Bolsonaro diz que manifestantes foram usados como massa de manobra por "bando do Lula livre"

Publicado em 17/05/2019 10:11 e atualizado em 17/05/2019 17:26
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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta sexta-feira, manifestantes que foram às ruas de diversas cidades do país nesta semana para protestar contra o congelamentos de verbas do Ministério da Educação, dizendo que muitos foram usados como massa de manobra de uma campanha pela soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Dilma cortou 10 bilhões da Educação e doou 50 bilhões para países amigos (algumas ditaduras). Quem participou dessa última manifestação e não tinha conhecimento disso eu lamento, mas (vocês) foram usados como massa de manobra pelo bando do 'Lula livre'", disse Bolsonaro em publicação no Twitter, citando a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Bolsonaro já havia afirmado na quarta-feira, dia do protesto que reuniu dezenas de milhares de pessoas em cidades de todos os Estados do país, que os manifestantes eram "idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil".

Professores, estudantes, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais protestaram em manifestações convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o que afirmam ser cortes nas verbas para a educação.

O papel do presidente (comentário de O Antagonista)

Jair Bolsonaro repetiu hoje que os estudantes “foram usados como massa de manobra pelo bando do Lula Livre”.

Para evitar que isso ocorra novamente, o presidente tem de correr com a reforma previdenciária e aprovar leis que mantenham na cadeia corruptos e lavadores de dinheiro iguais a Lula.

“O pessoal da pesada quer derrubar Jair Bolsonaro”, diz Diogo Mainardi, na Crusoé.

Só falta arrumar um motivo.

Diogo Mainardi, em podcast exclusivo, fala sobre o espanto da esquerda com a independência daqueles que, como ele, Diogo, não adotam a subserviência típica dos lulistas como modo de vida.

Ainda dá para corrigir, Bolsonaro

Em sua coluna na Crusoé, Mario Sabino diz:

“Ainda dá tempo para o governo corrigir rumos. Basta conter ímpetos suicidas (e homicidas), aposentar personagens deletérios e valorizar os bons quadros de que Bolsonaro dispõe – e eles incluem, além de Paulo Guedes e Sergio Moro,  a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e vários nomes do segundo escalão.

Construir alianças também é essencial. É óbvio que não se trata de ceder ao fisiologismo, embora isso esteja cada vez mais difícil, uma vez que o governo enfraqueceu-se graças às armadilhas que criou para si próprio. Trata-se de encontrar rapidamente articuladores políticos capazes de reverter os danos autoinfligidos.”

Fonte: Reuters

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