Bolsonaro consegue abafar crise e dólar cai e bolsa sobe

Publicado em 28/03/2019 11:09 e atualizado em 28/03/2019 14:39
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Paulo Guedes entra diretamente nas negociações com o Congresso e mercados ficam mais satisfeitos

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A tensão diminui bastante sobre os mercados financeiros, desde que passou a permear o sentimento de que a fervura entre o Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Mais (DEM-RJ), chegou a seu ponto máximo e que a inflexão poderá ser rompida. O próprio presidente tatou de "virar a página" e o dólar, que testou mais de R$ 4,00 na abertura dos negócios nesta quinta (28), recuou bem, inclusive com janela para os compradores de ontem recuperarem recursos vendendo hoje, e a bolsa avança forte, revertendo a queda de mais de 3% da véspera.

O Ibovespa avança mais de 2,30%, o Ibovespa futuro quase dobra, e o dólar virou para 0,08% de queda, na passagem das 14h20.

E mesmo com poucas notícias fortes que alteram o quadro preocupante sobre a economia global.

De modo geral, apesar de novos disparos entre Bolsonaro e Maia ao final da tarde ontem a respeito da agenda da Previdência na Câmara, além da fala de Paulo Guedes, da Fazenda, no Senado, deixando uma 'porta de saída' do governo caso as reformas não evoluam, os agentes financeiros vão sentir as chances de redução de danos de todas as partes.

A necessidade de reforma da Previdência, afinal, está no foco de todos, e quanto menos desidratado melhor, mais agora que o teto das contas públicas pode estourar depois que a PEC das emendas parlamentares no Orçamento da União foi aprovada.

Exterior

No âmbito das negociações EUA-China, veio a notícia de que Pequim estaria oferecendo um acordo "sem precedentes" em propriedade intelectual, o que poderia gerar mais boa vontade dos dois lados na nova rodada de reuniões que começaram nesta quinta.

Dos Estados Unidos, o PIB do quarto trimestre veio em mais 2,2% quando se esperava 2,4%, perda muito marginal.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump voltou à pressão sobre os países produtores de petróleo, reunidos na Opep, pedindo fim do corte de produção e segurar a alta dos preços dos combustíveis, naturalmente pesando menos na atividade econômica global.

Os índice futuros nos EUA estão em alta, tanto como o dólar na comparação com outras seis moedas fortes, o petróleo em Londres, que fechou em baixa ontem, vai menor em mais de 1%.

Foi uma 'chuva de verão', mas agora 'o céu está lindo', diz Bolsonaro sobre atritos com Maia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 28, que as divergências com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foram uma "chuva de verão", mas, agora, "o céu está lindo" e o assunto é "página virada".

"O Brasil está acima de nós", declarou. Ele afirmou que teve um "excelente diálogo" com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que está "à disposição" de Maia. 

"Da minha parte não tem problema. Vamos em frente", disse. após cerimônia no Clube do Exército na qual foi condecorado. Alcolumbre e outras autoridades também foram homenageadas, entre elas o próprio presidente da Câmara, que não compareceu. Pela manhã, Maia se reuniu com o ministro da Justiça, Sergio Moro, que deu início ao mal-estar entre o governo e o presidente da Câmara. 

Bolsonaro afirmou que a vida é assim, "de vez em quando tem alguns percalços", mas que considera o atrito "página virada". O Brasil está acima de tudo", reforçou. "Outros problemas acontecerão com toda certeza. Mas, na minha cabeça e na dele (Maia), o Brasil está acima de tudo e deus está acima de todos", disse, citando seu slogan de campanha.

Leia reportagem na íntegra no Estadão

 

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Eu penso que o golpe dos politicos mequetrefes não deu certo. Assisti ao Paulo Guedes batendo boca com a Kátia Abreu (mandou ela calar a boca, no que fez muito bem), e com o Paulo Paim, agora de novo o defensor dos fracos e oprimidos. Vi também o senador petista Humberto Costa meter (no assunto da reforma da previdencia), "feminicidio", desemprego, 60.000 assassinatos por ano, como se isso tudo não fosse obra do PT..., agora que são oposição voltaram a ficar preocupados com os pobres... Não houve crise coisa alguma, vários analistas já alertavam -- muito antes de toda essa confusão arrumada pelo Rodrigo Maia -- que a bolsa ia corrigir, e realmente corrigiu, o que é perfeitamente normal no mercado financeiro.

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