Bolsonaro diz que Previdência é encruzilhada e anuncia apoio a aumento em fundo de municípios

Publicado em 09/04/2019 18:36 e atualizado em 10/04/2019 14:34
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Presidente Bolsonaro manda recado na Conferência Nacional de Municípios (veja o vídeo)

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, em discurso a um fórum de prefeitos de todo o país, que a aprovação da reforma da Previdência é uma encruzilhada que precisa ser atravessada, e pediu apoio para obter a aprovação no Congresso.

"Gostaríamos de não ter de fazer a reforma da Previdência, mas somos obrigados", disse Bolsonaro em discurso.

O presidente também anunciou que o governo vai apoiar um aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por meio de emenda constitucional.

"Conversei com o Paulo Guedes ontem, dei o sinal verde, vamos apoiar a majoração do Fundo de Participação dos Municípios com uma emenda constitucional", disse o presidente, sendo aplaudido na sequência.

A proposta do pacto federativo, que desvincula, desindexa e retira diversas obrigações do orçamento, foi sugerida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outras medidas, para impulsionar a recuperação da economia e garantir mais recursos para os estados e municípios.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi enfático ao defender a reforma da Previdência para que o governo federal abra mais espaço no orçamento e direcione mais recursos para os entes federativos. De acordo Maia, as despesas previdenciárias crescem R$ 50 bilhões a cada ano.

“Nós precisamos enfrentar o debate das despesas, o problema é a estrutura cara do governo federal, do Congresso Nacional e do Judiciário. Temos que compreender que, nos últimos 30 anos, o Congresso Nacional atendeu muitas corporações públicas e privadas que capturaram o orçamento da União e hoje o governo federal tem poucos recursos para realizar os próprios investimentos. De cada R$ 100, R$ 94 são despesas obrigatórias”, disse Maia.

O presidente da Câmara explicou aos prefeitos que está dialogando com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar andamento nas pautas municipalistas após a discussão da reforma da Previdência, como o aumento dos repasses federais ao FPM, compensação da Lei Kandir e cessão onerosa de recursos do pré-sal.

“Pedir apoio à reforma da Previdência não é para o governo federal, é para que possamos mudar a curva de recessão que o país vive nos últimos anos. A gente só vai poder inverter essa pirâmide quando as despesas federais pararem de crescer como elas crescem”, disse.

Em nome dos prefeitos, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, também defendeu a reforma, mas sem as mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). De acordo com ele, a economia de muitos municípios, principalmente os menores, também depende das aposentadorias dos trabalhadores rurais.

Assista ao vídeo divulgado no canal do Presidente Jair Bolsonaro, durante a CNM:

'Ajudaremos quem ficou para trás, mas não os vagabundos', diz Guedes (no ESTADÃO)

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 9, durante evento em Brasília, que o País está "condenando o jovem ao caminhado errado". "Desde quando faz mal trabalhar?", questionou, ao defender a proposta da carteira de trabalho verde e amarela. A iniciativa privilegia a negociação em detrimento de direitos trabalhistas e, segundo o ministro, vai permitir a criação de milhões de empregos no Brasil.

"Quando lançarmos o novo sistema com encargos baixos, a antiga Previdência vai começar a desonerar a folha e também vai gerar mais empregos", pontuou.

De acordo com Guedes, o melhor programa social para um país é o emprego, que cria autoestima. "Sempre seremos uma nação generosa, sempre ajudaremos quem ficou para atrás", afirmou o ministro. "Mas não ajudaremos os vagabundos, não podemos premiar corrupção e vagabundagem", acrescentou.

Ao abordar a proposta de criação de um novo pacto federativo, Guedes disse que a ideia é colocar "dinheiro na base, colocar 65%, 70% do dinheiro". "(Serão) 70% lá embaixo e 30% lá em cima, se muito", comentou o ministro.

Guedes também voltou a dizer que o governo vai adotar um programa de R$ 10 bilhões em socorro aos Estados. O ministrou contou que tem falado a alguns governadores recém-eleitos, de Estados em dificuldades: "Respira no canudinho que está chegando reforço". "O primeiro movimento é um plano de equilíbrio econômico para Estados, que é de curto prazo", disse.

Guedes participou nesta terça-feira da 12ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos. Pela manhã, estiveram presentes ao evento o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Durante visita de Bolsonaro a Israel, Netanyahu defende Livre Mercado e diminuição do Estado:

Fonte: Facebook/Reuters/Ag Brasil

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Excelente João Batista, um video complementa o outro. Temos que reduzir o peso do estado, e não só comprar como desenvolver tecnologias que vão nos tornar muito ricos. Eu apoio isso. Viva o Brasil, viva Israel.

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