Venezuela: Crise ganha o mundo; OEA e Grupo de Lima apoiam chamado de Guaidó

Publicado em 30/04/2019 17:03 e atualizado em 01/05/2019 04:39
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OEA e Grupo de Lima apoiam chamado de Guaidó por apoio; México pede que se evite "banho de sangue"

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(Reuters) - A maioria dos governos da América Latina apoiou a convocação do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, para reunir esforços para encerrar o governo do presidente Nicolás Maduro, liderados pela OEA e pelo Grupo de Lima, enquanto o México reiterou a necessidade de buscar uma solução pacífica para a crise.

Guaidó, que à frente da Assembleia Nacional se autoproclamou presidente interino em janeiro e recebeu o apoio de dezenas de governos de outras nações, convocou militares e civis a buscar "o fim definitivo" do governo, próximo a uma base aérea em que estava cercada por soldados, políticos e manifestantes.

"Saudamos a adesão de militares à Constituição e ao presidente encarregado da #Venezuela, @jguaido. É necessário o mais pleno respaldo ao processo de transição democrática de forma pacifica. #OEAconVzla", disse em um tuíte o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luiz Almagro.

Os países que integram o chamado Grupo de Lima, que apoiam Guaidó e defendem a saída de Maduro, se alihnaram à nova tentativa do opositor.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, pediu ao povo e aos militares da Venezuela que se unissem a Guaidó em busca da liberdade e da reconstrução do país pressionando a saída de Maduro.

"Fazemos um apelo aos militares e ao povo da Venezuela para que se posicionem do lado correto da história, recusando a ditadura e a usurpação de Maduro", escreveu Duque em sua conta no Twitter.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro tuitou mais de uma vez para demonstrar solidariedade com a oposição venezuelana.

"O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos", escreveu o presidente no Twitter.

APOIO A MADURO

As exceções ao amplo apoio às ações de Guaidó vieram novamente dos governos de Cuba, Bolívia e México. Enquanto os dois primeiros se alinharam com Maduro, o terceiro disse temer uma "possível escalada de violência e derramamento de sangue".

O Ministério das Relações Exteriores do México informou que está consultando 16 países do chamado "Mecanismo de Montevidéu" --que inclui o Uruguai e várias nações centro-americanas-- para "encontrar um caminho comum" para a situação na Venezuela.

O governo interino da Espanha também pediu para se evitar um "derramamento de sangue" na Venezuela e apoiou "um processo democrático pacífico... para a eleição de um novo presidente".

Já o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, pediu em um tuíte que o exército venezuelano "permaneça unido à Assembleia Nacional e às instituições legítimas contra a usurpação da democracia".

(Reportagem de Luis Jaime Acosta em Bogotá, Fabián Cambero em Santiago, Marco Aquino no Peru, Diego Oré na Ciudad do México e Nicolás Misculín em Buenos Aires)

Grupo de Lima

Grupo de Lima - Foto: Reuters

Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca pressiona assessores próximos de Maduro a abandoná-lo

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WASHINGTON (Reuters) - O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, citou três membros do alto escalão e assessores do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que, segundo ele, têm de cumprir as promessas que supostamente fizeram à oposição de uma transição pacífica de poder.

Falando na Casa Branca durante um dia de protestos anti-governo na Venezuela, Bolton identificou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, o presidente da Suprema Corte, juiz Maikel Moreno, e o comandante da guarda presidencial, Ivan Rafael Hernández Dala, como tendo dito à oposição que Maduro precisava abrir mão do poder a favor líder da oposição Juan Guaidó.

(Por Matt Spetalnick)

Trump diz que está monitorando situação na Venezuela muito de perto

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que está monitorando a situação na Venezuela muito de perto e reiterou o apoio norte-americano ao povo venezuelano, no momento em que o líder da oposição Juan Guaidó toma medidas inéditas para depor o presidente Nicolás Maduro.

"Eu estou monitorando a situação na Venezuela muito de perto. Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela e sua liberdade", escreveu Trump no Twitter.

(Por Tim Ahmann e Roberta Rampton)

Chanceler do Canadá pede reunião emergencial do Grupo de Lima para discutir Venezuela

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(Reuters) - A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, pediu uma reunião de emergência do Grupo de Lima por videoconferência ainda nesta terça-feira para discutir a situação da Venezuela.

(Por David Ljunggren)

Chefe da ONU pede "moderação máxima" na Venezuela para evitar violência

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NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu máxima moderação na Venezuela para evitar violência, disse um porta-voz da ONU neste terça-feira, depois que o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, convocou uma revolta militar para derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro.

"O secretário-geral pediu para que todos os lados exerçam o máximo de moderação e apela a todas as partes interessadas para que evitem qualquer violência e tomem medidas imediatas para restaurar a calma", disse Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, acrescentando que Guterres estará disponível para mediar caso os dois lados peçam por ajuda.

(Por Michelle Nichols)

No Estadão

EUA acenam com alívio de sanções a quem apoiar Guaidó e citam PDVSA

WASHGINTON - Os Estados Unidos passaram a oferecer o alívio de sanções econômicas e diplomáticas impostas a aliados do regime de Nicolás Maduro se houver uma adesão ao movimento iniciado pelo autoproclamado presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidó. Isso inclui sanções impostas à petrolífera venezuelana PDVSA, que teve ativos bloqueados.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Tensão na Venezuela

 Embaixada chilena abriga Leopoldo López

A chancelaria chilena confirmou na tarde desta terça-feira, 30, que o opositor Leopoldo López, sua mulher Lilian Tintori, e os filhos estão abrigados na condição de hóspede na residência diplomática da embaixada em Caracas. 

Leia mais no site do Estadão

Juan Guaidó e Leopoldo López - Foto: Leopoldo López / Twitter

Juan Guaidó e Leopoldo López - Foto: Leopoldo López / Twitter

O Antagonista

Russos e cubanos dentro; o mundo livre fora

Russos e cubanos estão dentro da Venezuela, protegendo a ditadura venezuelana.

Enquanto isso, o outrora mundo livre assiste a Nicolás Maduro assassinando o seu próprio povo.

É só uma constatação.

Cuba acusa ‘direita pró-imperialista’ e ‘governos lacaios’ por levante contra Maduro

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, reproduz a falácia de que a oposição a Nicolás Maduro usa da violência para tomar o poder.

Pelo Twitter, manifestou apoio à ditadura, que enfrenta com serenidade e coragem a nova tentativa de golpe de Estado da direita pró-imperialista, com a cumplicidade dos Estados Unidos e governos lacaios da região”.

Fonte: Reuters + Estadão

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