Maia diz que Estados e municípios ficam fora de parecer da Previdência, mas negociações continuam

Publicado em 12/06/2019 15:04
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Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o parecer da reforma da Previdência a ser apresentado na quinta-feira pelo relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), não deve incluir Estados e municípios, mas acrescentou que o tema seguirá sendo discutido em busca de um acordo, assim como o regime de capitalização.  

Segundo o presidente da Câmara, caso seja possível construir um acordo, os entes federativos podem ser incluídos no texto até a data de sua votação na comissão, previsto para o dia  25 deste mês, ou até mesmo por meio de emenda, quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estiver em análise no plenário da Casa.

“Nós estamos construindo um acordo com os governadores”, disse Maia sobre um dos temas mais polêmicos da proposta.

“Num primeiro momento, ainda não há um acordo firmado, então é um texto, a princípio, sem os governadores (e prefeitos). Mas na hora da votação se apresenta uma emenda reincluindo os governadores”, ponderou sobre o assunto que tem provocado muita resistência entre parlamentares, que temem prejuízos em suas bases caso aprovem as novas regras da Previdência para Estados e municípios.

“Temos até o dia 25 ou até a primeira semana de julho, no plenário, para reintroduzir, com acordo que eu, o relator e líderes estamos construindo com governadores.”

O deputado, um dos principais defensores da reforma, também tenta uma solução no texto para o regime de capitalização e deve discutir o tema ainda nesta quarta-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Se nós entendermos que de fato não temos voto para aprovar a capitalização na PEC, vamos construir uma solução junto com o ministro Paulo Guedes”, afirmou o presidente da Câmara.

Samuel Moreira deve apresentar o parecer da PEC da reforma da Previdência na manhã da quinta-feira, e o texto será discutido até o dia 25, quando Maia calcula que será votado pela comissão especial. O presidente da Câmara acredita que as festas juninas, eventos que tradicionalmente esvaziam o Congresso, não irão atrapalhar o calendário previsto.

Segundo ele, o relatório deve trazer ainda uma mudança relacionada ao abono salarial.

Líderes da maioria e da oposição já manifestaram publicamente posição contrária às mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria de trabalhadores rurais. Os dois temas são tidos como cartas fora do baralho.

Fonte: Reuters

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