Setor público consolidado tem superávit primário de R$ 6,637 bi em abril

Publicado em 31/05/2019 19:00
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BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro teve superávit primário de 6,637 bilhões de reais em abril, um pouco acima do esperado, ajudado pela performance positiva de Estados e municípios, informou o Banco Central nesta sexta-feira.

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de um superávit de 6,0 bilhões de reais para o mês.

No mesmo mês do ano passado, o superávit havia sido bem menor, de 2,9 bilhões de reais, puxado para baixo pelo déficit primário de 2,486 bilhões de reais dos governos regionais.

Desta vez, contudo, Estados e municípios ficam no azul em 731 milhões de reais, mostrou o BC.

O superávit do governo central (governo federal, BC e Previdência), por sua vez, foi de 6,133 bilhões de reais no período. O mês de abril é tradicionalmente positivo, embalado pela arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido e com participações especiais da exploração da recursos naturais.

Mas o Tesouro Nacional, que calcula o mesmo dado sob outra metodologia, reconheceu mais cedo nesta semana que o dado veio abaixo das expectativas, em meio à queda nas receitas num cenário de fraqueza da economia.

As empresas estatais encerraram abril com déficit de 227 milhões de reais, ante superávit de 26 milhões de reais um ano antes.

No acumulado de janeiro a abril o superávit do setor público consolidado foi de 19,974 bilhões de reais, mais que o dobro do saldo positivo de 7,291 bilhões de reais de igual período do ano passado.

Em 12 meses, o déficit, foi a 95,575 bilhões de reais, equivalente a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o BC.

Para o ano, a meta do governo é de um rombo primário de 132 bilhões de reais, sexto resultado consecutivo no vermelho.

DÍVIDA

Em abril, a dívida bruta subiu a 78,8% do PIB, contra 78,5% em março -- maior percentual da série histórica do BC.

Por sua vez, a dívida líquida caiu a 54,2% do PIB, ante 54,3% no mês anterior.

ONS vê aumento de 3,5% na carga de energia em junho e chuvas acima da média no Sudeste

SÃO PAULO (Reuters) - A carga de energia no Brasil em junho deverá crescer 3,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto a região com as principais hidrelétricas do país, o Sudeste, terá chuvas acima da média, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta sexta-feira.

As chuvas no Sudeste deverão atingir 107% da média histórica em junho, enquanto no Sul a expectativa é de precipitações em 236% da média. No Norte, a previsão é de 108%.

Apenas o Nordeste terá chuvas mais fracas que o normal, em 59% da média histórica, segundo o ONS.

O nível de produção das hidrelétricas, principal fonte de energia do Brasil, é um dos fatores na metodologia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer as bandeiras tarifárias, que podem resultar em custos extras aos consumidores no caso de uma menor oferta de geração.

As contas de luz dos brasileiros tiveram em maio bandeira tarifária amarela, que gera um custo adicional de 1 real a cada 100 kilowatts-hora consumidos.

Fonte: Reuters

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