as ações seguem presos ao curtíssimo prazo, refletindo a falta de novidades que direcionem a movimentos mais de investimentos, propriamente ditos, do que especulativos visando ganhos diários. A expressão 'incerteza' já está incorporada ao mercado sobre o futuro da economia brasileira e global.

Assim, nesta terça (26), o dólar oscila bastante até o momento, sempre moradamente, em  menos 0,16%, a R$ 3,855, depois da queda na véspera de 1,15%, quando o mercado entendeu que havia menor tensão política no Brasil e clima de otimismo internacional. Na verdade, muitos realizaram lucros, vendendo a divisa que foi comprada em exceso na sexta, ainda sob a "tensão" com a prisão do ex-presidente.

No Ibovespa, as ordem são confusas. Depois da queda forte do último dia da semana passada, o Ibovespa também fechou negativo ontem, apesar de leve, e agora, por volta das 11hs, está entrando em ritmo de alta, acima de 1%. O Futuros está pouco menor.

No noticiário internacional a percepção de menor risco de desaceleração global, enquanto ontem havia esse risco mais acentuado entre os agentes. E nada mudou significativamente que mudasse a realidade, apenas a fala do primeiro-ministro chinês, Li Kegiang, prometendo que Pequim facilitará a entrada de investimento estrangeiros no país, com garantias de segurança jurídica e sem exigências como transferência de tecnologia.

Enquanto isso, nada de novo nas negociações comerciais com os Estados Unidos, somente a expectativa de que haja algum avanço às vésperas de nova rodada de reuniões - de resto, a mesma coisa que acontece desde o começo do ano, entre idas e vindas.

Quanto aos Estados Unidos tampouco há uma clara visão do andamento da maior economia global. Por hora prevalece a promessa do Federal Reserve (FED) em manter as taxas de juros acomodadas, entendendo que a economia segue sem risco de cair de ritmo, mas com os negociantes tentando enxergar em indicadores sinais, como hoje, quando será conhecido as contratações, licenças e condições hipotecárias de habitações.

O Brexit continua no diapasão de impasse e cenário da União Europeia (UE) nunca é conclusivo, especialmente depois que o indicador de atividade das indústrias da Alemanha saíram acima do esperado, principal motor da zona do euro.

Com tudo isso, os futuros em Nova York estão operando em alta. E a força da moeda americana é levemente positiva pelo dólar index.

No Brasil, também novidade zero sobre a Previdência e suas reformas que estão na Câmara. Fica-se diariamente tentando cavar um declaração, um sentimento, uma guerra ou trégua pelas redes sociais que mostrem retrocessos os avanços, agora entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o Planalto, em torno das articulações e andamento da reforma. Desde ontem com o ex-presidente Michel Temer fora da cadeia.

Petróleo

O petróleo em Londres vai mais uma vez em alta firme, a caminho dos US$ 68 o barril, dentro do padrão real de dados de enxugamento da produção da Opep, os países produtores, além das sanções ao Irã, tirando mais a oferta desse país.

Também colabora o inventário experado menos dos estoques dos Estados Unidos, o que igualmente eleva o WTI, em Nova York. 

 

 

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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