Assista a íntegra do pronunciamento de Bolsonaro e tire suas próprias conclusões

Publicado em 18/05/2019 19:02 e atualizado em 20/05/2019 20:25
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Presidente Jair Bolsonaro deu entrevista aos jornalistas, durante sua passagem por Dallas, no Texas(EUA). Essa é a íntegra, sem cortes. Aqui ele denuncia as pressões e as incompreensões quem vem sofrendo. Mas diz que não vai mudar. "Não serei um presidente vaselina".

Veja o vídeo:

Fonte: Canal Folha do Brasil

Editorial do Estadão: A ameaça de Bolsonaro (editorial publicado neste sábado):

O presidente Jair Bolsonaro considera impossível governar o Brasil respeitando as instituições democráticas, especialmente o Congresso. Em sua visão, essas instituições estão tomadas por corporações – que ele não tem brio para nomear – que inviabilizam a administração pública, situação que abre caminho para uma “ruptura institucional irreversível” – conforme afirma em texto que fez circular por WhatsApp ontem, corroborando-o integralmente, como se ele próprio o tivesse escrito.

Ao compartilhar o texto, qualificando-o de “leitura obrigatória” para “quem se preocupa em se antecipar aos fatos”, Bolsonaro expressou de maneira clara que, sendo incapaz de garantir a governabilidade pela via democrática – por meio de articulação política com o Congresso legitimamente eleito –, considera natural e até inevitável a ocorrência de uma “ruptura”.

Leia na íntegra no Estadão

Abaixo "banner" compartilhado por seguidores de Bolsonaro:

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Bolsonaro distribui artigo que diz que Brasil está "disfuncional" e que ele "sofre pressões de todos os lados"

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro distribuiu para sua lista de contatos na manhã desta sexta-feira um texto, de autor desconhecido, dizendo que o Brasil é "ingovernável fora de conchavos" e foi "sequestrado pelas corporações".

A ação do presidente foi revelada pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmada à Reuters pelo porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, através de mensagem.

O texto circula nas redes sociais há pelo menos três dias e a Reuters encontrou cópias, com autor desconhecido, distribuído em páginas de apoiadores de Bolsonaro no Facebook e em comentários de pelo menos dois blogs, mas todos como tendo sido copiados de outra pessoa.

"Bastaram 5 meses de um governo atípico, 'sem jeito' com o Congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores", escreveu o autor. "Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto."

O agenda do governo de Bolsonaro, diz ainda o autor, não seria de interesse de nenhuma das "corporações" - no que ele inclui empresários, sindicalistas, o Judiciário e o Congresso - o "sequestro" do Estado por esses fica mais evidente.

"Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável", afirma.

O autor escreve ainda que o país está "disfuncional" e que o presidente da República não serve para nada a não ser organizar o governo de modo a responder aos interesses dessas corporações, ou não consegue governar.

"Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso", encerra.

Bolsonaro compartilhou o texto depois de mais uma semana em que a relação do governo com o Congresso se mostrou mais complicada do que nunca. Fontes ouvidas pela Reuters confirmaram que o governo está em um de seus piores momentos no trato com o Legislativo, depois de algumas derrotas em série. [nL2N22T0V4]

Sem base e sem conseguir negociar, o Planalto vê por exemplo o risco de caducar a medida provisória da reforma administrativa, que diminuiu o número de ministérios, e está, segundo as fontes, na mão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar evitar a derrota.

Segundo o porta-voz, além de compartilhar o texto, o presidente enviou um comentário em que diz estar fazendo todo esforço para governar.

"Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!", diz o texto de Bolsonaro.

Eis a íntegra do texto distribuído por Bolsonaro:

TEXTO APAVORANTE - LEITURA OBRIGATÓRIA

Alexandre Szn

Temos muito para agradecer a Bolsonaro.

Bastaram 5 meses de um governo atípico, "sem jeito" com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal "presidencialismo de coalizão", o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos "ana(lfabe)listas políticos"?

A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.

O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.

Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.

Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.

A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.

Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações. Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: "Sell".

Bolsonaro diz que apenas repassou texto sobre país "ingovernável"

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que apenas repassou um texto, de autor desconhecido, dizendo que o Brasil é "ingovernável fora de conchavos" e foi "sequestrado pelas corporações".

Ao ser questionado nesta manhã sobre o que quis dizer com um texto, Bolsonaro afirmou: "O texto? Pergunta para o autor. Eu apenas passei para meia dúzia de pessoas".

A afirmação neste sábado, segundo a Agência Brasil, foi feita após o presidente sair no jardim do Palácio da Alvorada e ir ao portão cumprimentar pouco mais de cem crianças de uma escola pública de Brasília, que faziam turismo cívico pela cidade.

A ação do presidente foi revelada pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmada à Reuters pelo porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, através de mensagem.

O texto circula nas redes sociais há dias e a Reuters encontrou cópias, com autor desconhecido, distribuído em páginas de apoiadores de Bolsonaro no Facebook e em comentários de pelo menos dois blogs, mas todos como tendo sido copiados de outra pessoa.

"Bastaram cinco meses de um governo atípico, 'sem jeito' com o Congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores", escreveu o autor.

"Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto."

O agenda do governo de Bolsonaro, diz ainda o autor, não seria de interesse de nenhuma das "corporações" --no que ele inclui empresários, sindicalistas, o Judiciário e o Congresso.

Bolsonaro compartilhou o texto depois de mais uma semana em que a relação do governo com o Congresso se mostrou mais complicada do que nunca. Fontes ouvidas pela Reuters confirmaram que o governo está em um de seus piores momentos no trato com o Legislativo, depois de algumas derrotas em série. [nL2N22T0V4]

Sem base e sem conseguir negociar, o Planalto vê por exemplo o risco de caducar a medida provisória da reforma administrativa, que diminuiu o número de ministérios, e está, segundo fontes com conhecimento do assunto, na mão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar evitar a derrota.

Segundo o porta-voz da Presidência, além de compartilhar o texto, o presidente enviou um comentário em que diz estar fazendo todo esforço para governar.

"Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!", diz o texto de Bolsonaro.

Bolsonaro diz que manifestantes foram usados como massa de manobra por "bando do Lula livre"

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta sexta-feira, manifestantes que foram às ruas de diversas cidades do país nesta semana para protestar contra o congelamentos de verbas do Ministério da Educação, dizendo que muitos foram usados como massa de manobra de uma campanha pela soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Dilma cortou 10 bilhões da Educação e doou 50 bilhões para países amigos (algumas ditaduras). Quem participou dessa última manifestação e não tinha conhecimento disso eu lamento, mas (vocês) foram usados como massa de manobra pelo bando do 'Lula livre'", disse Bolsonaro em publicação no Twitter, citando a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Bolsonaro já havia afirmado na quarta-feira, dia do protesto que reuniu dezenas de milhares de pessoas em cidades de todos os Estados do país, que os manifestantes eram "idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil".

Professores, estudantes, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais protestaram em manifestações convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o que afirmam ser cortes nas verbas para a educação.

O papel do presidente (comentário de O Antagonista)

Jair Bolsonaro repetiu hoje que os estudantes “foram usados como massa de manobra pelo bando do Lula Livre”.

Para evitar que isso ocorra novamente, o presidente tem de correr com a reforma previdenciária e aprovar leis que mantenham na cadeia corruptos e lavadores de dinheiro iguais a Lula.

“O pessoal da pesada quer derrubar Jair Bolsonaro”, diz Diogo Mainardi, na Crusoé.

Só falta arrumar um motivo.

Diogo Mainardi, em podcast exclusivo, fala sobre o espanto da esquerda com a independência daqueles que, como ele, Diogo, não adotam a subserviência típica dos lulistas como modo de vida.

Ainda dá para corrigir, Bolsonaro

Em sua coluna na Crusoé, Mario Sabino diz:

“Ainda dá tempo para o governo corrigir rumos. Basta conter ímpetos suicidas (e homicidas), aposentar personagens deletérios e valorizar os bons quadros de que Bolsonaro dispõe – e eles incluem, além de Paulo Guedes e Sergio Moro,  a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e vários nomes do segundo escalão.

Construir alianças também é essencial. É óbvio que não se trata de ceder ao fisiologismo, embora isso esteja cada vez mais difícil, uma vez que o governo enfraqueceu-se graças às armadilhas que criou para si próprio. Trata-se de encontrar rapidamente articuladores políticos capazes de reverter os danos autoinfligidos.”

Renato Dias, direto de Brasilia, informa ao Notícias Agrícolas:

Segundo uma fonte em BSB, a votação das 3 MPs (868 Saneamento, 870 Reforma Administrativa e 871 Contra Fraudes no INSS) dependem de acordo entre o governo e o congresso para que o COAF fique no ministério da Economia, e não com o Sérgio Moro.
É isso que está travando tudo!
Neste final de semana vai ter um encontro do Maia com o Onyx. Se tiver acordo, votam semana que vem. Se não, não votam.
MPs já estão na pauta, vamos ver se votam!
Eles querem que o PSL recue na posição de defender o Coaf com Moro. O próprio governo contra o Moro.
Acho que a situação está ficando muito perigosa para o Bolsonaro, e talvez seja a hora de ceder
(Renato Dias, Blog Ranking dos Políticos).

Acompanhe entrevista Paulo Guedes, durante passagem da comitiva brasileira  nos Estados Unidos:

Confira a entrevista sobre as reformas econômicas do Brasil, dada por Paulo Guedes, Ministro da Economia, para a Brockings em Washington:

Fonte: Folha do Brasil/TV Brasil/Reuter

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