Ibovespa tem maior alta em quase 2 meses, com busca por pechinchas

Publicado em 20/05/2019 18:48 e atualizado em 20/05/2019 20:20
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SÃO PAULO (Reuters) - As ações brasileiras tiveram um repique nesta segunda-feira, com investidores voltando à ponta compradora de papéis que caíram forte na semana passada, num movimento técnico, enquanto seguiram monitorando o noticiário sobre reforma da Previdência.

Principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa avançou 2,17%, a 91.946,19 pontos. O giro financeiro somou 23,4 bilhões de reais, impulsionado pelos 9,26 bilhões de reais do exercício de opções. Na semana passada, o índice acumulou queda de 4,5 por cento.

Para o estrategista chefe da consultoria independente de investimento Levante, Rafael Bevilacqua, mais do que uma mudança da perspectiva do investidor, o movimento desta sessão refletiu mais uma recuperação pontual, pautada pela busca por pechinchas.

"É um ajuste de posições. Os investidores perceberam que a queda acumulada foi exagerada e agora estão realizando ajustes, mas ainda permanecem de olho na Previdência", afirmou.

Nesta segunda, o presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro é incapaz de formar maioria para aprovar a reforma.

No entanto, ele disse que o país não pode ficar refém dessa situação e que o Congresso vai liderar o processo da reforma, crucial para o equilíbrio das contas públicas.

A busca por barganhas pelos investidores ganhou força à tarde, após o fim do prazo para exercício de opções. O movimento foi tal que levou o Ibovespa na contramão de Wall Street, onde os três principais índices fecharam no vermelho, com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN subiu 3,4%, enquanto PETROBRAS ON valorizou-se 1,85%, diante da valorização dos contratos futuros do petróleo no exterior.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,6%, enquanto BRADESCO PN ganhou 2,72%.

- EDP subiu 3,82%, após empresa anunciar que pretende avançar no cobiçado setor de serviços em energia do Brasil com uma nova marca, que reunirá diversas soluções da companhia para clientes residenciais e empresas --um cardápio que envolve desde instalações de geração solar e eficiência energética até seguros.

- VALE recuou 2,03%, em meio a incertezas sobre a segurança das barragens de rejeitos das mineradora, apesar da alta dos preços do minério de ferro na China. Na sexta-feira, a juíza Fernanda Machado, de Barão de Cocais (MG), decidiu elevar o teto da multa à Vale, atendendo pedido do Ministério Público, que disse que a mineradora não apresentou o estudo dos impactos para eventual rompimento da barragem Sul Superior.

- BRASKEM disparou 10,1%. O papel caiu cerca de 30% desde o início de abril, em meio a uma série de notícias negativas, incluindo deslistagem dos papéis em Nova York e de paralisação de operações de mineração em Alagoas.

Índices de Wall St caem afetados por setor de tecnologia em meio a investida contra Huawei

NOVA YORK (Reuters) - As principais bolsas de valores dos Estados Unidos caíram nesta segunda-feira, com as restrições da Casa Branca à fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei pesando no setor de tecnologia e levantaram receios de que a medida possa inflamar ainda mais as tensões comerciais entre EUA e China.

O índice Dow Jones caiu 0,33%, para 25.679,90 pontos. O S&P 500 perdeu 0,67%, para 2.840,23 pontos. E o Nasdaq Composto cedeu 1,46%, para 7.702,38 pontos.

Desde que a Casa Branca incluiu a Huawei a uma lista negra de comércio na semana passada, várias empresas suspenderam seus negócios com a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo.

Fabricantes de chips, incluindo Intel, Qualcomm, Xilinx e Broadcom, não serão fornecedoras da empresa chinesa até nova ordem, segundo reportagem da Bloomberg.

O índice S&P de tecnologia caiu 1,75%, maior queda percentual entre os 11 principais setores. O índice Philadelphia de semicondutores, que inclui os fornecedores da Huawei Qualcomm, Broadcom e Micron Technology, caiu 4%, para o nível mais baixo em mais de dois meses.

As ações da Apple caíram 3,1%, maior influência negativa sobre os principais índices de Wall Street. Os papéis da fabricante do iPhone também foram pressionados depois que o HSBC alertou que os preços mais altos dos produtos da companhia, após os mais recentes aumentos nas tarifas, poderiam ter consequências terríveis na demanda.

"O risco político se tornou um risco para os negócios", disse Chad Morganlander, gerente sênior de portfólio da Washington Crossing Advisors. "Isso pode afetar de maneira significativa as expectativas de ganhos para muitos nomes de tecnologia."

Fonte: Reuters

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